Tijolo por tijolo: Tenda (TEND3) entra na fila das ofertas de ações na B3 enquanto avança na renegociação da dívida; ações reagem em queda
Além da Tenda, a Plano & Plano (PLPL3) está de olho em uma potencial oferta primária e secundária de ações. Elas podem se juntar a MRV e Direcional, que também vieram a mercado

Não é de hoje que as construtoras e incorporadoras entraram no radar dos analistas. A volta do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e os recentes cortes nos juros prepararam o terreno ideal para o setor se expandir.
O cenário desfavorável para a construção mudou bastante, o que fez a MRV (MRVE3) fechar uma oferta de ações de R$ 1 bilhão há pouco mais de um mês e a Direcional (DIRR3) captar R$ 429 milhões por meio de ofertas de ações.
E nesta quinta-feira (17) foi a vez da Tenda (TEND3) anunciar a intenção de realizar uma oferta primária de ações com valor inicial de R$ 200 milhões. Há ainda a possibilidade de emissão de um lote adicional de outros R$ 50 milhões.
De acordo com o comunicado enviado ao mercado, os recursos captados serão destinados para equilibrar a estrutura do capital da companhia, visando uma melhora do endividamento da empresa.
A potencial oferta ainda está sujeita à aprovação dos acionistas e das condições de mercado.
A perspectiva de uma diluição com a emissão de novas ações pesa sobre os papéis da Tenda. Por volta das 11h40, as ações recuavam 5,15%, negociadas a R$ 12,33, enquanto o Ibovespa avançava 0,50%, aos 116.261 pontos, no mesmo horário.
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Reestruturação da dívida da Tenda
Os últimos anos foram especialmente difíceis para a Tenda. A disparada dos custos da construção e a taxa de juros elevada fizeram com que a incorporadora encerrasse 2022 com uma dívida de R$ 799,9 milhões, o que representa um crescimento de 141% na comparação com 2021.
Entretanto, a construtora vem melhorando o panorama da dívida, de acordo com os últimos resultados. A Tenda aproveitou o anúncio da possível nova oferta de ações para informar o avanço nas renegociações com os credores para novas emissões da dívida de até R$ 300 milhões, com vencimentos de curto e médio prazo.
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Assentando os tijolos
Além da Tenda, a Plano & Plano (PLPL3) está de olho em uma potencial oferta primária e secundária de ações. A construtora pretende levantar cerca de R$ 250 milhões — sendo que um possível lote adicional de outros R$ 250 milhões também está no radar.
Apesar de a Plano & Plano também não ter decidido sobre a oferta, alguns bancos já foram apontados como coordenadores, entre eles o Itaú BBA, BTG Pactual, Bradesco BBI e a corretora XP.
Assim como acontece com as ações da Tenda, os papéis da PLPL3 recuam 0,87% no pregão de hoje, negociados a R$ 10,28 no mesmo horário.
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