Tenda (TEND3) lança mais imóveis e vende R$ 758,5 milhões no segundo trimestre, mas velocidade de comercialização dos empreendimentos recua
A companhia lançou 16 empreendimentos no trimestre, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 963,7 milhões

Em uma noite cheia de divulgações de prévias de construtoras e incorporadoras da B3, a Tenda (TEND3) é um dos destaques desta quarta-feira (12) ao apresentar números do segundo trimestre que indicam melhora em alguns dos indicadores operacionais, mas queda em outros.
A companhia lançou 16 empreendimentos entre abril e junho — considerando os projetos sobre a bandeira da própria Tenda e da Alea, divisão de casas pré-fabricadas —, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 963,7 milhões.
O indicador, que traz uma estimativa da receita a ser obtida com os lançamentos, é 23,1% superior ao do mesmo período do ano passado. A alta é ainda maior, de 96,3%, na comparação com o trimestre imediatamente anterior.
O preço médio cobrado por unidade avançou 9,3% na base trimestral e 3,7% na anual, para R$ 206,7 mil.
Vendas da Tenda (TEND3) crescem, mas VSO recua
Já as vendas líquidas da construtora avançaram 31,3% ante o 2T22 e chegaram a R$ 758,5 milhões no segundo trimestre.
Do total comercializado, 35,1% eram lançamentos, enquanto a maior parte dos imóves, ou 64,9%, estava no estoque da companhia.
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A velocidade de vendas líquidas (VSO) da Tenda, porém, caiu 18,5 pontos percentuais, para 26%. Na comparação com o 1T23 a VSO subiu 12,7 p.p..
A construtora finalizou o trimestre com um VGV de R$ 14,8 bilhões em seu banco de terrenos da estratégia principal. A cifra é 14,3% inferior à registrada entre abril e junho do ano passado.
O pior já ficou para trás?
Vale destacar que a Tenda foi alvo recentemente de um "upgrade" na recomendação de suas ações. Os analistas do Credit Suisse acreditam que o pior momento ficou para trás na companhia e decidiram elevar a indicação das ações para "outperform" — equivalente a compra.
O preço-alvo para os papéis TEND3 passou de R$ 9 para R$ 11, o equivalia a um potencial de alta de quase 50% quando o relatório foi divulgado, em maio. As ações da companhia acompanharam o rali recente das construtoras da B3 e acumulam alta de mais de 55% no último mês.
E o Credit Suisse não foi o único: o JP Morgan também reavaliou a sua indicação para a construtora. Mas, no caso do banco de investimentos norte-americano, a recomendação mudou de underperform — o equivalente à venda — para neutra a recomendação.
Já o preço-alvo para os papéis da companhia subiu de R$ 5 para R$ 9. A nova cifra é cerca de 31% inferior à cotação atual das ações.
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