🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Retorno maior

Gigante da B3 pode devolver até R$ 5 bilhões aos acionistas; entenda

Empresa de telecomunicações pediu autorização à Anatel para fazer redução de capital, o que aumentará retorno ao acionista

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
16 de fevereiro de 2023
12:03 - atualizado às 12:48
Homem segura notas de dinheiro
Imagem: Shutterstock

Uma gigante da bolsa brasileira pode devolver uma quantia bilionária aos seus acionistas em breve. A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo (VIVT3), irá pedir à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a permissão para fazer uma redução de capital social no valor máximo de R$ 5 bilhões ao longo deste e dos próximos anos.

A companhia informou, na última quarta-feira (15), que seu conselho de administração aprovou a apresentação de um Pedido de Anuência Prévia à Anatel para ter a possibilidade de efetuar uma ou mais reduções de capital, "conforme avaliação da administração acerca das condições financeiras da companhia e cenário macroeconômico."

Segundo a Vivo, caso autorizada pela Anatel e aprovada pela administração da empresa e dos sócios, as reduções de capital poderão ser efetivadas "mediante a restituição de recursos aos seus acionistas na proporção de sua participação acionária nas respectivas datas-bases a serem fixadas e sem o cancelamento de suas ações."

No comunicado divulgado ao mercado, porém, a empresa lembra que o Pedido de Anuência busca apenas a autorização para que as reduções de capital sejam efetuadas, mas não a sua obrigatoriedade.

Para o BTG Pactual, a Vivo não deve ter problemas em obter o sinal verde da Anatel para a redução de capital, mas o processo deve levar até dez meses para ser completamente aprovado.

Com a eventual redução de capital, os analistas estimam que o dividend yield (retorno com dividendos) da companhia deve saltar de 5,9% para 9,7% em 2023 e de 8,5% para 12,3% em 2024, "níveis extremamente atraentes".

Leia Também

Para o banco, a redução de capital é uma boa oportunidade de a Vivo aumentar a remuneração aos acionistas, dado que a empresa tem pouco lucro acumulado, ficando dependente dos lucros futuros para pagar proventos. Mas, com as taxas de juros tão altas, os analistas não esperam que o lucro líquido apresente grande crescimento em 2023.

O BTG diz ainda não acreditar que a Vivo pague os R$ 5 bilhões de uma vez, "já que não faz sentido se alavancar com o atual custo de dívida." Assim, as devoluções, se aprovadas, devem ser feitas em várias parcelas.

O Credit Suisse estima que as devoluções ocorram num prazo de dois a três anos.

A Empiricus acredita que os pagamentos devam ocorrer entre 2023 e 2024, incrementando o dividend yield da companhia em 3,7 pontos percentuais em cada ano. Esse aumento do retorno, diz o analista Ruy Hungria, deve inclusive ajudar a performance das ações VIVT3, "que estão estacionadas nos últimos meses justamente por conta da piora nas perspectivas dos dividendos, em função do impacto negativo do maior endividamento para a aquisição dos ativos da Oi."

Já o Santander acredita que a redução de capital vai dar flexibilidade à Vivo para potencialmente distribuir todo seu fluxo de caixa livre para os acionistas nos próximos ano e estima um retorno de 9% para esse fluxo de caixa em 2023

VEJA TAMBÉM - A RAINHA DA RENDA FIXA: BB SEGURIDADE (BBSE3) TEM RESULTADOS INCRÍVEIS E PAGARÁ DIVIDENDOS GORDOS

Balanço da Vivo (VIVT3) veio em linha com o esperado pelo mercado

A Vivo também reportou ontem os resultados do quarto trimestre e do ano de 2022, apresentando uma receita operacional líquida de R$ 12,659 bilhões no 4T22, crescimento de 10,1% ante o mesmo período do ano anterior, impulsionada pela receita de serviço móvel, que teve alta de 13,6% na mesma base de comparação. No ano, a receita líquida da tele totalizou R$ 48,041 bilhões, crescimento de 9,1% em relação a 2021.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente atingiu R$ 5,234 bilhões no quarto trimestre, alta de 6,1% na base anual, também puxado pelo forte desempenho na área móvel. No ano, o Ebitda recorrente totalizou R$ 19,282 bilhões, crescimento de 7,0% na comparação com 2021.

O lucro líquido recuou 57,2% no trimestre, para R$ 1,126 bilhão, apresentando também uma queda de 34,9% no ano, para R$ 4,058 bilhões, devido a uma expansão de custos em ritmo superior à da receita. Segundo a Vivo, os custos foram impactados pela mudança no mix de receitas e inflação.

A Vivo também anunciou uma projeção de investimentos (Capex) no valor de R$ 9 bilhões em 2023, abaixo dos R$ 9,5 bilhões investidos em 2022.

Corretoras recomendam compra

Os resultados vieram majoritariamente em linha com as expectativas de BTG, Santander, Empiricus e Genial Investimentos, e um pouco acima das expectativas do Credit Suisse. Todas as cinco casas têm recomendação de compra para os papéis VIVT3.

O Credit Suisse escolheu, como destaque positivo do balanço, a habilidade da Vivo de manter um crescimento orgânico robusto, bem acima da inflação.

Já a Genial considera a Vivo bem posicionada tanto no mercado móvel quanto no fixo, de forma a criar uma vantagem competitiva importante perante seus pares de telecomunicações.

"É necessário ter cautela para não se impressionar mais com o pacote do que o conteúdo da caixa nesse 4T22 das Telecoms. Enquanto a Oi Móvel e o 5G são projetos que devem gerar ganhos de margens e de geração de caixa no futuro, hoje as Telecoms lutam para crescer caixa ano a ano. A Vivo nos parece que está na frente nessa disputa", diz relatório da corretora.

Veja a seguir os preços-alvo e potenciais de alta das ações VIVT3 em relação ao preço de fechamento de ontem, segundo cada uma das casas:

  • BTG Pactual: R$ 50 (+26%)
  • Credit Suisse: R$ 46 (+16%)
  • Genial: R$ 55 (+39%)
  • Santander: R$ 55 (+39%)

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais

3 de abril de 2025 - 8:14

Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA

AÇÃO DO MÊS

Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas

3 de abril de 2025 - 6:10

Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo

DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?

2 de abril de 2025 - 20:00

As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês

2 de abril de 2025 - 19:30

No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional

CADEIRA NO CONSELHO

Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO

2 de abril de 2025 - 18:57

Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo

PASSOU DE ANO

Cogna (COGN3) mostra ao investidor que terminou o dever de casa, retoma dividendos e passa a operar sem guidance

2 de abril de 2025 - 12:24

Em meio à pandemia, em 2020, empresa anunciou guidances audaciosos para 2024 – que o mercado não comprou muito bem. Agora, chegam os resultados

NOVA CHAPA

Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho

2 de abril de 2025 - 11:21

Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa

2 de abril de 2025 - 8:13

Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA

BALANÇO

Lucro do Banco Master, alvo de compra do BRB, dobra e passa de R$ 1 bilhão em 2024

1 de abril de 2025 - 20:17

O banco de Daniel Vorcaro divulgou os resultados após o término do prazo oficial para a apresentação de balanços e em meio a um negócio polêmico com o BRB

DIA 72

Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA

1 de abril de 2025 - 19:32

Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas

NOVA ERA

Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio

1 de abril de 2025 - 18:08

Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros

ACORDO ELETRIZANTE

Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos

1 de abril de 2025 - 14:35

Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%

TOUROS E URSOS #217

Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos

1 de abril de 2025 - 14:05

No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira

MUDANÇAS NO CONSELHO

Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3

1 de abril de 2025 - 11:49

Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista

APÓS O ROMBO

Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária

1 de abril de 2025 - 9:51

Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa

DESTAQUES DA BOLSA

Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações

31 de março de 2025 - 16:35

O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024

NO BANCO DOS RESERVAS

Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan

31 de março de 2025 - 14:49

O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra

EM BUSCA DE PROTEÇÃO

Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março 

31 de março de 2025 - 11:37

A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%

GOVERNANÇA

Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3

31 de março de 2025 - 9:34

A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar