C&A (CEAB3) é opção para quem quer small caps e exposição ao varejo? O Citi responde
De modo geral, o banco está menos otimista com o setor de varejo de vestuário brasileiro neste ano; descubra os motivos para isso e como a empresa se encaixa nesse cenário

Assim como acontece com roupas, sapatos e acessórios, algumas ações também caem no gosto dos investidores — seja pelo bom momento do setor, pelo ponto de entrada atrativo ou pelo potencial de valorização. Conhecida por acompanhar as tendências, será que a C&A (CEAB3) também segue na moda entre os papéis da Bolsa?
Segundo o Citi, nem tanto. As ações CEAB3 tiveram a recomendação neutra mantida pelo banco, mas o preço-alvo foi cortado: passou de R$ 3,60 para R$ 3,50 — um potencial de valorização de 14% com relação ao fechamento de sexta-feira (20).
De modo geral, o Citi diz que está menos otimista com o setor de varejo de vestuário brasileiro neste ano. Mas o banco detalha as razões para a mudança com relação à C&A neste momento.
Por volta de 14h35, as ações CEAB3 recuavam 5,54%, cotadas a R$ 2,90.
C&A: lucratividade mais baixa
O Citi vê a C&A com capacidade de investimento limitada, ou seja, menor Capex, o que reduz o crescimento da receita da empresa no médio prazo.
Além disso, as despesas de SG&A (Selling, General & Administrative Expense — vendas, despesas gerais e administrativas) ainda pesam na lucratividade da C&A. Por isso, o banco manteve a recomendação neutra, mas cortou o preço-alvo de CEAB3.
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O Citi também incorporou menos aberturas de lojas para 2023 — para 6 lojas, de 15 anteriormente — dada a capacidade de investimento mais limitada da empresa. Esse fator deve resultar em um crescimento de 8,8% da receita, contra 12,5% anteriormente.
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Prévia do quarto trimestre
Após registrar vendas de vestuário abaixo do esperado no terceiro trimestre, o Citi observa um cenário desafiador contínuo para a C&A no quarto trimestre, que reflete:
- Temperaturas mais baixas impactando as novas coleções de verão, principalmente na região Sudeste;
- Menor tráfego nas lojas em função da Copa do Mundo Fifa.
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Como resultado, o banco projeta vendas de vestuário estáveis entre outubro e dezembro 2022 — alta de 13% em relação a 2019.
Em uma base consolidada, o banco estima crescimento de 4% da receita no comparativo anual e uma margem ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) de 11,7%.
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