Balanço do quarto trimestre acende o sinal vermelho e ações do GPA (PCAR3) despencam 7%
O mercado reagiu negativamente ao balanço do GPA (PCAR3) no 4T22, com os analistas mostrando-se preocupados com a empresa no curto prazo

A queda de mais de 7% das ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) — ou GPA — na bolsa nesta terça-feira (28) não tem nenhum grande segredo — os números do quarto trimestre de 2022 decepcionaram e muito os investidores.
Para quem esperava algum alívio, uma vez que o último trimestre do ano tende a ser um período sazonalmente forte para o varejo alimentar, os números acenderam um sinal vermelho para a qualidade dos resultados apresentados.
Isso porque, apesar do grupo colombiano Éxito estar em processo de cisão, o que deve aliviar a alavancagem financeira do grupo nos próximos trimestres, as operações do GPA Brasil ainda precisam mostrar uma melhora significativa antes que as perspectivas do mercado se deteriorem ainda mais para a empresa.
Ao longo da sessão, os papéis PCAR3 chegaram a desabar mais de 10%. Ao fim do dia, no entanto, conseguiram reduzir parte das perdas e fecharam em baixa de 7,17%, a R$ 15,54. Acompanhe nossa cobertura completa de mercados.
- O Seu Dinheiro acaba de liberar um treinamento exclusivo e completamente gratuito para todos os leitores que buscam receber pagamentos recorrentes de empresas da Bolsa. [LIBERE SEU ACESSO AQUI]
Do que o mercado não gostou?
Segundo os analistas da Genial Investimentos, o resultado do quarto trimestre de 2022 foi estruturalmente fraco para o GPA, mostrando que o curto prazo segue desafiador para a companhia.
O BTG Pactual apontou como bandeira vermelha a queda das margens, em uma tentativa de manter os preços competitivos, enquanto o Credit Suisse disse ser difícil encontrar algum número para se manter otimista.
Leia Também
O GPA encerrou o trimestre com um faturamento bruto de R$ 13,14 bilhões, sem crescimento anual. A margem bruta recuou a 24,2%, e o lucro bruto foi de R$ 2,86 bilhões, uma queda anual de 10,1%.
Não há como negar que houve algum tipo de crescimento, mas a cifra foi abaixo da inflação do período, o que pode indicar uma dificuldade no repasse, para os preços, do aumento de custos de mercadoria, logística e mão de obra.
Apesar dos números fracos terem tido impacto de efeitos não recorrentes, ou seja, elementos que não devem se repetir nos próximos trimestres, o sentimento geral é de preocupação.
Um dos maiores impactos negativos neste trimestre foi a provisão de quase R$ 1 bilhão em contingência de pagamentos trabalhistas, fiscais, tributários e operacionais, levando em conta a decisão julgada sobre a CSLL, decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
GPA: Éxito e o spin-off
O Grupo Pão de Açúcar, em mais uma das suas tentativas de botar a casa em ordem, irá cindir o seu braço colombiano de atuação.
O objetivo da operação é distribuir aproximadamente 86% das ações do Éxito aos acionistas do GPA, incluindo BDRs e ADRs. Para isso, a empresa fará primeiro um aumento de capital de R$ 2,6 bilhões sem a emissão de novas ações. Depois, será feita a operação inversa de redução, no valor de R$ 7,1 bilhões.
Para analistas do Credit Suisse, os resultados fracos do braço colombiano — pressionado principalmente pela inflação dos países em que atua — devem diminuir o apetite dos investidores brasileiros em reterem os papéis após a finalização do processo.
O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar
Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano
Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump
Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos
A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%