Rali das criptomoedas pode elevar bitcoin (BTC) para os US$ 35 mil — mas Banco Central americano pode estragar a festa; entenda
Existe uma expectativa de manutenção dos juros norte-americanos, o que poderia impulsionar a maior moeda digital do planeta para novos patamares de preço

A maior criptomoeda do mundo vem se consolidando como um investimento alternativo para reserva de valor no ambiente digital. Em mais um capítulo da recente crise bancária, enquanto o Credit Suisse vendia às pressas suas operações, o bitcoin (BTC) avançava por mais um final de semana.
O cenário favorável ao bitcoin permitiu a renovação das máximas do ano, em US$ 28.400. Mas se o rali até o momento conseguiu fazer várias criptomoedas dispararem, a Super Quarta promete ser uma pedra no caminho.
Isso porque existe uma indecisão do mercado sobre o futuro dos juros norte-americanos. Na quarta-feira (22), o Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) divulgará a decisão sobre a política monetária nos EUA, o que divide opiniões.
Uma parcela do setor financeiro acredita em uma alta de 0,25 pontos percentuais, enquanto outros já apostam em uma manutenção das taxas atuais — a opção de uma elevação de 50 pontos-base nos juros está praticamente descartada.
Confira o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:
# | Nome | Preço | 24h % | 7d % | YTD % |
1 | Bitcoin (BTC) | US$ 28.295,06 | 3,59% | 27,81% | 69,70% |
2 | Ethereum (ETH) | US$ 1.785,99 | -0,11% | 12,96% | 48,35% |
3 | Tether (USDT) | US$ 1,00 | 0,08% | 0,19% | 0,33% |
4 | BNB (BNB) | US$ 339,56 | -0,13% | 14,71% | 38,29% |
5 | USD Coin (USDC) | US$ 0,9997 | 0,02% | 0,88% | -0,02% |
6 | XRP (XRP) | US$ 0,3837 | -2,80% | 6,86% | 13,00% |
7 | Cardano (ADA) | US$ 0,3442 | -0,26% | 4,48% | 37,93% |
8 | Polygon (MATIC) | US$ 1,16 | -3,06% | 4,80% | 52,30% |
9 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,07412 | -0,56% | 8,07% | 5,89% |
10 | Solana (SOL) | US$ 23,60 | 8,89% | 24,10% | 134,96% |
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Bitcoin em disparada: até quando?
O cenário em que o bitcoin se encontra é extremamente favorável — ao menos para os ativos digitais.
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Isso porque os bancos centrais voltaram a injetar liquidez (isto é, dinheiro) nas economias mundiais para estancar a crise dos bancos. E a última vez que isso aconteceu — entre 2020 e 2022 —, as criptomoedas renovaram suas máximas históricas.
Esse “dinheiro fácil” no mercado tende a ter o mesmo efeito nas cotações do bitcoin, como explica Vinicius Bazan, chefe de research da Empiricus.
“A injeção de dinheiro gera uma hiperinflação e, consequentemente, uma hiper ‘bitcoinização’, ou seja, uma adoção cada vez maior do BTC’, explica.
O céu é o limite
Recentemente, o ex-CTO da Coinbase, Balaji Srinivasan, fez uma aposta de US$ 2 milhões de que o bitcoin poderia chegar a valer US$ 1 milhão em 90 dias. Isso representa uma valorização da ordem de 3.400% até o final de junho.
Sonhar não custa nada, mas o cenário para isso acontecer é improvável. Por isso, as apostas de Bazan são um pouco mais contidas: até o final desta semana, o bitcoin tem chances de chegar aos US$ 30 mil.
Dependendo do comunicado do Fed na quarta-feira. Uma alta de 0,25 pontos percentuais ou manutenção dos juros poderia impulsionar o BTC para os US$ 30 mil. Na sequência, a realização dos lucros faria com que a criptomoeda estacionasse nesse patamar.
“Já um cenário de corte nos juros poderia impulsionar o bitcoin até os US$ 35 mil”, explica Bazan. Vale ressaltar que estipular o preço de uma criptomoeda é algo arriscado porque as cotações sofrem influências de diversos fatores.
Por isso, o analista reforça que o investidor não deve alocar uma parcela maior do que 5% do seu portfólio em ativos digitais.
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