Ibovespa em disparada: ainda dá tempo de investir em ações depois da forte alta nesta semana?
O Ibovespa ganhou força nos últimos dias, em meio à perspectiva de corte na Selic. Mas isso não quer dizer que não há mais chances na bolsa

Você deve ter visto que o Ibovespa simplesmente voou nesta semana, com várias ações apresentando valorizações de mais de 10% em apenas um dia.
Neste momento, é importante tentar entender não apenas porque o índice disparou, mas também quais são as chances de estarmos diante de uma mudança de direção do nosso mercado, depois de praticamente dois anos de queda.

A culpa é da inflação
Se o momento não é dos melhores para o nosso mercado, podemos dizer que a inflação é a grande culpada. A alta descontrolada de preços forçou os bancos centrais do mundo inteiro a subirem as taxas de juros, o que impactou negativamente o preço das ações e a atividade econômica.
Mas se a inflação vem pressionando as ações nos últimos dois anos, foi justamente por causa dela que o humor voltou a melhorar recentemente.
A última leitura do IPCA, na terça-feira (11), mostrou uma queda relevante do índice, que depois de muito tempo voltou para dentro do intervalo da meta.

Isso sugere um corte na taxa de juros mais cedo do que o mercado estava esperando, o que é ótima notícia para as ações.
Leia Também
O Ibovespa continua assimétrico
Uma inflação comportada e a expectativa de corte de juros mais cedo ajudam, mas não explicam a disparada do Ibovespa nesta semana. Se o índice estivesse em 200 mil pontos e 12 vezes lucros na última segunda-feira (10), já precificando um cenário extremamente otimista, certamente a reação teria sido muito mais tímida.
Não era o caso!
Com o Ibovespa em 100 mil pontos e negociando por múltiplos historicamente baixos, havia muito pessimismo embutido no preço das ações. Com tanta gente esperando muito pouco, bastou uma notícia minimamente positiva para vermos o Ibovespa disparar.
A verdade é que há tempos tenho dito por aqui que o cenário não era propriamente inspirador, mas o Ibovespa vinha negociando por preços tão baixos que fazia todo o sentido você ter alguma exposição a ações em seu portfólio — pelo menos 25%.
Esse posicionamento rendeu ótimos frutos nesta semana, mas a dúvida que fica é: será que ainda existe espaço para mais surpresas positivas? Definitivamente, sim!
Mesmo depois da alta, o Ibovespa segue muito descontado.

E ainda temos alguns gatilhos importantes pela frente, como a Reforma Tributária, uma possível dissipação das preocupações com uma crise financeira lá fora e, principalmente, o tão esperado início do ciclo de corte da Selic.
Repare no gráfico abaixo como as trajetórias de alta da Selic (linha verde) estão ligadas a uma queda do Ibovespa (linha preta), e vice-versa.

Será que estamos diante de um longo período de queda da Selic e, consequentemente, de um longo ciclo de valorização da bolsa?
Apesar de ainda não podermos cravar que isso vai acontecer, faz sentido ter ações na carteira dados os múltiplos atuais e a boa relação de risco versus retorno.
Algumas aproveitam mais
Mas não é qualquer ação que vai se aproveitar desse movimento, caso ele aconteça. Os grandes bancos, exportadoras de commodities e empresas do setor de utilities até devem surfar uma melhora das condições macro, mas não serão as maiores beneficiadas.
Empresas cíclicas e de baixo valor de mercado é que costumam pegar na veia essas melhoras macro. Isso fica claro na imagem abaixo, que mostra algumas das valorizações das ações da série Microcap Alert apenas no dia 11 de abril, data em que o IPCA foi divulgado.

Mas não adianta sair por aí comprando qualquer microcap cíclica. É preciso saber diferenciar aquelas que somente sobreviverão se uma melhora macro acontecer, daquelas que seguirão resilientes, mesmo que nenhum desses gatilhos positivos aconteçam.
Se quiser conferir a lista completa com os melhores ativos para capturar essa mudança de humor, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a semana que vem!
O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar
Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos
A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa