Comprar ou vender? Saiba o que esperar das Big Techs na temporada de balanços
Apesar de serem observadas em conjunto, as Big Techs parecem oferecer relações muito diferentes de risco e retorno

Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia. Nas próximas semanas, iremos nos despedir definitivamente de 2022. Isso porque, desde a última segunda-feira, grandes empresas americanas começaram a divulgar seus resultados referentes ao quarto trimestre do ano passado. Na semana que vem, teremos os grandes bancos como JP Morgan, Morgan Stanley, Goldman Sachs e outros. E então, na última semana de janeiro, será a vez das Big Techs.
Apple, Amazon, Google e Microsoft aproximam-se da temporada de resultados tendo caído 38%, 48%, 39% e 30%, respectivamente, desde o seu ponto mais alto, alcançado entre o fim de 2021 e o início de 2022.
Com o spoiler das performances acima, você deve imaginar que o mercado não está exatamente otimista com os números que serão apresentados pelas Big Techs.
Isso é um risco, ou uma oportunidade?
Até tu, Brutus?
Se você acompanha minha coluna há algum tempo, deve se lembrar que há alguns meses escrevi recomendando fugir de algumas das Big Techs, como a Microsoft.
O motivo: valuation pouco atrativo e resultados piorando na margem.
Leia Também
Na semana passada, o primeiro grande banco de Wall Street aderiu à posição que eu já defendia há alguns meses. O UBS revisou seu "rating", baixando em aproximadamente 17% seu preço-alvo de MSFT.
No dia, as ações caíram 5%.
Em sua atualização, o UBS justificou a venda pelos mesmos motivos que fiz em 2022.
Apesar de ainda apresentar crescimento em 2023, o Office 365 deve desacelerar cerca de 4 pontos percentuais entre este ano e 2024; o Azure — a grande avenida de crescimento da Microsoft — também está desacelerando.
A visão que começa ganhar força entre os investidores é a de que a próxima fase de migração de workloads para a infraestrutura em nuvem será muito mais difícil que a primeira, pois os workloads mais óbvios já foram migrados.
Com isso, é natural que os clientes estejam hesitantes, ainda mais diante de um cenário macro desafiador.
Para o UBS, não seria absurdo se em 2024 o Azure tivesse aterrissado seu crescimento de 40% para um nível mais próximo de 20%.
O problema é de todas as big techs
Além da Microsoft, o mercado está pessimista também com as demais Big Techs.
Sobre o Google, alguns analistas dizem que o 2021 foi o platô do mecanismo de busca e decretam que nunca mais o Google voltará a alcançar, em termos reais, a mesma performance daquele momento.
No caso da Apple, a chinesa Foxconn — sua maior parceira comercial na montagem dos iPhones — divulgou sua prévia operacional de dezembro, mostrando uma queda de 12% nas receitas.
Imediatamente, a notícia foi recebida pelo mercado como um sinal antecipado de que a Apple irá apresentar resultados ruins.
Já a Amazon, na semana passada, anunciou uma nova rodada de demissões em massa, o que deve impactar até 18 mil funcionários.
Com a recessão batendo à porta, o copo costuma ser visto como meio vazio; a maior parte do mercado interpretou o layoff como um sinal antecipado de números fracos serão apresentados nas próximas semanas.
Ou seja, o sol não é de brigadeiro para nenhuma das maiores empresas de tecnologia do mundo.
Leia também
- 3 tendências de tecnologia para você investir em 2023
- A CVM vai te deixar investir no exterior em breve. Que tal se preparar para virar um investidor internacional?
- Esta coluna foi escrita por inteligência artificial. O que ela sabe sobre investimentos?
Big techs: Comprar ou vender?
Apesar de sempre serem encaradas em conjunto, as Big Techs me parecem oferecer relações muito diferentes de risco e retorno.
Microsoft está cara
No caso da Microsoft, considero as ações caras e não vejo grandes gatilhos no horizonte. Entre as quatro, ela é a única que eu não teria entre as minhas escolhas neste momento.
Amazon envolta em pessismo
Em terceiro lugar, coloco as ações da Amazon. Apesar do prospecto de recessão assustar, estamos num extremo de observar investidores discutindo se o e-commerce da Amazon não deveria valer zero. Esse me parece um enorme exagero e um sinal sintomático do pessimismo que envolve as ações. Gosto de Amazon aos preços atuais.
Google está barata
Em segundo lugar, classifico as ações do Google. O gigante dos mecanismo de busca é o que mais tem sentido a pressão nos seus resultados, mas é também de longe a Big Techs mais barata.
Entretanto, como escrevi há algumas semanas, o Google é vítima da narrativa crescente sobre o futuro da inteligência artificial.
Mesmo que seus resultados mantenham-se sólidos (o que definitivamente é o meu cenário base), a narrativa de disrupção deve manter as ações negociando a múltiplos baixos por um tempo.
Esse cenário me faz lembrar do desconto das ações de Visa e Mastercard, quando o mercado de criptomoedas fazia novos highs semanais.
Se você está pensando em longo prazo, Google parece uma excelente compra aos preços atuais, mas os próximos meses ainda devem ser pesados para a ação.
Apple é a mais resiliente das Big Techs
Para finalizar, em primeiro lugar, classificaria as ações da Apple.
Apesar do valuation relativamente elevado e os resultados desacelerando, a Apple é a mais resiliente das Big Techs. No limite, ela é o porto seguro do mercado de ações.
É difícil olhar para o longo prazo e, aos preços atuais, justificar cenários em que a Apple tenha performance pior que o restante do Nasdaq.
Definitivamente, todas elas nos trarão novidades nas próximas semanas.
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Se cuida, ChatGPT: Microsoft quer menos dependência da OpenAI — e já tem solução para isso, que BTG vê com bons olhos
À medida que o Deepseek levanta questionamentos sobre a tese de Inteligência artificial nos EUA, a Microsoft aumenta a aposta em seu próprio modelo de linguagem
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Rodolfo Amstalden: Buy the dip, e leve um hedge de brinde
Para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta
‘Ruptura’: como sucesso da série pode salvar Apple TV+ de perda anual de US$ 1 bilhão
Sucesso de audiência e de crítica, a série trouxe novos assinantes para a plataforma, que tem menos de 1% do mercado de streaming atualmente
Inteligência artificial ajuda China a reduzir os impactos da guerra tarifária de Donald Trump
Desenvolvimento de inteligência artificial na China vem fazendo empresas brilharem com a tecnologia e ajuda a proteger o país das tarifas de Trump
Lembra do Napster? Lendário serviço de música acaba de ser adquirido por mais de R$ 1 bilhão
Com transação anunciada em US$ 207 milhões, serviço que revolucionou a indústria de música na virada dos anos 2000 deve ser usado em experiências imersivas como show e listening parties; relembra a história do Napster
Warren Buffett enriquece US$ 22,5 bilhões em 2025 e ultrapassa Bill Gates — estratégia conservadora se prova vencedora
Momento de incerteza favorece ativos priorizados pela Berkshire Hathaway, levando a um crescimento acima da média da fortuna de Buffett, segundo a Bloomberg
Contradições na bolsa: Ibovespa busca reação em dia de indicadores de atividade no Brasil e nos EUA
Investidores também reagem ao andamento da temporada de balanços, com destaque para o resultado da Casas Bahia
O cavalo de Tróia está de volta: golpes bancários com o malware disparam no mundo em 2024; saiba como se proteger
No Brasil, os fraudadores utilizam programas maliciosos, os chamados malwares, para simular transações de pagamentos
Computação na nuvem pode gerar lucro de até US$ 1,2 trilhão para as empresas nos próximos anos — ETF do setor entra no radar do BTG Pactual
Apesar de o segmento estar crescendo, não são todos os ETFs que brilham na bolsa, mas há um fundo que chamou a atenção do banco de investimentos
As Sete Magníficas viraram as Sete Malévolas: Goldman Sachs corta projeções para a bolsa dos EUA
O banco reduziu as previsões para o S&P 500, o índice mais amplo da bolsa de Nova York, citando preocupações com o grupo formado por Amazon, Alphabet, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla
SXSW 2025: única empresa latina premiada no ‘Oscar da inovação’ é brasileira
Premiação do South by Southwest reconhece em áreas como inteligência artificial (IA), saúde e biotecnologia e empoderamento comunitário
Decisão polêmica: Ibovespa busca recuperação depois de temor de recessão nos EUA derrubar bolsas ao redor do mundo
Temores de uma recessão nos EUA provocaram uma forte queda em Wall Street e lançaram o dólar de volta à faixa de R$ 5,85
Essa nova tecnologia chinesa muda tudo o que sabemos até agora sobre inteligência artificial — e não é o DeepSeek
Criada pela startup chinesa Monica, a nova IA está disponível apenas para convidados no momento
Hegemonia em disputa: Ibovespa tenta manter bom momento em semana de IPCA, dados de emprego nos EUA e balanços
Temporada de balanços volta a ganhar fôlego enquanto bolsas têm novo horário de funcionamento, inclusive no Brasil
Sem WhatsApp no iPhone: confira as versões do IOS que vão deixar de rodar o app a partir de maio
Não são só os aparelhos fabricados pela Apple que deixarão de rodar o aplicativo de troca de mensagem em breve: os donos de dispositivos com sistema Android também serão afetados
Como acompanhar o SXSW 2025, o maior evento de inovação do mundo — de graça, traduzido e sem estar no Texas
Michelle Obama é uma das palestrantes mais esperadas da programação; veja como acessar os painéis com tradução em português
Mata-mata ou pontos corridos? Ibovespa busca nova alta em dia de PIB, medidas de Lula, payroll e Powell
Em meio às idas e vindas da guerra comercial de Donald Trump, PIB fechado de 2024 é o destaque entre os indicadores de hoje
SXSW 2025, um guia de sobrevivência: IA, psicodelia e a deep tech além do hype
A convite do Seu Dinheiro, Diego Aristides, que acompanha a SXSW há anos, comenta os principais temas e painéis para ficar de olho no maior encontro de inovação do mundo; no centro do debate, o impacto real da deep tech para além do hype