Mais dois fundos imobiliários de crédito confirmam exposição a calote de CRI e cotas recuam na B3
Banestes RI (BCRI11) e Kilima Volkano RI (KIVO11) confirmaram ao mercado que investem em títulos ligados ao grupo Gramado Parks

O fantasma do calote segue assombrando os investidores de fundos imobiliários nesta quinta-feira (30). Mais dois FIIs, Banestes RI (BCRI11) e Kilima Volkano RI (KIVO11), confirmaram que estão expostos ao grupo Gramado Parks (GPK), que obteve recentemente uma tutela cautelar para interromper pagamentos a credores.
Com a notícia, as cotas dos dois fundos operam em queda na B3 hoje. Por volta das 13h30, o BCRI11 recuava 2,4%, a R$ 79,91, enquanto o KIVO11 registrava queda de 0,34%, cotado em R$ 86,70.
Ambos os fundos investem em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) cujo devedor é o Gramado Parks, grupo imobiliário e de turismo. O mais exposto diretamente ao calote é o Kilima Volkano, com cerca de 2,3% do patrimônio líquido ligado ao GPK.
Já o Banestes RI investe aproximadamente 2% de seu PL em CRIs do grupo. O fundo, por outro lado, também investe em três outros FIIs — DEVA11, HCTR11 E VSLH11 — que têm os mesmos títulos inadimplentes em seus portfólios, elevando o percentual de exposição total para cerca de 10,6%.
A BRL Trust, administradora dos dois FIIs, afirmou que, em conjunto com as gestoras, busca "maiores informações junto ao agente fiduciário dos CRIs sobre o caso em questão e manterá os cotistas e o mercado em geral informados dos seus desdobramentos".
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Gramado Parks enfrenta problemas econômicos
Vale relembrar que o Gramado Parks obteve na Justiça uma tutela cautelar para suspender o repasse de recebíveis ligados aos títulos por 60 dias.
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Segundo informações do Valor Econômico, a decisão judicial mostra que a companhia fazia mensalmente o repasse de quase todos seus recebíveis à Forte Securitizadora (Fortesec), responsável pela emissão dos CRIs, e ficava com os excedentes para custear a operação.
Mas com a alta dos juros e uma queda na receita, a companhia alega que os excedentes não são suficientes para cobrir as despesas e manter a liquidez do caixa.
"Após um crescimento exponencial nos últimos anos, a Gramado Parks foi diretamente impactada pela crise da pandemia da COVID-19. Somado a isso, o grau de endividamento também foi elevado pelo aumento desordenado dos insumos da construção civil e a elevação expressiva dos juros e encargos financeiros", diz o grupo em nota enviada ao Seu Dinheiro.
Nos 60 dias em que estará sob tutela cautelar, o Gramado Parks poderá utilizar os recursos que seriam enviados à Fortesec para quitar dívidas, como a folha de pagamento dos funcionários, ou fortalecer o caixa.
A medida também pode ser seguida por um pedido de recuperação judicial. Vale relembrar que a Americanas (AMER3) e a Oi se valeram desse mesmo mecanismo antes de entrarem oficialmente em RJ. Mas, de acordo com Arthur Silveira, sócio de um dos escritórios de advocacia que conduz o processo, o caso do grupo não deve chegar a esse ponto, ao menos por enquanto.
"A tutela cautelar irá propiciar uma atmosfera favorável à negociação, através de um ambiente capaz de reequilibrar a relação entre a companhia e credores, evitando-se, neste momento, medidas mais austeras", afirma o advogado e mestre em direito empresarial.
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