As ações preferidas nas carteiras recomendadas de 12 corretoras para investir em dezembro
Vale (VALE3) deixa o posto após quatro meses consecutivos; dessa vez, três recomendações dividem o pódio em dezembro

Dezembro chegou e, com ele, é chegado o tempo das revisões de metas, de investimentos e outras retrospectivas do ano.
Para o fim de ano na B3, três ações dividem o topo do pódio das mais indicadas nas carteiras recomendadas de 12 corretoras.
Depois de quatro meses, a Vale (VALE3) deixou o posto de ação preferida dos analistas consultados pelo Seu Dinheiro. Mas enquanto esteve na lista, a mineradora entregou uma alta de 12,70%.
Neste mês, a Vale contou com apenas duas recomendações e ficou atrás das ações preferidas das corretoras: PRIO (ex-PetroRio; PRIO3), BTG Pactual (BPAC11) e Vivara (VIVA3), cada uma com três indicações.
Confira a seguir as principais apostas dos analistas de cada corretora para dezembro:
Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são suas apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 papéis, os analistas indicam os seus três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.
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Prio (PRIO3): a "fuga" das ações da Petrobras (PETR4)
Apesar da forte queda do petróleo em novembro, as ações do setor de commodities não devem deixar a carteira dos investidores. Um dos motivos para isso é estrutural: o Brasil é um país essencialmente exportador de commodities.
Como opção alternativa à Petrobras (PETR4), os investidores costumam dividir as posições no setor petroleiro com as companhias “juniores” como a PRIO (ex-PetroRio; PRIO3).
Vale lembrar que, na edição anterior da “Ação do Mês”, os papéis PRIO3 conquistaram a medalha de prata, com cinco recomendações de dez corretoras participantes.
Na visão do Santander, a PRIO continua sendo a melhor empresa do setor, apoiada pelo histórico comprovado na recuperação de campos de petróleo offshore no Brasil, além da redução contínua de custos e aumento da produção.
O banco também não descarta a possibilidade de distribuição de dividendos no curto e médio prazos, a depender dos preços do petróleo Brent.
Já o analista-chefe da Planner Corretora, Mario Mariante, destaca a campanha bem-sucedida de revitalização do Campo de Frade, estabilidade operacional do Cluster Polvo/Tubarão Martelo e o início do turnaround de Albacora Leste.
No terceiro trimestre, a petroleira reportou um lucro líquido de US$ 348,049 milhões, um crescimento de 126% na comparação com igual período de 2022.
O número, segundo a empresa, foi um reflexo do aumento na produção e nas vendas, que subiram 118% e 154% respectivamente, na mesma base comparativa.
BTG Pactual (BPAC11): surfando na onda
Em novembro, as ações do maior banco de investimentos da América Latina dispararam 20,07%, superando de longe o ótimo desempenho do Ibovespa, que subiu 12,5% no mês.
O BTG Pactual (BPAC11), grupo do qual a Empiricus e o Seu Dinheiro fazem parte, é um dos papéis da B3 que podem “continuar surfando no cenário de maior apetite ao risco”, na visão da Nova Futura.
Recentemente, a XP, o maior rival do banco, elevou o preço-alvo para as ações do BTG Pactual.
Segundo a corretora, a instituição financeira provou que o “mix de negócios para todas as condições climáticas” seria capaz de trazer de volta o nível saudável de rentabilidade.
No início de novembro, o banco reportou os resultados do terceiro trimestre, com lucro líquido recorde de R$ 2,734 bilhões, acima do esperado, além de superar, mais uma vez, o Itaú Unibanco (ITUB4) em rentabilidade sobre o patrimônio (ROE).
Vivara (VIVA3): A ‘queridinha’ de luxo da B3
O ano pode até virar, mas para fechar o ano com “chave de ouro”, a recomendação de Vivara (VIVA3) segue firme e forte.
Com valorização de 16,6% em novembro, também acima do Ibovespa no período, as ações da varejista de luxo permanecem entre as mais recomendadas pelas corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro.
Em geral, as corretoras que recomendam a ação da Vivara destacam o crescimento e expansão da bandeira Life e a consolidação como líder em participação do mercado (market share) no mercado brasileiro de joias.
“A Life, a marca de joias de prata da empresa, vemos espaço para um crescimento significativo, pois a marca se expande além do mercado de joias em direção ao de acessórios, que pode mais que dobrar seu mercado endereçável”, escreve o Santander em relatório.
O Santander também cita que, após a reestruturação do acordo entre os acionistas da empresa, a liquidez da ação já melhorou consideravelmente desde 2022.
Para o PagBank, o otimismo com as ações da Vivara também tem como base a nova fábrica em Manaus, o que tende a aumentar a eficiência e a qualidade dos produtos.
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Destaque do mês: BDRs começam a aparecer entre as ações recomendadas
Enquanto isso, a “Ação do Mês” reservou um encontro inédito na última edição do ano: a recomendação de dois BDRs.
Os Brazilian Depositary Receipts, conhecidos pela sigla BDR, são certificados que representam ações emitidas por empresas em outros países, mas que são negociados na B3. Ou seja, os investidores podem ser sócios da empresa sem precisar abrir conta em uma corretora no exterior.
Desta vez, os BDRs de Mercado Livre (MELI34) e XP (XPBR31) brilharam aos olhos de duas corretoras: a Ativa Investimentos e o Santander, respectivamente.
Claro vencedor da disputa pelo varejo online no país, o Mercado Livre vem passando por uma série de revisões positivas pelos analistas. Um dos últimos a elevar a recomendação das ações foi o Bank of America (BofA).
Os analistas incorporaram nas novas projeções um impulso operacional mais forte e as expectativas de um dólar mais fraco.
Já os BDRs da XP podem ser uma boa opção para “surfar” na queda das taxas de juros e, consequentemente, uma melhora do mercado de capitais.
Para o Santander, a projeção de crescimento de lucro em 2024 é “atraente”. “Entre as empresas sob nossa cobertura no segmento financeiro, vemos a XP tendo o maior crescimento anual de LPA [lucro por ação] para 2024: perto de 30%”, afirma o banco em relatório de recomendação.
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