Lucro líquido da Vale (VALE3) cai quase 50% no segundo trimestre, mas mineradora anuncia mais de R$ 16 bilhões em dividendos — veja os destaques do balanço
A bolada, que equivale ao valor bruto de R$ 3,572056566 por ação, será destinada aos detentores de papéis da companhia em 11 de agosto

A temporada de balanços é um grande desfile das empresas brasileiras, que se vestem com seus melhores números (ou tentam empurrá-los para debaixo do tapete vermelho) para impressionar os investidores. Mas, quando a Vale (VALE3) chega não tem para mais ninguém: a mineradora rouba os holofotes e atenção de todo o mercado.
O problema é que, no segundo trimestre, os holofotes jogam luz sobre resultados nos quais a companhia preferiria manter a discrição. O lucro líquido das operações continuadas, por exemplo, recuou 49,7% ante o mesmo período do ano anterior e ficou em US$ 4 bilhões. Já a receita líquida de vendas recuou 32,44%, para US$ 11,1 bilhões.
A derrapada do Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi ainda maior, na mesma base de comparação, e chegou a 53,1%. O indicador fechou o trimestre em US$ 5,2 bilhões e, segundo a Vale, refletiu a queda do minério de ferro e do cobre no mercado internacional.
Despesas crescem
Houve alta em uma linha do balanço, mas a notícia não é de se comemorar: os gastos com indenizações de Brumadinho e outros custos relacionados à descaracterização de barragens ficaram em US$ 280 milhões, ante US$ 185 milhões no segundo trimestre do ano passado.
Ao menos as intervenções nas estruturas com o objetivo de reincorporá-las ao meio ambiente têm dado resultado. A Vale informou que concluiu em junho as descaracterizações de duas das cinco barragens a serem eliminadas neste ano e avança nas obras das outras três.
As despesas com pesquisa e desenvolvimento e outros gastos também cresceram, elevando o custo operacional total da companhia para US$ 834 milhões, cifra 15,5% superior à do 2T21.
Leia Também
Vale (VALE3) anuncia dividendos
Além do resultado do segundo trimestre, a Vale (VALE3) também anunciou o pagamento de mais de R$ 16 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP).
A bolada, que equivale ao valor bruto de R$ 3,572056566 por ação, será destinada aos detentores de ações da companhia em 11 de agosto. Para quem possui ADRs, recibos de ações negociados nos Estados Unidos, a data de corte é no dia 15 do mesmo mês.
Vale lembrar que, após essas datas, as ações serão negociadas "ex-direitos" e passarão por um ajuste na cotação referente aos proventos já alocados. Então você pode optar por comprá-las agora e receber os dividendos ou esperar a data de corte e adquirir os papéis por um valor menor, mas sem o direito ao dinheiro.
O pagamento está marcado para 1º de setembro, no caso das ações VALE3, e 9 de setembro para os ADRs. Até lá o valor por ação informado pode sofrer alterações em decorrência do programa de recompra da companhia, que altera o número de papéis em tesouraria.
Por falar nisso, a Vale também anunciou o cancelamento de pouco mais de 220,1 milhões de papéis que estavam por lá. O capital social da mineradora não será alterado e agora passa a ser composto por 4.778.889.251 ações ordinárias e 12 ações preferenciais de classe especial, todas sem valor nominal.
Veja também - ALERTA DE COMPRA: esta ação pode quase dobrar seu patrimônio, está barata e já subiu 17.000% em anos
Vale (VALE3) vende participação em siderúrgica que tinha o selo de Lula
Mais cedo, a mineradora já havia sido destaque do noticiário com o anúncio da assinatura do contrato de venda da participação na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) para a ArcelorMittal.
Trata-se de um gesto emblemático e que pode ter repercussões políticas, já que o investimento na siderúrgica, em 2008, foi defendido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na época, a entrada da Vale no setor provocou polêmica. Isso porque a decisão teria sido tomada por uma possível interferência do governo na companhia, e não por questões técnicas.
A mineradora passou para a iniciativa privada ainda nos anos 1990, mas manteve por vários anos fundos de pensão estatais entre os principais acionistas.
A Vale possui uma participação de 50% da CSP e tem como sócias as coreanas Dongkuk (30%) e Posco (20%). Do ponto de vista financeiro, o investimento na siderúrgica cearense de fato não parece ter sido dos melhores para a Vale.
A CSP fica no município de São Gonçalo do Amarante e ocupa uma área de 571 hectares do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A siderúrgica possui capacidade instalada de 3 milhões de toneladas de placas de aço por ano.
A ArcelorMittal avaliou a companhia em aproximadamente US$ 2,2 bilhões (R$ 11,6 bilhões, no câmbio atual). Mas a Vale não verá esse valor entrando no caixa, já que os recursos irão para o pagamento antecipado do saldo da dívida líquida de aproximadamente US$ 2,3 bilhões da CSP.
“Esta transação reforça a estratégia da Vale de simplificação de portfólio, com foco nos principais negócios e oportunidades de crescimento, pautados pela alocação de capital disciplinada”, informou a companhia, em comunicado. Por fim, o negócio ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores.
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Cogna (COGN3) mostra ao investidor que terminou o dever de casa, retoma dividendos e passa a operar sem guidance
Em meio à pandemia, em 2020, empresa anunciou guidances audaciosos para 2024 – que o mercado não comprou muito bem. Agora, chegam os resultados
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Lucro do Banco Master, alvo de compra do BRB, dobra e passa de R$ 1 bilhão em 2024
O banco de Daniel Vorcaro divulgou os resultados após o término do prazo oficial para a apresentação de balanços e em meio a um negócio polêmico com o BRB
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3
A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Agenda econômica: Payroll, balança comercial e PMIs globais marcam a semana de despedida da temporada de balanços
Com o fim de março, a temporada de balanços se despede, e o início de abril chama atenção do mercado brasileiro para o relatório de emprego dos EUA, além do IGP-DI, do IPC-Fipe e de diversos outros indicadores
O e-commerce das brasileiras começou a fraquejar? Mercado Livre ofusca rivais no 4T24, enquanto Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia apanham no digital
O setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre, com players brasileiros deixando a desejar quando o assunto são as vendas online
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação
A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita