Twitter (TWTR34) quer se ‘salvar’ de Elon Musk? Empresa teria chamado JP Morgan para bater de frente com o empresário, diz Bloomberg
Informações da Bloomberg apontam que JP Morgan se envolveu na situação entre Musk e o Twitter, Morgan Stanley está trabalhando com o bilionário

De acordo com informações da Bloomberg, o Twitter (TWTR34) contratou o JP Morgan para ajudar a responder à oferta de Elon Musk para comprar 100% das ações da companhia, por US$ 43 bilhões.
O site notícias aponta que o banco começou a trabalhar recentemente com a rede social para auxiliar nas negociações com potenciais compradores. JP Morgan se recusou a comentar.
Além da oferta de Musk, o Twitter vem conquistando o interesse de outras partes, incluindo a empresa de tecnologia Thoma Bravo. O interesse da companhia foi noticiado pelo The York Post na última quinta-feira (14).
Ao trazer o JP Morgan, o Twitter está trabalhando com um player que não tem medo de bater de frente com Musk, visto que o banco tem ações judiciais contra a Tesla.
O JP Morgan é o mais recente peso-pesado de Wall Street a se envolver na tentativa de Musk de comprar o Twitter e se junta ao Goldman Sachs para ajudar a lidar com o bilionário de 50 anos. O Morgan Stanley está trabalhando com o CEO da Tesla.
Twitter aciona “pílula veneno” para e proteger da dominação de Musk
Nesta sexta-feira (15), o Twitter acionou a chamada “pílula de veneno”, dispositivo incluído no estatuto das companhias listadas em bolsa que dificulta a tomada de controle, um dia depois de Elon Musk fazer uma oferta para comprar a totalidade das ações.
O conselho votou por unanimidade para adotar a medida. Sob a nova estrutura, se qualquer pessoa ou grupo adquirir ao menos 15% das ações ordinárias em circulação do Twitter sem a aprovação do conselho, outros acionistas poderão comprar ações adicionais com desconto.
O plano está programado para expirar em 14 de abril de 2023. O movimento é uma forma de evitar uma possível aquisição hostil, diluindo a participação da entidade que está de olho na aquisição.
“O dispositivo reduzirá a probabilidade de que qualquer entidade, pessoa ou grupo ganhe o controle do Twitter por meio da acumulação de mercado aberto, sem pagar a todos os acionistas um prêmio de controle apropriado ou fornecer ao Conselho tempo suficiente para fazer julgamentos informados”, disse a empresa em um comunicado à imprensa.
É importante destacar que o plano não impede o conselho de aceitar uma oferta de aquisição. Atualmente, Musk já é dono de uma fatia de 9% do Twitter.