FHC e Lula juntos: o que significa o apoio formal do ex-presidente ao rival histórico no 2º turno contra Bolsonaro
FHC deixa de lado as entrelinhas e endossa Lula explicitamente; nas duas vezes em que se enfrentaram nas urnas, o tucano levou a melhor

Em um passado não muito distante, a polarização política no Brasil tinha outros protagonistas. A partir dos anos 1990, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva passaram a figurar como as faces mais emblemáticas da disputa entre PSDB e PT.
Agora os dois rivais históricos estão no mesmo palanque. FHC anunciou formalmente o apoio a Lula no segundo turno das eleições presidenciais contra Jair Bolsonaro (PL).
O primeiro gesto de aproximação entre os ex-presidentes veio no primeiro turno. Fernando Henrique Cardoso divulgou uma breve mensagem na qual defendeu o voto em favor da “democracia”.
Na campanha petista, as entrelinhas da mensagem foram recebidas como um endosso a Lula. Mas talvez a leitura mais correta fosse a maneira do tucano de declarar voto contra Bolsonaro.
Agora FHC preferiu não deixar dúvidas. Em mais uma breve mensagem no Twitter, desta vez com fotos dele na companhia de Lula em dois momentos distintos, o ex-presidente declarou apoio explícito a Lula.
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Em seu perfil de campanha, Lula retuitou a mensagem acompanhada de um agradecimento.
FHC e Lula: rivalidade e respeito
Por duas décadas, de 1994 a 2014, todas as eleições presidenciais no Brasil tiveram políticos do PSDB e do PT como os principais candidatos.
Nos dois primeiros embates nacionais entre os dois partidos, FHC elegeu-se e reelegeu-se vencendo Lula em primeiro turno.
Mas Lula não desistiu, elegeu-se em 2002 vencendo em segundo turno o ex-ministro de Planejamento e da Saúde de FHC, José Serra.
Reelegeu-se em 2006 derrotando seu atual vice, Geraldo Alckmin (hoje no PSB), também em segundo turno.
Em 2010, Dilma Rousseff, que serviu como ministra de Minas e Energia e da Casa Civil sob Lula, elegeu-se com uma vitória sobre José Serra em segundo turno.
Quatro anos depois, Dilma derrotou o senador tucano Aécio Neves, cuja contestação do resultado das urnas abriu espaço para um movimento de radicalização do conservadorismo ao qual quem acabou sucumbindo foi o próprio PSDB.
Entretanto, se no presente o PSDB respira por aparelhos e a declaração aberta de apoio a Lula feita por FHC com vistas ao segundo turno das eleições deste ano talvez não resulte em tantos votos quanto em tempos passados, ela tem valor histórico.
A começar pela conhecida rivalidade entre os dois e a relação entremeada de respeito e despeito mútuos.
No início de seu primeiro mandato, Lula chegou a afirmar ter recebido de FHC uma “herança maldita”. Nos anos que se seguiram, a alta popularidade do petista parecia soar como uma ofensa pessoal para Fernando Henrique, atualmente com 91 anos de idade e fora da vida pública.
Apesar das críticas, Lula manteve em grande medida a política econômica FHC e aprofundou programas sociais cujos embriões foram implementados por seu antecessor.
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