Nova alta no preço da gasolina: São Paulo bate recorde e alguns postos já vendem o combustível acima dos R$ 8,50
Preço da gasolina continua batendo recordes, mas não é o único. Outros combustíveis também enfrentam altas

Usar veículo particular no dia a dia está cada vez mais caro. Nos últimos meses, o preço da gasolina aumentou vertiginosamente — e a tendência de alta parece não ter terminado ainda. Durante o período de 17 a 23 de abril, o valor médio do combustível bateu recorde no país, chegando aos R$ 7,270 o litro; A máxima anterior, registrada na semana de 13 a 19 de março, era R$ 7,267.
Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em alguns postos da cidade de São Paulo, a gasolina já é vendida a R$ 8,599 por litro. Fatores como a guerra entre Rússia e Ucrânia, bem como a política de preços da Petrobras (PETR4), contribuem para esse cenário.
A disparada no preço da gasolina
Segundo o levantamento da ANP, a gasolina subiu 0,7% em relação à semana passada. O combustível foi o componente de maior impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de abril, divulgado hoje pelo IBGE. A gasolina registrou alta de 7,51% no período.
Da mesma forma, o diesel avançou 0,2% na semana de 17 a 23 de abril, atingindo média de R$ 6,60 o litro do país, com o preço mais alto registrado no Acre, de R$ 7,90 o litro. Por outro lado, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) teve o custo reduzido para R$ 113,24, queda de 0,3% em relação aos R$ 113,66 registrados na semana anterior.
Contudo, não são apenas os combustíveis derivados do petróleo que subiram. Na mesma semana, o preço médio do etanol chegou a R$ 5,496 o litro em todo o Brasil. Em alguns postos do Rio Grande do Sul, o etanol foi encontrado a R$ 7,699.
De quem é a culpa?
A primeira reação da maioria das pessoas é tentar encontrar um culpado para essa situação. No entanto, no caso dos combustíveis, alguns fatores contribuem diretamente para a elevação do preço da gasolina. A guerra entre a Rússia e Ucrânia, por exemplo, é um deles.
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A Rússia é o terceiro produtor de petróleo do mundo. Entretanto, desde a invasão da Ucrânia, outras nações decidiram suspender a importação da produção russa dessa commodity. Essa sanção acaba gerando escassez e, consequentemente, aumento no preço do produto final.
Além disso, desde 2016 a Petrobras adota o sistema PPI (Preço de Paridade de Importação). Dessa forma, as refinarias usam como referência o preço do barril de petróleo no mercado internacional e a taxa de câmbio. Com relação ao etanol, é possível que o preço tenha subido por conta da queda na produção de cana-de-açúcar.
De acordo com relatório da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra 2021/2022 foi 10,4% menor que a colheita do ano anterior. Por isso, estima-se que a produção de etanol, derivado da cana-de-açúcar, será 10% menor do que em 2020/21.
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*Com informações do Estadão Conteúdo.
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