Caminhoneiros voltam a elevar tom contra reajuste do diesel: “não podemos mais ficar calados”
Com o reajuste do diesel, categoria pede uma solução ao governo para os altos preços do combustível nas bombas dos postos de gasolina

A ofensiva dos caminhoneiros contra o governo e a gestão de preços dos combustíveis, especialmente do diesel, pela Petrobras ganhou ainda mais força, depois das declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Arthur Lira, que falaram em CPI sobre a gestão da estatal.
"O País vai parar naturalmente, por não ter mais condições de rodar", disse o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como "Chorão Caminhoneiro".
Ao lado de uma bomba de combustível, Landim exibe nesta segunda-feira, 20, o preço praticado por um posto de São Paulo, onde o diesel é vendido por R$ 8,70 o litro. "Estou aqui em São Paulo, 300 litros de diesel, R$ 2.610, R$ 8,70 o litro do diesel. Categoria, vamos acordar. Precisamos, sim, se unir, todos os Estados", disse Landim.
Um dos principais líderes da categoria, Landim afirma que o governo federal tem adotado medidas sem eficácia, apenas norteado por interesses eleitorais. Ainda, reitera que Bolsonaro descumpriu compromissos que teria assumido com os profissionais de transporte, como a alteração da política de preços, principalmente do diesel, utilizada pela Petrobras, que se baseia em oscilações internacionais para definir sua tabela no país.
O presidente da Abrava ainda declarou aos membros da categoria: "Vamos acordar, se unificar e ir para cima da Petrobras. E quando eu falo ir para cima da Petrobras, é ir para cima do governo federal, também. Quem nomeia o presidente da estatal é o senhor Jair Messias Bolsonaro, que fez um compromisso para nós de mudar esse preço de paridade de importação em 2018. Por isso nós acreditamos no senhor".
Reajuste do diesel pode ser resolvido através de mudanças estruturais no governo?
Landim diz que a definição dos membros do conselho da empresa tem concentração nas mãos do governo e que, por isso, Bolsonaro poderia fazer mudanças estruturais. "Dos 11 membros do conselho, seis também são indicações suas. Você pode fazer, sim. Vamos para cima da Petrobras, do governo, do Ministério de Minas e Energia. Não podemos mais ficar calados", declarou.
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A alta do diesel, porém, tem um lado positivo para o governo. Como mostrou o Estadão, a União receberá hoje mais uma parcela, de R$ 8,8 bilhões, do lucro da estatal. A cifra faz parte de um total, já anunciado este ano, de R$ 32 bilhões em dividendos que serão pagos até julho ao governo, maior acionista da companhia.
Entre 2019 e 2021, a União já tinha embolsado em dividendos outros R$ 34,4 bilhões, a valores atualizados, segundo levantamento de Einar Rivero, da TC/Economática. Quando se somam ao lucro destinado à União, os impostos e os royalties, a Petrobras injetou nos cofres federais R$ 447 bilhões de 2019, início do governo Bolsonaro, a março deste ano, conforme dados dos relatórios fiscais da companhia, revelados pelo Estadão em maio.
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Considerando Estados e municípios, o montante chega a R$ 675 bilhões. Só o montante pago à União corresponde a aproximadamente cinco vezes o orçamento do Auxílio Brasil previsto para este ano, em torno de R$ 89 bilhões.
Na semana passada, a Abrava declarou, em citação ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que, "por ironia do destino, o ministro apelidado de posto Ipiranga, que deveria resolver esse problema, é o grande culpado desse caos, e hoje chegamos neste ponto crítico", afirmou mencionando risco de falta de diesel.
Paulo Guedes não comentou as declarações. A Abrava afirmou que "muitos especialistas afirmam que esse problema tem soluções viáveis, mas está claro que essa não é a prioridade, o que vemos é um governo desesperado."
*Com informações do Estadão Conteúdo
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