Magazine Luiza (MGLU3) dispara 12% após Copom; Via (VIIA3), Méliuz (CASH3), MRV (MRVE3) e outros nomes do varejo, techs e construção avançam em bloco hoje
Alguns dos setores mais afetados pelo aperto nos juros são impulsionados pela sinalização de que o ciclo de alta da Selic está próximo do fim

A sinalização do Copom de que o ciclo de alta da taxa Selic está próximo do fim garante mais um dia de ganhos para o varejo,as techs e o segmento de construção civil — alguns dos setores mais afetados pelo aperto no juros — nesta quinta-feira (4). E as ações do Magazine Luiza (MGLU3), mais uma vez, estão entre os destaques positivos do Ibovespa.
Por volta das 12h15, os papéis do Magalu saltavam 12,97%, a R$ 3,31, e lideravam a ponta positiva do índice. A Via (VIIA3), outra varejista, também aproveita o otimismo renovado para anotar ganhos de 8,78%, a R$ 2,85.
Entre as ações ligadas à tecnologia, a maior alta é registrada pela Méliuz (CASH3), que sobe 12,39%, a R$ 1,27. Já no setor da construção civil, o destaque é novamente a MRV (MRVE3): a incorporadora, que registrou a maior alta em mais de quatro meses ontem, avança 10,52% hoje, a R$ 11,03.
Confira as maiores altas do Ibovespa hoje:
CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 3,31 | 12,97% |
CASH3 | Meliuz ON | R$ 1,27 | 12,39% |
MRVE3 | MRV ON | R$ 11,03 | 10,52% |
NTCO3 | Natura ON | R$ 19,28 | 10,05% |
VIIA3 | Via ON | R$ 2,85 | 8,78% |
Anunciação: techs aproveitam
Por trás da disparada dos papéis estão os sinais vindos do Banco Central que apontam para a conclusão do ciclo de alta dos juros.
Após elevar a Selic em meio ponto, para 13,75% ao ano, o Copom indicou que pode promover apenas uma “nova alta residual” na próxima reunião antes de estacionar a taxa. E, por motivos diferentes, a sinalização é uma boa notícia para os três setores citados acima.
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Para as techs, por exemplo, o alívio vem das perspectivas de ganho de atratividade. Com várias empresas ainda em fase de crescimento e que necessitam de capital para seguir expandindo, o segmento é um dos mais afetados pela fuga de capital da renda variável em momentos de aperto nos juros.
Como o novo cenário pode diminuir — ou pelo menos parar de aumentar — a atratividade da renda fixa, as techs devem voltar a ser observadas com mais carinho pelos investidores. Além da Méliuz (CASH3), ações como Locaweb (LWSA3) e Totvs (TOTS3) também têm ganhos firmes.
Varejo: Magazine Luiza (MGLU3) e outras em alta
Já para as varejistas, como Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e Americanas (AMER3), um dos grandes desafios é conquistar novamente a clientela espantada pela alta da inflação sobre os produtos comercializados.
Mas o remédio para essa alta, que é a elevação da Selic, encarece o crédito utilizado pelas famílias. Por isso, as perspectivas de fim do aperto nos juros são um bálsamo para o setor.
Outro sinal positivo para as varejistas veio do balanço de uma das maiores empresas do setor. A receita líquida do Mercado Livre (MELI34) somou US$ 2,6 bilhões no segundo trimestre, um crescimento de 52,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Um dos responsáveis pelo resultado foi a receita da operação brasileira, que saltou 104% no mesmo intervalo — o que pode ser um indicativo que os players domésticos de e-commerce também terão um trimestre mais forte em termos de vendas.
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E as construtoras?
As incorporadoras e construtoras da B3 enfrentam uma situação parecida com a do varejo, na qual, de acordo com a dose, o remédio para uma das dores das empresas pode se tornar um veneno.
A inflação encarece os insumos da construção civil e aperta as margens das companhias: portanto, precisa ser combatida. Por outro lado, o aperto na taxa básica de juros encarece os financiamentos imobiliários, um dos pilares do mercado.
Por hora, as perspectivas de solução para ao menos um dos dois problemas é o suficiente para trazer conforto aos investidores e impulsionar as ações.
Dentro do Ibovespa, além da MRV (MRVE3), destaque também para a Cyrela (CYRE3) e a JHSF (JHSF3).
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