Fundo imobiliário de hotéis volta a pagar dividendos após deixar mais de 22 mil cotistas sem proventos por dois anos e meio
Apesar da recompensa, porém, quem manteve o FII na carteira nesse período viu as cotas recuarem mais de 25%

Demorou dois anos e meio para que o fundo imobiliário Hotel Maxinvest (HTMX11) cumprisse a promessa de voltar a pagar dividendos após compensar o prejuízo acumulado na pandemia de covid-19.
Mas os 22,4 mil cotistas que tiveram paciência para esperar a retomada do setor hoteleiro e uma virada nas finanças do FII foram recompensados com uma distribuição de R$ 0,86 por cota neste mês.
O valor — que equivale a um retorno mensal de 0,76% — é destinado a quem estava na base do fundo na última quarta-feira (31) e será depositado na conta dos investidores em 8 de setembro.
Apesar da recompensa, porém, quem manteve o FII na carteira durante a pandemia viu as cotas recuarem mais de 25%. E o tombo seria ainda maior se não fosse pelo desempenho registrado em agosto, quando o HTMX11 deu indícios de que voltaria a pagar proventos e avançou 21,4%.
Por que a fonte dos dividendos secou…
A última distribuição de dividendos do Hotel Maxinvest havia ocorrido em março de 2020, no início da pandemia de covid-19 no Brasil. Na época, o pagamento foi de R$ 0,71 por cota e rendeu um retorno mensal de 0,45%.
Depois disso, o fundo explica no último relatório gerencial que precisou segurar os proventos para “arcar com aportes pontuais em alguns empreendimentos”.
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A soma foi utilizada, por exemplo, para o pagamento do IPTU, taxa de condomínio e manutenção do caixa das 448 unidades hoteleiras em 23 hotéis que compõem a carteira do HTMX11.
… e como o dinheiro voltou a fluir
Mas a queda nas infecções pelo novo coronavírus, o fim das medidas de distanciamento social e o reaquecimento do setor hoteleiro o fundo recuperou suas fontes de receita e conseguiu reaver parte dos valores utilizados para socorrer os ativos.
“Todos os hotéis que compõem a carteira do FII Maxinvest realizaram o pagamento de aluguel no mês analisado e/ou devolução do aporte solicitado no decorrer da pandemia”, diz o relatório.
A taxa de ocupação da carteira ficou em 67% em julho, uma queda de dois pontos percentuais em relação ao registrado em maio. A diária média, contudo, se manteve estável em relação ao mês anterior, em R$ 407.
Com isso, o fundo encerrou julho com rendimentos distribuíveis de R$ 29,1 mil, ou R$ 0,02 por cota.
Retomando os investimentos
Além de retomar o pagamento de dividendos, o fundo também voltou a investir em novos ativos e anunciou a compra de 50 unidades hoteleiras no Ibis Congonhas, empreendimento localizado na capital paulista.
O endereço, aliás, é um dos principais atrativos para o FII. Segundo informações do HTMX11, ele está “a apenas 50 metros de distância do portão principal do Aeroporto de Congonhas, o segundo mais movimentado do Brasil e o terceiro da América do Sul”.
O negócio foi fechado por R$ 22,1 milhões. Do total, apenas R$ 1 milhão foi pago com recursos do caixa do fundo. O restante será financiado pela 15ª emissão de cotas do Hotel Maxinvest, que se encerrou em agosto e levantou pouco mais de R$ 23 milhões.
Mas o gasto vai compensar, ainda de acordo com o fundo. A gestora do HTMX11 estima que, com a finalização da aquisição, as novas unidades tenham um impacto positivo de R$ 0,13 por cota na distribuição mensal.
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