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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Câmbio mais em conta

C6 Bank oferece Conta Global em dólar e euro para os clientes – mas vale realmente a pena?

Conta Global do C6, primeira conta em moeda estrangeira oferecida por um banco brasileiro, é uma das poucas com versões em dólar e euro, mas é mais vantajosa para os clientes endinheirados que também usam a conta brasileira

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
17 de setembro de 2022
10:00 - atualizado às 17:15
sede do c6 bank; estágio
Conta Global é mais vantajosa para os clientes do segmento de mais alta renda do C6. Imagem: Divulgação/C6 Bank

Com foco no público de maior poder aquisitivo, o C6 Bank foi o primeiro banco brasileiro a oferecer uma conta digital global a seus clientes, ainda em 2019.

A Conta Global do C6 está disponível apenas para quem já é cliente do banco digital, e pode ser aberta e acessada pelo mesmo aplicativo, uma praticidade para o usuário.

Diferentemente da maioria das contas em moeda estrangeira, disponíveis apenas em dólar, a Conta Global do C6 conta com versões em dólar e euro.

Não se trata de uma conta multimoedas, porém, e sim de duas contas independentes. Mas é possível ter ambas, num mesmo app, com um cartão de débito para cada uma.

Assim como as demais contas em dólar do mercado, carregar a conta do C6 com dólares ou euros sai mais barato do que comprar papel-moeda ou um cartão pré-pago numa casa de câmbio, ou então fazer compras no exterior no cartão de crédito internacional.

Isso porque as contas em moeda estrangeira utilizam a cotação comercial, que costuma ser um pouco mais baixa que a cotação turismo, usada pelas casas de câmbio; além disso, o IOF para carregá-las é de 1,1%, o mesmo da compra de dinheiro em espécie, mas bem inferior ao IOF de 6,38% dos cartões de crédito e pré-pagos.

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Nesta outra matéria, falamos sobre as vantagens das contas em moeda estrangeira para viagens internacionais e compras no exterior e as comparamos às formas tradicionais de comprar dólar e euro.

Mas, para o cliente do C6 - ou quem ainda não é cliente, mas pensa em se tornar apenas para ter acesso à Conta Global - vale mesmo a pena aproveitar o serviço? Ou é mais interessante recorrer a uma das outras alternativas disponíveis no mercado?

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O que a Conta Global do C6 oferece

A Conta Global é uma conta-corrente individual para a pessoa física, apenas para quem já é cliente C6, devendo ser aberta pelo mesmo app da conta-corrente brasileira.

Não há taxa de manutenção, mas há uma taxa de abertura e emissão do cartão de débito no valor de US$ 30 por conta, com conversão feita pela taxa PTAX de venda do dia anterior e valor debitado da conta brasileira.

Este certamente é um dos pontos fracos da conta do C6, uma vez que há alternativas no mercado que não fazem essa cobrança, mas pelo menos é possível evitá-la: quem tem o cartão de crédito C6 Carbon (o cartão “black” do C6) ou a partir de R$ 20 mil investidos em CDBs do banco fica isento desta tarifa.

Custo do câmbio

Para enviar dinheiro para a Conta Global, o cliente deve transferir reais da sua conta-corrente brasileira do C6 Bank, a fim de convertê-los para dólares ou euros, dependendo do tipo de conta. A transação é gratuita, e o valor mínimo de transferência é de US$ 20 ou 20 euros.

O spread de câmbio é de 2% para as contas em dólar e 2,5% para as contas em euro, para transações feitas em dias úteis, entre 9h e 18 horas. Fora desse horário, o spread é maior, mas para saber o valor, o cliente deve simular a transferência no app do banco.

Não se trata da menor taxa entre as contas em moeda estrangeira do mercado, mas a maioria delas cobra algo nesta linha. Ainda assim, o custo final é mais baixo que o das formas tradicionais de comprar moeda estrangeira.

Cartão de débito e saques

Para movimentar a conta, o cliente recebe um cartão de débito nas versões física e virtual, sem anuidade e com bandeira Mastercard, para compras presenciais e online, cadastro em carteiras virtuais (como Google Pay, Samsung Pay e Apple Pay), além de saques em caixas eletrônicos no exterior.

Os saques nos ATMs da rede Chase - pertencente ao JP Morgan, dono de 40% do C6 - são gratuitos, o que é uma grande vantagem, já que nem todas as contas internacionais oferecem alguma modalidade de saque grátis.

Também é possível sacar na Rede Cirrus, mediante uma tarifa de US$ 5 ou 5 euros por saque. Lembrando que os caixas eletrônicos também podem ter tarifas próprias. Os limites de saque são de US$ 500 ou 500 euros por dia.

Caso necessário, o cliente da Conta Global consegue fazer pagamentos no cartão e saques em moedas diferentes daquela carregada em sua conta. Nesse caso, a conversão é feita pelo câmbio da Mastercard, com uma cobrança de spread de 2% sobre o valor final da transação.

A única com cartões adicionais

Apesar de não ser possível abrir uma Conta Global conjunta, a conta internacional do C6 é a única do mercado brasileiro, até agora, a oferecer cartões adicionais para dependentes, no valor de R$ 25 cada, debitados da conta-corrente brasileira.

Transferências e taxa de inatividade são os maiores pontos fracos

Talvez um dos maiores pontos fracos da Conta Global do C6 em relação às demais contas em moeda estrangeira sejam as poucas opções de transferências, além do alto custo das que estão disponíveis.

No momento, só é possível fazer transferências Wire na conta em dólar, a um custo de US$ 30 por transação para mandar recursos para contas de outros bancos no exterior e US$ 15 para receber recursos de outros bancos no exterior.

A conta em euro não dispõe desses serviços, e as transferências entre Contas Globais C6 também não estão disponíveis ainda.

Finalmente, outra desvantagem é o fato de a Conta Global do C6 ser a única em que ocorre cobrança de tarifa de inatividade.

O banco cobra US$ 10 caso nenhuma operação seja feita na Conta Global durante 12 meses, o que é ruim para quem só viaja para o exterior ou faz compras fora de vez em quando.

No entanto, clientes Carbon, o segmento de mais alta renda do C6, ficam isentos dessa tarifa.

Não há proteção do FGC ou equivalentes

A Conta Global é aberta na agência do C6 nas Ilhas Cayman, não contando com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou similar de qualquer país para os recursos depositados em caso de quebra do banco. Assim, os valores depositados na conta ficam expostos ao risco do C6.

Para quem vale a pena abrir uma Conta Global no C6

Como dito acima, a Conta Global do C6 não é a que oferece a taxa de conversão mais barata - como já mostramos nesta matéria comparando sete contas disponíveis no mercado, os custos mais baixos de câmbio são encontrados no banco Inter e na Wise. Esta última, inclusive, oferece conta euro com uma cotação melhor que a do C6.

Assim, a princípio, não há muito por que se tornar cliente do C6 apenas para ter acesso à Conta Global, a menos que para você seja muito importante ter cartões adicionais.

Dito isso, para quem já é cliente C6 e utiliza o banco frequentemente, a praticidade de ter uma Conta Global no mesmo app e na instituição com a qual você já tem relacionamento pode de fato ser um atrativo.

Nesse caso, a Conta Global vale a pena para quem não precisa fazer transferências ou receber pagamentos no exterior, deve usar a conta com alguma frequência, evitando que ela fique sem movimentação por mais de 12 meses, e tem condição de deixar R$ 20 mil investidos em um bom CDB do C6.

Mas é para os clientes Carbon, segmento de mais alta renda do banco, que o produto se torna mesmo interessante, já que eles têm isenção dessas tarifas que o C6 cobra e outras contas internacionais não (abertura e inatividade).

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