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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

A NATA DA B3

As ações favoritas dos analistas nas carteiras recomendadas de 14 corretoras para fevereiro

Perdido nas águas misteriosas do mercado acionário? Vale (VALE3) e outras duas ações ajudam a acertar o curso da sua carteira em fevereiro; confira os papéis preferidos dos analistas

Larissa Vitória
Larissa Vitória
3 de fevereiro de 2022
7:03 - atualizado às 0:06
Ações do mês | ação JBS JBSS3
Confira todos os papéis apontados pelas 14 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro. Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O mercado de ações fornece muito mais dúvidas do que certezas para quem decide desbravá-lo. O investidor que navega nessas águas misteriosas conta apenas com a calculadora, projeções e históricos de empresas para definir o curso.

Para aqueles que ainda não conseguiram acertar a rota da carteira, há ainda alguns mapas que podem guiá-los rumo à rentabilidade desejada: as recomendações dos analistas. Todos os meses, as corretoras de investimento revelam quais são suas ações preferidas para os dias vindouros.

Aqui no Seu Dinheiro nós analisamos esses mapas e compilamos as três ações favoritas de cada um deles. E, na nossa posição de cartógrafos das recomendações, notamos que um papel em específico é quase um porto seguro para os investidores.

Caia uma tempestade ou brilhe o sol, a Vale (VALE3) permanece entre as preferidas das corretoras há mais de dois anos. Quem atracou sua carteira no cais da mineradora desde que os papéis entraram na seleção de Ações do Mês já capturou uma valorização de 92,62%.

Como demonstrou a performance no ano passado, nem mesmo as ondas imprevisíveis geradas pela cotação do minério de ferro são capazes de afundá-la. E, agora que a maré da commodity virou na direção certa, a ilha Vale é destino certo para os investidores-navegantes.

Com seis aparições entre as favoritas das corretoras, a mineradora é, pela terceira vez consecutiva, a ação mais recomendada para o mês.

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Empatados em segundo lugar (com quatro recomendações cada), Itaú Unibanco (ITUB4) e PetroRio (PRIO3), completam a lista de empresas que transmitem confiança em tempos de tormenta financeira.

Vale destacar ainda o barco da Gerdau (GGBR4), que, apesar de ter balançado e perdido as primeiras posições, ainda aparece entre as menções honrosas do mês com três recomendações.

Confira aqui todos os papéis apontados pelas 14 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro:

Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são suas apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 ações, os analistas indicam as suas três prediletas. Com o ranking nas mãos, selecionamos as que contaram com pelo menos duas indicações.

Vale (VALE3) — pedra no caminho vira oportunidade

Uma das poucas certezas dos analistas na hora de apontar caminhos seguros (e lucrativos) para o investidor, a Vale (VALE3) está novamente no topo do pódio da Ação do Mês. A mineradora continua como aposta de Mirae, Nova Futura e Santander e apareceu também entre os favoritos de Necton, Planner e Warren.

A Vale foi uma das companhias afetadas pelas chuvas intensas que assolaram Minas Gerais nas primeiras semanas do ano. Os volumes maiores do que o esperado para o mês levaram à interrupção das operações por mais de uma semana, até o restabelecimento das condições adequadas de segurança.

Se, por um lado, a situação atrapalhou a produção da mineradora — a estimativa é de um impacto de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas (Mt) na produção e compra de minério de ferro —, por outro ajudou a inflar os preços de seu principal produto.

A cotação do minério de ferro, um dos principais obstáculos para a companhia no ano passado, fechou o primeiro mês de 2022 com um salto de 21,56%. Além da pressão das chuvas, ajudou na alta da commodity a expectativa de que o governo chinês alivie a pressão sobre as siderúrgicas.

Aliada à melhora geral no mercado de ativos de risco, a valorização da matéria-prima do aço levou a uma alta de 2,37% das ações da Vale em janeiro. 

E, segundo Mario Mariante, analista-chefe da Planner, esse percentual deve subir ainda mais nos próximos meses. “A recuperação dos preços do minério no mercado internacional já teve um reflexo nas ações em janeiro, mas ainda vemos espaço para valorização no curto prazo”.

Outro fator que também deve mexer com as ações são os resultados do quarto trimestre do ano passado. Com divulgação marcada para 24 de fevereiro, o balanço da Vale também deve ser acompanhado por um anúncio de dividendos que anima acionistas e analistas.

O Santander projeta um dividend yield — indicador que mede o retorno da empresa de acordo com os proventos pagos — de 8,2% para este ano.

“Com os preços do minério de ferro negociando acima de US$ 100/t no médio prazo, acreditamos que a Vale possa anunciar mais dividendos extraordinários ou novos programas de recompra de ações”, escrevem os analistas.

Itaú Unibanco (ITUB4) — (novamente) no topo da América

Outra figurinha carimbada na Ação do Mês é o Itaú Unibanco (ITUB4). A instituição financeira é novamente a escolha de Guide e Santander para o mês e passou a integrar também o top 3 de Inter e Terra Investimentos, garantindo a segunda posição no ranking das corretoras.

E não é à toa que ele tem aparecido com frequência por aqui. Quem apostou na escolha pelo banco capturou uma valorização de 19,61% em janeiro, uma das maiores altas do Ibovespa no período.

Além disso, o maior banco privado do Brasil é o único brasileiro entre as 500 marcas globais mais valiosas e um dos principais beneficiados pelo ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic.

O aperto monetário reduz a atratividade das ações de empresas em crescimento, mas aumenta as daquelas mais consolidadas em termos de resultados e dividendos, como as financeiras. Uma taxa de juros mais elevada ajuda a melhorar o spread bancário e as margens dessas instituições.

Os efeitos da Selic “turbinada” devem aparecer no balanço do quarto trimestre do Itaú, a ser divulgado em 10 de fevereiro, após o fechamento dos mercados. As projeções reunidas por Bloomberg e Credit Suisse apontam para um lucro de R$ 6,7 bilhões no período, alta de 24,3% na comparação com os últimos três meses de 2020.

Outro aspecto do bancão que chama a atenção dos analistas é sua disposição para correr atrás das fintechs.

O banco chegou a amargar uma dura derrota quando o Nubank ultrapassou seu valor de mercado após o IPO do banco digital. Mas a tristeza durou pouco: com a queda brusca das ações do roxinho, o Itaú retomou o posto de instituição financeira mais valiosa da América Latina.

Além disso, o banco também se movimenta para cobrir outras bases em sua operação. De olho nos investidores que preferem investir por meio de corretoras, o Itaú anunciou a compra do controle da Ideal Corretora por R$ 650 milhões.

PetroRio (PRIO3) — desbancando gigantes

A segunda medalha de prata da seleção desbancou novamente a Petrobras (PETR4) — que anda sumida da Ação do Mês — no posto de petroleira preferida das corretoras.

A PetroRio (PRIO3) manteve-se no top 3 da Ativa e conquistou um lugar entre as favoritas da Nova Futura, Terra Investimentos e Warren em janeiro.

A companhia, que é a maior produtora independente de petróleo do país, é beneficiada pela alta nos preços da commodity. O barril, segundo as cotações dos contratos Brent e WTI, encerrou janeiro no maior patamar desde 2014 e avançou 14% no mês.

O mercado também gosta do posicionamento da empresa em relação à exploração do produto. Conforme explica a Terra Investimentos, a PetroRio cresceu muito nos últimos oito anos, impulsionada “por uma série de aquisições que lhe deram o controle de vários ativos importantes, maximizando a produção de sua base de ativos e com uma redução acentuada nos custos”.

E vem mais crescimento por aí. Vale lembrar que os consórcios dos quais a petroleira participa foram escolhidos para a negociação final com a Petrobras para a aquisição dos campos de Albacora e Albacora Leste.

As estimativas apontam para uma cifra próxima aos US$ 4 bilhões, no que seria a maior aquisição da história da empresa. Os ativos, que fazem parte do plano de desinvestimentos da estatal, podem dobrar a produção da PetroRio, de acordo com o Credit Suisse.

Considerando este cenário, os analistas da Terra estabeleceram um preço-alvo de R$ 32 para as ações PRIO3 nos próximos 12 meses. O valor prevê uma alta de 39,5% em relação à cotação atual dos papéis, que encerraram o dia em R$ 22,93 ontem.

Repercussão — ano novo, vida nova no mercado acionário

Depois de um ano difícil para os ativos de risco, o mercado acionário enfim respirou aliviado em janeiro. O Ibovespa ignorou as tensões políticas e fiscais e fechou o mês com um avanço notável de 7%.

Com isso, a tabela com o desempenho das ações mais recomendadas pelas corretoras ficou verde como há muito tempo não se via. À exceção de algumas exportadoras, que sofreram com a queda do dólar, e outras desgarradas, a maior parte dos papéis registrou altas.

Vale, medalha de ouro também no mês passado, subiu 2,37%. Mas, entre os ativos no pódio do Seu Dinheiro em janeiro, o brilho ficou mesmo com o Itaú e sua alta de quase 20%. Veja a lista completa:

Veja também - 2 ações de empresas que podem explodir com o metaverso:

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