Nubank (NUBR33), Inter (INBR31) ou Banco Pan (BPAN4): qual a melhor ação de uma fintech brasileira?
Com Nubank superexposto às linhas de crédito sem garantias, Inter e Banco Pan acabam saindo na frente na preferência dos analistas

Seja fintech ou bancão, a temporada de balanços do terceiro trimestre mostrou que o mercado de crédito não está para peixe — houve um claro e expressivo aumento da inadimplência, penalizando principalmente aqueles que possuem forte oferta de produtos para pessoas físicas.
Não por acaso, as fintechs brasileiras, que cresceram de olho no mercado de cartão de crédito e empréstimos pessoais, sofreram, e os analistas revisitaram as projeções para o Nubank (NUBR33), Inter (INBR31) e Banco Pan (BPAN4).
Em relatório da Empiricus, a analista Larissa Quaresma aponta que, apesar de as três companhias terem sido machucadas, o Nubank foi o mais afetado pela piora do cenário para a concessão de crédito.
Dos três bancos digitais analisados, o Nu é o único que tem o seu portfólio 100% composto por oferta à pessoa física sem garantias. Apesar de essa modalidade oferecer uma maior margem financeira, carteiras mais diversificadas como as do Inter e do Pan, que também contam com uma maior parcela de consignados, acabam tendo mais valor em um ambiente de estresse como o atual.
Ainda que o Nubank tenha entregado o primeiro lucro líquido positivo da sua história, a analista ressalta que tem uma visão cética sobre o número.
“[o número] Foi ajudado por premissas agressivas na contabilização da inadimplência. Já o Inter, apesar de ter controlado bem os calotes, entregou um prejuízo na linha final, em função de despesas administrativas maiores. O Banco Pan, que também segurou bem a inadimplência (dado o cenário), entregou um retorno sobre patrimônio líquido de dois dígitos – embora menor que o do trimestre anterior.”
Larissa Quaresma, analista da Empiricus.Leia Também
No que diz respeito ao crescimento da carteira de crédito, as três companhias pisaram no freio — com o Nubank reagindo de forma mais conservadora na concessão de novos produtos.
Quando o assunto é margem financeira, o Nubank apresentou um crescimento anual de 170% no ano, bem acima das suas principais concorrentes. Mas, para a Empiricus, o resultado não está atrelado ao desempenho do seu negócio principal e sim de uma receita maior gerada pela tesouraria. Seus principais adversários, por outro lado, Inter e Pan, foram impactados pelo aumento do custo de captação de novos clientes e da reprecificação do consignado, respectivamente.
Afinal, qual a ação favorita?
Para os analistas da Empiricus, a carteira de crédito mais arrojada e o cenário de inadimplência crescente não formam uma boa combinação para as projeções de rentabilidade futura do Nubank — que já se encontra em patamares elevados, de acordo com a casa. Por isso, a recomendação é de venda.
No caso do Inter, a expansão internacional recente em busca de novos mercados ainda é incerta e traz dúvidas, o que leva a uma preferência pelas ações do Banco Pan. De acordo com a analista, a segurança vem do fato de que o banco digital tem 88% da sua carteira de crédito assegurada por algum tipo de garantia e tem uma operação rentável que dá conforto para a tese.
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