Em meio à queda das ações, Magazine Luiza (MGLU3) investe para ampliar capacidade de distribuição
Varejista chega em dezembro com 21 centros de distribuição e 1 milhão de metros quadrados de área para estocagem

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) podem ter fechado o ano em forte queda, mas a varejista encerrou 2021 com a capacidade de armazenagem reforçada.
Na disputa acirrada pelas vendas online, a empresa começou a operar neste fim de ano o maior centro de distribuição da rede, em Guarulhos (SP).
O Magazine Luiza começou a planejar a nova estrutura, que conta com 100 mil metros quadrados, há cerca de três anos para atender ao aumento da demanda da companhia.
Com essa e outras unidades abertas em 2021, a capacidade de armazenagem do Magalu cresceu em 30% no ano. A empresa chega em dezembro com 21 centros de distribuição e 1 milhão de metros quadrados de área para estocagem. Considerando as lojas, até 2023 a companhia espera ter 2 milhões de m² no total.
A inauguração ocorre no fim de um ano considerado particularmente difícil para as varejistas e em particular para o Magazine Luiza.
Depois de um forte crescimento nas vendas digitais em 2020, o desempenho em 2021 foi marcado pelo fim do impacto do auxílio emergencial, pela alta da inflação e pela continuidade dos indicadores ruins de emprego e renda.
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A negociação das ações dessas empresas na Bolsa espelhou esses problemas. O Magazine Luiza fechou o ano com o pior desempenho do Ibovespa, principal indicador da B3, com queda de 71% para as ações MGLU3.
O investimento em armazenagem em Guarulhos olha adiante. Construído para dar folga à empresa, o CD de Guarulhos usa no momento cerca de 40% da capacidade de armazenagem e 15% da de expedição. São enviados dali entre 8 mil e 12 mil pedidos por dia.
Com as grandes expectativas para o segundo semestre de 2021 frustradas pela inflação e pelo desemprego, o Magalu viu seus estoques aumentarem de 70 para 100 dias, segundo balanço recente. Esse revés fez a companhia aumentar as provisões — dinheiro destinado a possíveis perdas.
Liquidação do Magazine Luiza
A varejista aposta na Liquidação Fantástica, o tradicional evento do Magazine Luiza, que costumava reunir filas de clientes em suas portas até a pandemia.
“A gente tem um alinhamento com a área comercial que dá uma equilibrada nesse estoque”, diz o diretor de logística do Magazine Luiza, Marcio Chamas.
"As vendas no último trimestre têm sido planejadas para a equalização no nível no nosso inventário, e temos grandes expectativas em relação à Liquidação Fantástica, que sempre deu ótimos resultados." O evento ocorrerá no próximo dia 7.
Com 450 funcionários fixos e cerca de 150 temporários para atender à demanda de fim de ano, o CD do Magazine Luiza opera com 600 trabalhadores permanentes. O espaço começou a ser abastecido em setembro e entrou em operação em novembro.
Enquanto imagens de CDs hiper tecnológicos de empresas de comércio digital aparecem pelo mundo, o novo espaço do Magalu é mais analógico.
Diferentemente de seu polo logístico de Louveira (SP), com esteiras automáticas para ajudar na movimentação dos produtos, o principal atributo da nova instalação é a capacidade de armazenagem.
Se em Louveira a premissa é a rapidez para itens mais leves comprados pela internet, Guarulhos tem como foco o atendimento de 166 lojas físicas do Estado de São Paulo e irá movimentar 950 mil produtos por mês quando estiver com 100% de funcionamento.
Magazine Luiza e expansão logística
Para Alberto Serrentino, sócio da consultoria Varese Retail, investimentos desse nível em uma empresa são decisões tomadas com base no longo prazo. "A empresa está crescendo e a demanda do marketplace cresce", diz ele.
Segundo Serrentino, a corrida do e-commerce brasileiro passa, necessariamente, pela expansão logística e todos os concorrentes fazem movimentos parecidos.
Com informações do Estadão Conteúdo
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