Salário mínimo ficou novamente sem aumento real; saiba o valor para 2022
Os R$ 1.212 que estão valendo desde o dia 1 de janeiro repõem apenas a perda no poder de compra com a alta de preços ao longo de 2021

Os brasileiros começam 2022 com um novo salário mínimo: R$ 1.212. O valor passou a vigorar desde o dia 1 de janeiro de 2022 e está R$ 112 acima dos R$ 1.100 que valiam até então.
No entanto, pelo terceiro ano seguido, não houve ganho real para o bolso do trabalhador. O reajuste do salário mínimo repõe apenas a perda no poder de compra devido à alta de preços ao longo de 2021.
Resistindo à pressão política, o governo não promoveu um aumento real do salário mínimo pelo impacto que causaria nas contas públicas, já que os benefícios da Previdência e também sociais estão atrelados ao valor.
O novo valor tem como base uma previsão de alta de 10,18% da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no acumulado de 2021.
O governo incorporou no salário mínimo de 2022 mais R$ 1,62 referente à inflação maior de 2020 que não havia sido contabilizada em 2021. Na ocasião, o valor do benefício foi definido antes da divulgação oficial do INPC fechado de 2020.
Na época, o governo optou na época em não mudar o valor e incorporar o adicional em 2021, o que é previsto na legislação.
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Salário mínimo com ganho real
A última vez que o salário mínimo teve ganho real foi no início de 2019, primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro. Na ocasião, o presidente assinou um decreto atualizando o valor do piso de acordo com a política de valorização aprovada no governo Dilma Rousseff (PT) e válida de 2016 a 2019.
Desde então, o governo Bolsonaro tem concedido apenas aumentos para repor a inflação. Essa decisão tem sido influenciada pelo fato de o salário mínimo ser referência para dois terços da despesa pública, como benefícios previdenciários, assistenciais e seguro-desemprego.
A política de reajustes pela inflação e variação do Produto Interno Bruto (PIB) vigorou entre 2011 e 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação.
Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento.
*Com Estadão Conteúdo
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