Calote artificial? Hoje, não! Putin usa rublo para pagar dívida e driblar Biden — mas não escapa de efeito colateral
Nas primeiras horas desta quarta-feira (25) chegou ao fim uma exceção que permitia que o BC russo pagasse dívidas via instituições financeiras norte-americanas

Futebol total, tiki-taka, toco y me voy. Essas expressões se tornaram referências para um futebol eficiente e bem jogado. Quando EUA e Vladimir Putin entram em campo, não restam dúvidas de que a partida será marcada por táticas e jogadores difíceis de marcar — não importa quem têm a maior torcida.
Pois na terça-feira (25), os norte-americanos marcaram, para muitos, um gol de placa ao anunciar o fim de uma exceção importante para a economia russa: a possibilidade de usar os bancos dos EUA para o pagamento de dívida.
A medida, que passou a valer nas primeiras horas de hoje, foi considerada por especialistas como a mais nova sanção de Washington contra Moscou, já que pode provocar um calote artificial da dívida russa.
Mas em campo que tem jogador habilidoso, a partida nunca está ganha até o apito final.
O drible de Putin
Antes mesmo que a exceção expirasse, o presidente russo, Vladimir Putin, se antecipou e, na semana passada, começou a transferir milhões de dólares em pagamentos da dívida.
Hoje, o chefe do Kremlin deu mais um passo para escapar da jogada norte-americana. O Ministério das Finanças da Rússia disse que começaria a pagar as dívidas em rublos.
Leia Também
Agenda econômica: últimos balanços e dados dos Estados Unidos mobilizam o mercado esta semana
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
A jogada russa, no entanto, deixou marcas: o rublo, que chegou a renovar o maior nível em quatro anos, reverteu a tendência e passou a cair ante o dólar.
Na manhã de hoje, o dólar subia a 58,38 rublos ante 57,16 rublos no fim da tarde de ontem — após chegar a ser negociado mais cedo a 56 rublos, o menor patamar desde fevereiro de 2018.
Pode isso, Arnaldo?
Ao todo, a Rússia deve cerca de US$ 1 bilhão em pagamentos de cupons até o final de 2022. Na sexta-feira (27), o país está programado para fazer cerca de US$ 100 milhões em pagamentos de dívida externa.
Alguns dos títulos em moeda estrangeira da Rússia permitem o pagamento em rublos, mas nem todos. Os investidores consideram que o pagamento em rublos seria um default, se não for permitido no contrato.
A dívida de cerca de US$ 100 milhões que vence na sexta-feira (27) é composta por 29 milhões de euros (US$ 31 milhões) e US$ 71 milhões de dólares.
De acordo com os contratos, a parcela em euros pode ser feita em dólares, libras esterlinas, francos suíços ou rublos. O pagamento em dólares pode ser feito em euros, libras ou francos.
Putin nos 45 do segundo tempo
Se, apesar de tudo isso, houver falta de pagamento, a Rússia terá um período de carência de até 30 dias para encontrar uma solução, como fez no início de maio — na ocasião, o país recebeu dinheiro para os investidores no último minuto, após o bloqueio inicial dos pagamentos.
No caso do pagamento aos norte-americanos, eles não serão barrados após 25 de maio. De acordo com uma licença emitida pelo Tesouro em 7 de abril, os investidores dos EUA têm até 30 de junho para se desfazer da instituição financeira russa Alfa-Bank AO, e até 1º de julho para se desfazer da empresa de diamantes Alrosa PJSC.
*Com informações da CNBC e do Markets Insider
De volta à Terra: Ibovespa tenta manter boa sequência na Super Quarta dos bancos centrais
Em momentos diferentes, Copom e Fed decidem hoje os rumos das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos
O canto da sereia (de Trump) é irresistível até para Putin
O russo conversou com o republicano por telefone e deu o primeiro passo na direção de um cessar-fogo na Ucrânia, mas fez um alerta
Não é um pássaro (nem um avião): Ibovespa tenta manter bom momento enquanto investidores se preparam para a Super Quarta
Investidores tentam antecipar os próximos passos dos bancos centrais enquanto Lula assina projeto sobre isenção de imposto de renda
Amigos & rivais: a ligação de Trump para Putin e a visita de Xi Jinping a Washington
Se a vida imita a arte, o republicano é a prova disso: está tentando manter os amigos perto e os inimigos ainda mais próximos
As múltiplas frentes de batalha de Donald Trump
Disputas comerciais, batalha contra os serviços públicos, participação indireta em conflitos no Oriente Médio e tentativa de paz pela força na Ucrânia fazem parte das várias guerras nas quais o republicano se meteu
A terceira grande guerra bate à porta: Trump vai abrir?
Presidente norte-americano discursa no Departamento de Justiça dos EUA e fala que uma guerra global agora não teria precedentes porque seria patrocinada por armas nucleares
Trump golpeia, Otan se esquiva — mas até quando?
Mark Rutte, chefe da aliança transatlântica, esteve na Casa Branca nesta quinta-feira (13) para tentar convencer os EUA a se manterem na linha de frente da luta pela Europa
Tony Volpon: As três surpresas de Donald Trump
Quem estudou seu primeiro governo ou analisou seu discurso de campanha não foi muito eficiente em prever o que ele faria no cargo, em pelo menos três dimensões relevantes
Hegemonia em disputa: Ibovespa tenta manter bom momento em semana de IPCA, dados de emprego nos EUA e balanços
Temporada de balanços volta a ganhar fôlego enquanto bolsas têm novo horário de funcionamento, inclusive no Brasil
Trump e Putin: uma amizade sem limites — até quando?
O republicano rebateu críticas de que sua administração está sendo leniente com a Rússia — na avaliação dele, apesar da boa relação com o russo, há ações sendo feitas para pressionar Moscou
Putin tem medo do que? A única coisa que pode conter a máquina de guerra da Rússia agora — e está ao alcance de Trump
Enquanto o presidente norte-americano tenta um acordo de paz pouco ortodoxo na Ucrânia, economista do Brooking Institute diz qual é a única coisa que pode segurar o russo no momento
Após discussão entre Trump e Zelensky na Casa Branca, Europa anuncia plano de paz próprio para guerra entre Rússia e Ucrânia
Primeiro-ministro do Reino Unido diz que país concordou com França e Ucrânia em trabalhar num plano de cessar-fogo
O visto dourado de US$ 5 milhões: a nova proposta de Trump para quem quer ser cidadão americano
Detalhe na declaração do presidente norte-americano sobre os chamados golden visas chama atenção – inclusive de Vladimir Putin
O homem mais poderoso do 1° governo Trump fala sobre Brasil, tarifas, imigração, guerras — e revela um segredo
O antigo chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, bateu um papo com o chairman e sócio sênior do BTG Pactual nesta terça-feira (25) e falou o que pensa sobre a volta do republicano à Casa Branca
Trump: a guerra que “todo mundo” avisou — e que pode sobrar até para o Brasil
Enquanto o presidente norte-americano tenta acabar com conflitos ao redor do mundo, uma guerra começa a surgir em seu quintal
Alemanha quer Europa ‘independente’ dos EUA — e os motivos do chanceler eleito vão além do apoio do governo Trump à extrema-direita alemã
Postura de Trump em relação à Europa parece ter sido a gota d’água para Friedrich Merz, o próximo chanceler alemão, mas não é só
Ditador! O dia em que Trump atraiu fúria na tentativa de chegar à paz
Declaração do presidente norte-americano nesta quarta-feira (19) colocou mais fogo na guerra que está prestes a completar três anos
Como não ser pego de surpresa: Ibovespa vai a reboque de mercados estrangeiros em dia de ata do Fed e balanço da Vale
Ibovespa reage a resultados trimestrais de empresas locais enquanto a temporada de balanços avança na bolsa brasileira
Trump, Putin e o grande encontro que pode colocar fim a uma guerra
Delegações dos EUA e da Rússia se reuniram nesta terça-feira (18) para preparar o terreno para o que pode ser o fim da guerra na Ucrânia e a retomada das relações diplomáticas permanentes entre Washington e Moscou — só que há pedras nesse caminho
Memórias de uma janela fechada: Ibovespa busca manter alta com Wall Street de volta ao jogo e negociações sobre guerra na Ucrânia
Diante da agenda fraca, negociações entre EUA e Rússia ocorrem na Arábia Saudita, mas exclui os ucranianos da conversa