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Flavia Alemi

Flavia Alemi

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.

Perspectivas

Os recados do presidente da Febraban para o novo e o velho governo

Em discurso duro durante almoço de fim de ano da entidade, Isaac Sidney destacou necessidade de reformas estruturais

Flavia Alemi
Flavia Alemi
25 de novembro de 2022
14:29 - atualizado às 17:27
Isaac Sidney, presidente da Febraban
Imagem: Febraban

Em meio a ruídos políticos no pós-eleição que têm gerado todo tipo de incerteza nos mercados, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, fez um discurso duro no tradicional almoço de fim de ano da entidade.

Sidney procurou rebater as críticas que o setor bancário sofre de diversos segmentos da sociedade e enviou alguns recados ao governo atual e ao eleito. Vale ressaltar que o evento contou com a presença do ex-ministro Fernando Haddad, escalado para representar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Vamos aos recados:

  1. A pauta do setor bancário não está vinculada com ideologia dos governantes

“Independentemente do governo que sai e do novo que se aproxima, nossa obsessão será perseverar na direção de os bancos funcionarem como alavanca para o crescimento sustentável”, disse Sidney.

  1. Ainda há espaço enorme para expandir a carteira de crédito

“Os bancos têm obrigação legal de ajudar o país a crescer.  Vamos continuar financiando projetos de crescimento. A chave para isso está no binômio investir e crescer".

  1. Precisamos expandir capacidade de atração do capital privado

“Sem investimentos maciços, o Brasil não chegará ao nível de crescimento de que tanto precisamos. Lembro aqui dos investimentos na área de infraestrutura, que são operações de longo prazo e execução complexa, que levam de 15 a 20 anos para maturar. [Infraestrutura] Demanda grandes investimentos já na largada e que só vão gerar receitas e resultados bem depois. O setor financeiro está pronto para financiar mais investimentos, mas o crédito bancário tem limitações, sobretudo em projetos de longa duração”.

  1. Precisamos fortalecer o mercado de capitais para complementar o mercado de crédito

“O modelo que consideramos mais eficiente é quando o setor bancário consegue atuar como originador das operações e financiador das fases iniciais. Uma vez que essas fases estejam em funcionamento e gerando fluxo de caixa, os projetos precisam ser absorvidos por investimento de longo prazo via mercado de capitais”.

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  1. Brasil precisa voltar a ter previsibilidade

“As regras do jogo precisam ser estabelecidas numa perspectiva de longo prazo. Investimento não dialoga com confrontos, ruídos politics, falta de previsibilidade e falta de segurança jurídica”, disse Sidney.

A previsibilidade, de acordo com o presidente da Febraban, viria por meio de três fatores preponderantes: estabilidade macroeconômica, existência de funding de longa duração (via mercado de capitais) e ambiente de negócios caminhando lado a lado com segurança institucional.

  1. Focar nas reformas estruturais

“É importante que nós voltemos a ter um caráter crível nas reformas. A cada dia que passamos sem reformas, diminuímos as perspectivas econômicas. Precisamos por fim a um modelo tributário falido e ineficiente”.

  1. Visão de que bancos gostam de juros altos é equivocada

“O que os bancos querem é economia saudável. A questão não é se juros são altos, mas porque chegaram a esses níveis. As taxas de juros precisam ser baixas, mas isso não depende apenas da vontade dos bancos. Mais de 80% do spread se devem aos custos de intermediação financeira. A cada R$ 100 que pagamos de spread, o lucro do banco é R$ 20 e os outros R$ 80 se referem a custos da intermediação. Não estou pleiteando redução de carga tributária para os bancos, mas sim para o crédito. Os bancos querem, defendem e buscam redução do custo dos empréstimos, pois assim ampliamos nossa base de clientes e alavancamos a economia".

  1. Não há política social sem o país crescer

“Crescer não é fantasia econômica, bandeira política, algo pra agradar economistas. É uma necessidade imperiosa que gera empregos e estabilidade. Quando ficamos estagnados, isso leva à pobreza. O setor bancário convicto de que Brasil deve e pode crescer a taxas mais promissoras. Precisamos arrumar a casa e retomar a trajetória de crescimento”.

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