S&P 500 supera barreira dos juros e avança; veja como os índices se comportaram lá fora
Além da política monetária dos EUA e da guerra na Ucrânia, as restrições severas da China contra a covid-19 entraram no radar dos investidores globais; entenda por que

O S&P 500 conseguiu superar as barreiras impostas pelo Federal Reserve (Fed) e terminou a quinta-feira (07) em alta — e ainda teve a companhia do Nasdaq e do Dow Jones.
O avanço de hoje aconteceu depois que o banco central norte-americano divulgou a ata de sua reunião de março na quarta-feira (06).
O documento mostrou que a autoridade monetária planejava reduzir colocar o pé no acelerador do aperto monetário.
Além de deixarem a porta aberta para aumentos de juros da ordem de 0,50 ponto percentual (pp) e não mais de 0,25 pp como ocorreu em março, o Fed se prepara para começar a reduzir seu balanço trilionário de ativos em um ritmo de US$ 95 bilhões.
O plano do banco central norte-americano para conter a inflação, atingiu Wall Street em cheio ontem. O S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones terminaram o dia em queda, com os investidores temendo que tamanha agressividade possa frear a expansão norte-americana — podendo até mesmo jogar a economia em uma recessão.
Mas nada melhor que um dia após o outro. Nesta quinta-feira (07) não só os três índices da bolsa de Nova York subiram, revertendo perdas do início do dia, como tiveram a companhia de grandes nomes da tecnologia — geralmente castigadas pela perspectiva de juros mais altos.
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Alphabet, Tesla e Meta conseguiram eliminar parte das perdas, embora tenham fechado em alta, e foram acompanhadas de perto por fabricantes de semicondutores como Nvidia e AMD.
Confira o fechamento dos índices da bolsa de Nova York:
- Dow Jones: +0,25%, 34.584,03 pontos
- S&P 500: +0,43%, 4.500,27 pontos
- Nasdaq: +0,06%, 13.897,30 pontos
S&P 500 sobe, mas Europa patina
A pujança vista em Nova York não foi a mesma na Europa. As bolsas do velho continente fecharam ligeiramente em baixa nesta quinta-feira, com a volatilidade continuada após detalhes dos planos de aperto monetário do Fed e a guerra em andamento na Ucrânia.
- Londres: -0,47%
- Paris: -0,57%
- Frankfurt: -0,52%
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O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em queda de 0,25%, com os juros do Tesouro dos EUA caindo de máximas de vários anos após quatro dias de inclinações.
As ações de petróleo e gás recuaram 1,9% para liderar as perdas, enquanto os papéis de saúde subiram 1,4%
Além do Fed e da guerra na Ucrânia, os investidores em todo o mundo também estão de olho nas consequências dos rígidos controles contra a covid-19 da China.
O país enfrenta outro aumento nos casos, potencialmente interrompendo ainda mais as cadeias de suprimentos globais.
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Já que o pessimismo virou o consenso, vou aqui argumentar por que de fato uma recessão é ainda improvável (com uma importante qualificação final)
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