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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduanda em comunicação digital de business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Para contato, enviar no e-mail beatriz.azevedo@seudinheiro.com.

PÍLULA DO MERCADO

Enquanto o bitcoin (BTC) derrete mais de 40% em 2 meses, preço do petróleo bate recordes e pode subir ainda mais; veja 3 investimentos para buscar lucros com a alta

O ano novo não tem sido bom para o bitcoin e para o mercado das criptomoedas no geral, já o petróleo está explodindo e pode subir ainda mais; entenda a ligação entre esses movimentos

Bia Azevedo
Bia Azevedo
24 de janeiro de 2022
10:39
Bitcoin recua e perde os US$ 47 mil e criptomoedas recuam hoje
Imagem: Shutterstock

A semana tem sido positiva para o petróleo. Para você ter uma ideia, o valor do barril Brent chegou a ser negociado a US$ 88, maior valor desde 2014 e, de acordo com analistas, esse pode ser só o começo. Com o choque de oferta e demanda da commodity (explicarei isso mais abaixo), o preço pode chegar aos US$ 100 por barril, favorecendo ativos que vão muito além das ações de petroleiras, como a Petrobras (PETR4). 

Por outro lado, o mercado cripto vem sofrendo, com o bitcoin caindo 43% desde sua máxima histórica, em novembro de 2021.. Aliás, esse tombo se intensifica quando olhamos para as chamadas altcoins, moedas alternativas ao bitcoin.

É o caso, por exemplo, da Solana (SOL) e do Ethereum (ETH), que acumulam quedas de 52% e 42% no mesmo período, respectivamente. De acordo com dados do Coin Market Cap,  entre os 500 maiores ativos digitais do mundo, já vê-se desvalorização de quase 40% em 7 dias, é o caso da HypeDAO (HDAO). 

Alta do petróleo e queda das criptomoedas têm relações - e isso mostra a importância de diversificar

O mercado como um todo está correlacionado. É o caso do Ibovespa com o dólar, por exemplo, quando a bolsa brasileira sobe, há a tendência do dólar recuar. E vice-versa. No caso do petróleo com as criptomoedas, também existe uma correlação.

Com as cotações internacionais da commodity em disparada, o BTC sente os efeitos. Isso acontece porque, por exemplo, se os Emirados Árabes, enquanto grandes produtores de petróleo reduzem a oferta do produto, o mundo inteiro é afetado e os preços tendem a subir — lei básica da oferta e procura. 

Esse cenário faz com que o risco global aumente, visto que o petróleo é uma commodity fundamental para o funcionamento de qualquer país. Assim, os investidores procuram por ativos mais seguros, como os Treasuries, títulos do Tesouro norte-americano.  Para isso, eles liquidam posições no mercado cripto e acionário, derrubando o valor dos ativos.

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Há também o fator inflação: se os preços do petróleo sobem no mundo e isso se torna persistente, como pode ser que aconteça, a inflação global aumenta. Assim, os bancos centrais do mundo inteiro devem aumentar os juros para tentar conter o dragão. 

Quanto maior o juros, maior o retorno de investimentos seguros, como os Treasuries, e menor o apelo de ativos de risco, como as criptomoedas. Então, os investidores tendem a levar o dinheiro para um investimento onde possam ter lucros sem correr grandes riscos.

Além disso, juros altos significam taxas de empréstimos mais altas, afetando empresas de tecnologia - como as que estão por trás de projetos de criptomoedas. Isso porque são companhias em crescimento demandam investimentos para seguir se desenvolvendo no longo prazo. 

E aí está o pulo do gato: essas correlações que ligam o petróleo ao mundo cripto mostram a importância de diversificar o patrimônio: quem tem bitcoin na carteira está perdendo dinheiro - pelo menos por ora -, mas se tiver ativos que replicam o preço do petróleo, está equilibrando as perdas com lucros da commodity.

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Nada de Petrobras (PETR4), 3R Petroleum (RRRP3), Petro Rio (PRIO3) e afins: veja 3 investimentos para surfar na alta do petróleo

Para o analista de investimentos internacionais João Piccioni, é possível capturar essa movimentação por meio do  Vanguard Energy ETF (VDE), que acompanha a valorização das maiores empresas produtoras de petróleo no mundo e acumla alta de 50% nos últimos 12 meses, disponível na bolsa de Nova York (NYSE). 

Outro fundo de índice para investir, de acordo com o analista, é o United States Oil ETF (USO), que acumula alta de 70% em um ano. No Brasil há o fundo Vitreo Petróleo, da corretora Vitreo, que já subiu mais de 36% em 10 meses. Você pode investir nele em reais.

É recomendado ler a lâmina do fundo e entender a composição desses investimentos. É importante também ficar atento às possíveis taxas, come-cotas e questões envolvendo o Imposto de Renda.

Além disso, saiba que esses 3 investimentos não querem dizer que você não deva investir em petroleiras. A depender da sua estratégia de investimentos, elas podem ser peças importantes na sua carteira de ativos. 

Ok, mas o que está por trás da alta do petróleo? Entenda os fundamentos

Questões geopolíticas estão por trás das potencial alta daqui em diante. Uma delas é o conflito entre Rússia e Ucrânia, que deve manter o preço do gás natural  volátil, uma vez que o país comandado por Vladimir Putin hoje é o maior fornecedor de energia na região: 35% do gás consumido na Europa provém dos russos.

Além disso, existem dois agravantes: o nível historicamente baixo de reserva da commodity no continente europeu — que está 15 pontos percentuais abaixo da média dos últimos dez anos — e os dois meses mais frios do inverno na região. O receio é de que a Europa enfrente dificuldades no fornecimento de gás nos próximos meses.  

Fontes do setor apontam que os estoques globais também estão baixos, em níveis insuficientes para fazer frente aos volumes russos. Só que um forte aumento no gás natural poderia forçar a substituição da matéria-prima pelo petróleo. No passado, o comum era o caminho contrário: por conta dos altos preços do petróleo, os consumidores procuravam refúgio no gás natural. 

Houve também um ataque terrorista nos Emirados Árabes, que causou explosões em tanques de combustíveis e matou três pessoas. O país é um dos maiores produtores de petróleo do mundo, produzindo cerca de 4 milhões de barris por dia, e um problema maior na região traria ainda mais pressão ao preço da commodity.

Além disso, à medida que as complicações ligadas à variante Ômicron parecem diminuir, a vacinação contra covid se intensifica no mundo todo, o que deve conduzir a uma retomada da economia e isso, por sua vez, deve fazer com que a demanda por petróleo aumente. De acordo com o analista João Piccioni, é improvável que os países da Opep consigam suprir esse fluxo da reabertura, o que pode impulsionar os preços. 

Nesse contexto, a lei da oferta e procura entra em cena: redução da oferta + aumento na demanda = possível alta nos preços. Especialistas ouvidos pelo Seu Dinheiro destacam que “não faz sentido deixar de expor ao petróleo neste momento”. 

Veja também - "É irracional deixar de investir em petróleo neste momento": preço da commodity bate recordes e tem potencial para chegar aos US$ 100 por barril; entenda

Desde o começo do ano, o preço do barril do Brent já apresenta uma alta de 13%, sendo negociado na casa do US$ 88, maior preço desde 2014. De acordo com o analista da Empiricus, Enzo Pacheco, é possível que o valor chegue a US$ 100, um potencial de alta de 15%. Veja em nossa página do Instagram, aproveite para nos seguir por lá (basta clicar aqui):

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