Efeitos da flexibilização da política de “covid zero”? Inflação avança na China; entenda
A China registrou uma alta de 2,5%, em junho, no Índice de Preços ao Consumidor, que mede a inflação; alta dos combustíveis é um dos “vilões”

A inflação, uma velha inimiga da economia, tem avançado em todo o mundo com a alta dos preços de alimentos e combustíveis — inclusive na China.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do país avançou 2,5% em junho, na comparação anual, informou neste sábado o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês).
O resultado representa uma aceleração em comparação a alta de 2,4% em maio. O CPI também ficou estável, em relação ao mês anterior.
Apesar do avanço do índice inflacionário, a China segue contendo a alta dos preços em comparação com outros países, sobretudo, na Europa e nos EUA.
Vale ressaltar que a China tem flexibilizado as medidas de isolamento social, impostas pela política "covid zero". No final de junho, o governo anunciou a redução de quarentena para turistas de 21 para 10 dias.
China: Inflação sobe, mas a pressão segue em controle
O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) desacelerou pelo oitavo mês consecutivo, o que sugere que a pressão inflacionária sobre a economia em geral está moderada.
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O PPI subiu 6,1% em junho, na comparação anual, após subir 6,4% em maio. Em outubro, a alta anual do PPI estava em 13,5%. Ante o mês de maio, o PPI ficou estável em junho.
A aceleração da inflação ao consumidor em junho foi puxada por preços mais altos de gasolina e combustível em geral, bem como de alimentos, segundo a agência de estatísticas da China.
Os preços de passagens aéreas e hotéis também subiram, com impulso nos gastos diante do relaxamento das restrições pela covid-19.
Economistas esperam que a inflação na China ganhe mais fôlego nos próximos meses, conforme sua economia se recupera. Segundo eles, a inflação deve atingir seu pico por volta de setembro, em cerca de 3% ou menos.
Flexibilização da "covid zero"
O país asiático anunciou o maior passo para afrouxar as medidas de controle sanitário que estão em vigor há mais de dois anos.
As restrições chinesas se intensificaram no fim de março de 2020, quando a covid-19 passou a se espalhar rapidamente pelo exterior, enquanto a situação na China entrava sob controle.
De acordo com a Comissão Nacional de Saúde chinesa, a partir de 28 de junho, o período de quarentena exigido para viajantes internacionais será bem menor — de 10 dias, sendo sete dias de isolamento em hotéis, após chegar ao mais, acrescidos de três dias antes de "explorar" a China.
O novo prazo também servirá para pessoas próximas de casos confirmados da covid na China, com sete dias em quarentena centralizada e três dias de monitoramento em casa.
A medida do governo chinês está alinhada com a flexibilização do período de quarentena em Hong Kong, que também exige a quarentena de sete dias nos hotéis.
*Com informações de CNBC, Estadão Conteúdo e Financial Times
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