Com Bancos Centrais de olho no bitcoin (BTC), maior criptomoeda do mundo cai 6% antes de falas de Jerome Powell hoje; entenda
Entenda por que você deveria acompanhar as falas de Jerome Powell, Christine Lagarde e outros presidentes de BCs do mundo

O bitcoin (BTC) já viveu momentos melhores. Fora dos radares de grandes empresas e dos Bancos Centrais do mundo, as criptomoedas tiveram uma dinâmica própria nos seus primeiros anos de existência — inclusive, com dias de desempenho oposto às bolsas internacionais.
Mas o tempo passou, empresas e instituições passaram a se expor ao mercado de criptomoedas. Até mesmo investidores menores começaram a comprar bitcoin e outras moedas digitais — o que exigiu uma ação rápida dos órgãos reguladores.
Assim, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), Christine Lagarde, sua equivalente do Banco Central Europeu (BCE) e outras autoridades começaram em 2022 a falar de criptomoedas.
Confira o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje — e entenda por que acompanhar as falas de chefes de BCs passou a ser importante para quem acompanha o mercado de ativos digitais:
# | Nome | Preço | 24h % | 7d % |
1 | Bitcoin (BTC) | US$ 19.064,70 | -6,05% | -0,85% |
2 | Ethereum (ETH) | US$ 1.304,53 | -6,39% | -3,83% |
3 | Tether (USDT) | US$ 1,00 | 0,01% | -0,02% |
4 | USD Coin (USDC) | US$ 1,00 | 0,00% | 0,00% |
5 | BNB (BNB) | US$ 273,47 | -3,68% | 1,19% |
6 | XRP (XRP) | US$ 0,4289 | -8,94% | 6,38% |
7 | Binance USD (BUSD) | US$ 0,9999 | 0,08% | 0,04% |
8 | Cardano (ADA) | US$ 0,4327 | -5,34% | -4,48% |
9 | Solana (SOL) | US$ 32,60 | -6,88% | 1,15% |
10 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,5943 | -4,41% | 1,32% |
Bitcoin X Bancos Centrais
Existem algumas teorias que cercam o mercado de criptomoedas. Apesar do nome “moedas”, muitos países entendem que se tratam de commodities — como ouro, petróleo, etc.
Essa diferenciação é importante porque está diretamente ligada ao órgão que deve reger o mercado.
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Nos Estados Unidos, por exemplo, existe uma disputa — que por vezes se reflete na delegação de responsabilidades — entre a SEC, a CVM americana, e a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, em inglês).
Até mesmo a secretária do Tesouro, Janet Yellen, e o presidente dos EUA, Joe Biden, não conseguem chegar a um acordo sobre diretrizes para regular esse mercado.
Enquanto isso, Powell precisa lidar com a pior inflação dos últimos 40 anos. O chefe do Fed se limita a exigir uma regulação para esse mercado, mas não entra muito na questão.
Então, porque acompanhar os BCs se eu invisto em criptomoedas?
A chegada de grandes empresas ao mercado de criptomoedas aproximou dois universos: o das bolsas e o mundo cripto.
O índice que mede a correlação entre esses dois universos chegou muito próximo de 1 — o que indica, grosso modo, que esses dois ativos reagem às notícias da mesma maneira com a mesma dinâmica.
E o que influencia as ações de tecnologia — como é o caso dos juros mais altos em todo planeta — também tende a pressionar as criptomoedas.
Mais uma camada de preocupação para as criptomoedas
Por fim, por se tratar de um mercado ainda pouco regulado, as criptomoedas contam com níveis adicionais de insegurança para o investidor. Vale lembrar que, só em 2022, tivemos:
- Congelamento de tokens em plataformas como a Celsius;
- Desaparecimeto da criptomoeda Terra (LUNA);
- Falência da Voyager;
- Falência do fundo de criptomoedas Three Arrows Capital (3AC).
Esses são apenas alguns exemplos do efeito nocivo das criptomoedas na economia popular. Em outras palavras, o investidor deve tomar cuidado ao investir nesse universo.
Vale ressaltar que a volatilidade das criptomoedas serve tanto para quedas quanto para novos períodos de alta. Quando o mercado de modo global se recuperar — sabe-se lá exatamente quando —, os ativos digitais devem ter um desempenho acima das bolsas, de acordo com as expectativas do mercado.
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