🔴 ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES DE GRAÇA – ACESSE AQUI

A Selic parou de subir? Uma ação de shopping deve aproveitar os futuros cortes nos juros — veja qual

Quem sofreu com a alta também deve se beneficiar da queda, não é mesmo? E essa administradora de shopping pode aproveitar o novo cenário dos juros

23 de setembro de 2022
6:03 - atualizado às 16:59
Escadas rolantes de shoppings centers com pessoas subindo e descendo | Iguatemi Multiplan MULT3 brMalls BRML3 Aliansce Allos ALSO3 Selic VISC11 XPML11
Imagem: Shutterstock

Depois de doze altas consecutivas da Selic, o Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa de juros inalterada na última quarta-feira (21)

Fonte: Banco Central do Brasil

Pela primeira vez em mais de um ano, o comitê não subiu os juros, o que naturalmente levanta perguntas do tipo: será que o ajuste para cima acabou? Quando a Selic voltará a cair?

Ao que tudo indica, as altas parecem ter acabado mesmo. Dado o tom ainda preocupado do BC, porém, os juros só devem começar a cair depois da metade de 2023. 

Em termos práticos, isso significa que os custos dos empréstimos vão parar de subir, mas ainda devem demorar um pouco para cair. 

Mas e quando isso começar a acontecer, quem serão os maiores beneficiados?

Os últimos serão os primeiros: indexados ao CDI

Com a alta da Selic, a maioria das dívidas corporativas se tornaram mais caras também. Um bom exemplo é a administradora de shoppings Iguatemi, que sofreu com o aperto monetário no Brasil. 

Leia Também

Repare como o custo da dívida da companhia disparou nos últimos dois anos, acompanhando a alta da Selic. 

Fonte: Iguatemi

Isso aconteceu porque cerca de 87% de toda a dívida da Iguatemi é indexada ao CDI. 

Fonte: Iguatemi

Consequentemente, o gasto líquido com juros cresceu bastante também (no gráfico abaixo já estamos desconsiderando a desvalorização da Infracommerce, que também afeta as despesas financeiras). 

Chart
Fonte: Iguatemi. Elaboração: Seu Dinheiro. 

Para uma empresa que deve entregar um Ebitda de R$ 700 milhões em 2022, estamos falando de quase 40% do resultado operacional do ano indo direto para as mãos dos bancos na forma de juros. 

Mas quem sofreu com a alta também deve se beneficiar da queda, não é mesmo?

Com uma dívida líquida de R$ 1,7 bilhão e um custo de dívida equivalente a 106% do CDI, hoje cada -1 p.p. de queda na taxa Selic representa uma redução de quase R$ 20 milhões nas despesas com juros, o que ajudaria a Iguatemi a expandir o lucro e o FFO (funds from operations, resultado das operações do shopping que exclui venda de imóveis).  

Sendo assim, é importante se atentar ao indexador. Companhias com dívidas majoritariamente pré-fixadas tendem a se aproveitar muito menos do que aquelas empresas mais endividadas e com suas obrigações indexadas à taxa Selic.

Um pouco mais sobre a Iguatemi

O setor de shoppings, de uma maneira geral, "pega" muito bem esse corte por vir na taxa de juros: todas as empresas estão alavancadas e com boa parcela das dívidas indexadas à taxa de juros. 

Mas não se trata apenas de uma melhora nos resultados. As ações também tendem a negociar um pouco mais caras em ambiente de queda de juros também. Vale a pena notar no gráfico abaixo como as ações do setor negociavam com múltiplos muito maiores em janeiro de 2020, quando a Selic estava abaixo dos 5%. 

Chart
Fonte: Bloomberg

Dentre elas, gosto mais de Iguatemi, focada em shoppings com localização premium e nos públicos das classes A e B, que tendem a ser mais resilientes em períodos econômicos difíceis como o que estamos vivendo. Aliás, mesmo com inflação, aumento dos juros e perda do poder de compra da população, a receita e o ebitda da Iguatemi não param de renovar recordes, o que mostra a resiliência dos seus resultados.

Fonte: Iguatemi

Em termos de valor, a companhia segue negociando próxima dos mesmos níveis de março de 2020, quando quase todos os seus shoppings estavam fechados e ninguém sabia ao certo se poderíamos voltar a frequentar estes estabelecimentos novamente. 

Mas as vantagens vão além. Em termos de EV/m2, ela negocia abaixo de sua média, enquanto Multiplan (MULT3) não sofre o mesmo problema. 

Fonte: Iguatemi

Falando em Multiplan, a diferença de desempenho no ano é gritante e injustificada, mesmo com a Infracommerce pesando nos resultados da Iguatemi. 

Com dívidas concentradas no curto prazo e algumas oportunidades de aquisição, por enquanto, a Iguatemi não é uma grande pagadora de dividendos, mas isso deve mudar em breve, e por isso ela faz parte da série Vacas Leiteiras

Se quiser conferir todas as outras ações que fazem parte da série, deixo aqui o convite

Um grande abraço e até a semana que vem!

Ruy

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADOS HOJE

Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump

28 de março de 2025 - 14:15

Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo

27 de março de 2025 - 8:20

Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump

26 de março de 2025 - 8:22

Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair

conteúdo EQI

Selic em 14,25% ao ano é ‘fichinha’? EQI vê juros em até 15,25% e oportunidade de lucro de até 18% ao ano; entenda

25 de março de 2025 - 14:00

Enquanto a Selic pode chegar até 15,25% ao ano segundo analistas, investidores atentos já estão aproveitando oportunidades de ganhos de até 18% ao ano

TÁ NA ATA

Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar

25 de março de 2025 - 12:10

Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo

SD Select

Com a Selic a 14,25%, analista alerta sobre um erro na estratégia dos investidores; entenda

25 de março de 2025 - 10:00

A alta dos juros deixam os investidores da renda fixa mais contentes, mas este momento é crucial para fazer ajustes na estratégia de investimentos na renda variável, aponta analista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com a cabeça: Ibovespa tenta recuperação enquanto investidores repercutem ata do Copom

25 de março de 2025 - 8:13

Ibovespa caiu 0,77% na segunda-feira, mas acumula alta de quase 7% no que vai de março diante das perspectivas para os juros

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Inocentes ou culpados? Governo gasta e Banco Central corre atrás enquanto o mercado olha para o (fim da alta dos juros e trade eleitoral no) horizonte

25 de março de 2025 - 6:39

Iminência do fim do ciclo de alta dos juros e fluxo global favorecem, posicionamento técnico ajuda, mas ruídos fiscais e políticos impõem teto a qualquer eventual rali

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Dedo no gatilho

24 de março de 2025 - 20:00

Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Eles perderam a fofura? Ibovespa luta contra agenda movimentada para continuar renovando as máximas do ano

24 de março de 2025 - 8:05

Ata do Copom, balanços e prévia da inflação disputam espaço com números sobre a economia dos EUA nos próximos dias

MACRO EM FOCO

Juros nas alturas têm data para acabar, prevê economista-chefe do BMG. O que esperar do fim do ciclo de alta da Selic?

23 de março de 2025 - 12:01

Para Flávio Serrano, o Banco Central deve absorver informações que gerarão confiança em relação à desaceleração da atividade, que deve resultar em um arrefecimento da inflação nos próximos meses

O PESO DO MACRO

Co-CEO da Cyrela (CYRE3) sem ânimo para o Brasil no longo prazo, mas aposta na grade de lançamentos. ‘Um dia está fácil, outro está difícil’

23 de março de 2025 - 10:23

O empresário Raphael Horn afirma que as compras de terrenos continuarão acontecendo, sempre com análises caso a caso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Não fique aí esperando: Agenda fraca deixa Ibovespa a reboque do exterior e da temporada de balanços

21 de março de 2025 - 8:21

Ibovespa interrompeu na quinta-feira uma sequência de seis pregões em alta; movimento é visto como correção

SEXTOU COM O RUY

Deixou no chinelo: Selic está perto de 15%, mas essa carteira já rendeu mais em três meses

21 de março de 2025 - 5:42

Isso não quer dizer que você deveria vender todos os seus títulos de renda fixa para comprar bolsa neste momento, não se trata de tudo ou nada — é até saudável que você tenha as duas classes na carteira

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda sobe antes de cair: Ibovespa tenta emplacar mais uma alta após decisões do Fed e do Copom

20 de março de 2025 - 8:18

Copom elevou os juros por aqui e Fed manteve a taxa básica inalterada nos EUA durante a Super Quarta dos bancos centrais

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: As expectativas de conflação estão desancoradas

19 de março de 2025 - 20:00

A principal dificuldade epistemológica de se tentar adiantar os próximos passos do mercado financeiro não se limita à já (quase impossível) tarefa de adivinhar o que está por vir

E DEVE CONTINUAR

Renda fixa mais rentável: com Selic a 14,25%, veja quanto rendem R$ 100 mil na poupança, em Tesouro Selic, CDB e LCI

19 de março de 2025 - 19:51

Conforme já sinalizado, Copom aumentou a taxa básica em mais 1,00 ponto percentual nesta quarta (19), elevando ainda mais o retorno das aplicações pós-fixadas

CICLO CHEGANDO AO FIM?

Copom não surpreende, eleva a Selic para 14,25% e sinaliza mais um aumento em maio 

19 de março de 2025 - 19:35

Decisão foi unânime e elevou os juros para o maior patamar em nove anos. Em comunicado duro, o comitê não sinalizou a trajetória da taxa para os próximos meses

VAI OU NÃO CAI

A recessão nos EUA: Powell responde se mercado exagerou ou se a maior economia do mundo está em apuros

19 de março de 2025 - 19:32

Depois que grandes bancos previram mais chance de recessão nos EUA e os mercados encararam liquidações pesadas, o chefe do Fed fala sobre a situação real da economia norte-americana

RECUPERANDO A CONFIANÇA

Decisão do Federal Reserve traz dia de alívio para as criptomoedas e mercado respira após notícias positivas

19 de março de 2025 - 17:46

Expectativa de suporte do Fed ao mercado, ETF de Solana em Wall Street e recuo da SEC no processo contra Ripple impulsionam recuperação do mercado cripto após semanas de perdas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar