O preço importa — parte 2: Não olhe para a renda fixa antes de entender porque Itaú (ITUB4) pode dar retorno acima da Selic
O que você acharia se eu te dissesse que a ação do banco de maior sucesso do Brasil estivesse pagando algo como 16,5% ao ano?

Imagino que esteja sendo difícil para você não cair na tentação de migrar toda a sua carteira de ações para a renda fixa ao se deparar com um juro elevado e sem grandes perspectivas de queda em meio a esse cenário conturbado que estamos vivendo - com pelo menos uma notícia ruim por hora de pregão.
Se você jogou a toalha e já migrou, eu realmente não te julgo. Eu até te entendo, na verdade. Dormir tranquilo recebendo pelo menos 14 a 15% ao ano pelos próximos dois anos sem fazer nada e correndo baixo risco de calote certamente não me parece mau negócio.
E quando digo tentação, ela existe porque a oportunidade está logo ali, na palma da sua mão. É muito fácil abrir o aplicativo da sua corretora preferida e se deparar com um vasto leque de oportunidades em renda fixa. Não é preciso fazer conta nem nada, a própria oferta já te diz que retorno você vai ter ao ano em determinada aplicação.
É simples, prático e sem dor de cabeça. Basta clicar e correr pro abraço.
Se ainda não investiu em renda fixa, termine de ler este texto
Dito tudo isso, o que você acharia se eu te dissesse que a ação do banco de maior sucesso do Brasil e cujo histórico de retorno ao acionista é um dos mais fantásticos da história da bolsa estivesse pagando algo como 16,5% ao ano? Só que ao invés de ser apenas para os próximos dois anos, fosse algo para os próximos 10 anos ou mesmo pra SEMPRE?
Pois bem, no preço atual eu estimo que o Itaú Unibanco (ITUB4), o mais rentável entre os bancos privados, pode entregar um retorno de pelo menos 16,5% ao ano pra sempre se as minhas premissas se mostrarem corretas.
Leia Também
Enquanto na semana passada a 1ª conclusão do nosso estudo sobre Itaú foi que o mercado está precificando um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) ao redor de 15% para 2024 e, portanto, bem abaixo do seu histórico, hoje, a minha ideia é te mostrar que retorno o investidor está exigindo para carregar Itaú dentro de um portfólio.
Em outras palavras, qual a Taxa Interna de Retorno (TIR) embutida no preço das ações do banco.
Números na mesa
Tecnicamente falando, a TIR nada mais é do que a taxa de retorno exigida pelo investidor que torna o valor presente líquido de todos os fluxos de caixa de um investimento igual a zero. Isto é, sempre que uma decisão de investimento é tomada, é preciso levar em conta o custo de oportunidade de se investir em outro projeto, por exemplo.
Imagine o seguinte exemplo: você é dono de uma fábrica de papel e celulose e estima que um investimento de R$ 1 milhão em nova capacidade vai gerar R$ 100 mil de lucro ao ano pra sempre. A TIR nesse caso seria de 10% (100 / 10% = R$ 1 milhão).
No cálculo de valuation do Itaú (ou de qualquer ação), a TIR é a taxa de desconto (ou o Ke, custo de capital) que "zera" o potencial de valorização da ação.
Ou seja, ao invés de calcular qual taxa de desconto deveria ser usada para descontar os fluxos futuros de caixa do Itaú e assim encontrar ou não upside para o preço da ação, nós inverteremos a equação, isto é, nós vamos estimar qual o Ke embutido no preço da ação.
Para isso recorremos ao modelo de crescimento de Gordon, fórmula introduzida na semana passada:
Preço/valor patrimonial = (ROE – g) / (Ke – g), onde:
Preço/valor patrimonial = usaremos o mesmo do consenso, atualmente em 1,2 para 2024
ROE: Retorno sobre o Patrimônio Líquido
g: crescimento do lucro líquido na perpetuidade
Ke/TIR: número que queremos encontrar
Como premissas, adotaremos:
ROE = 18%; bem abaixo do histórico do banco
g: o crescimento de lucro é uma função do ROE e do lucro retido pelo banco. Estimamos que no longo prazo o banco vai distribuir 50% do seu lucro aos acionistas e reter os outros 50%. Portanto, g = 18% * 50% = 9%.
Assim, temos que:
Preço/valor patrimonial = (ROE – g) / (Ke – g)
1,2 = (18 - 9) / (Ke - 9)
1,2Ke - 10,8 = 9
Ke = 19,8 / 1,2 = 16,5%
Ou seja, pegando como premissas o patrimônio do banco estimado pelo consenso, um ROE de longo prazo abaixo do histórico e um crescimento perpétuo de 9%, temos que o custo de capital (ou a TIR) embutida no preço da ação do Itaú está em 16,5%.
Isso não significa que o retorno não pode ficar ainda mais atrativo nos próximos dias, até porque as coisas podem piorar antes de melhorar, mas 16,5% ao ano de retorno perpétuo em um banco historicamente bem sucedido não é de se ignorar.
Abraço,
Matheus Soares
Três museus brasileiros estão entre os 100 mais visitados em 2024, mas nenhum deles é o MASP
Pesquisa feita pelo jornal especializado The Art Newspaper mostra que 2024 parece ter sido a volta aos níveis “normais” de visitações para muitos museus
Não haverá ‘bala de prata’ — Galípolo destaca desafios nos canais de transmissão da política monetária
Na cerimônia de comemoração dos 60 anos do Banco Central, Gabriel Galípolo destacou a força da instituição, a necessidade de aprimorar os canais de transmissão da política monetária e a importância de se conectar com um público mais amplo
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
O Brasil pode ser atingido pelas tarifas de Trump? Veja os riscos que o País corre após o Dia da Libertação dos EUA
O presidente norte-americano deve anunciar nesta quarta-feira (2) as taxas contra parceiros comerciais; entenda os riscos que o Brasil corre com o tarifaço do republicano
O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China
A expectativa é de que a Casa Branca divulgue oficialmente os detalhes da taxação às 17h (de Brasília). O Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que está em jogo.
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos
No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
SP–Arte 2025: ingressos, programação e os destaques da maior feira de arte da América Latina
Pavilhão da Bienal será ocupado com mostras de artistas brasileiros e estrangeiros contemporâneos e históricos dos séculos 20 e 21
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Boletim Focus mantém projeção de Selic a 15% no fim de 2025 e EQI aponta caminho para buscar lucros de até 18% ao ano; entenda
Com a Selic projetada para 15% ao ano, investidores atentos enxergam oportunidade de buscar até 18% de rentabilidade líquida e isenta de Imposto de Renda
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Últimos dias para se inscrever na Tenaris, Shopee, Ingredion, Dürr e Aon; confira essas e outras vagas para estágio e trainee com bolsa-auxílio de até R$ 7 mil
Os aprovados nos programas de estágio e trainee devem começar a atuar até o segundo semestre de 2025; as inscrições ocorrem durante todo o ano
Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações
O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra