Com 2023 batendo na porta, você sabe em qual previsão sobre a bolsa e o mercado financeiro acreditar?
Hoje, o rali pós-eleições está morto e enterrado e está claro qual das previsões chegou mais perto da real; entenda a situação

“Fazer previsões é muito difícil, principalmente se elas forem sobre o futuro.” O autor dessa frase é desconhecido, mas no mercado financeiro brasileiro ela já pode ser considerada senso comum e domínio público, principalmente em momentos como o atual, no qual algo que era dado como certo não acontece.
Hoje ela anda sendo repetida pelas esquinas da Faria Lima por causa do previsto e esperado, mas até o momento ausente, rali pós-eleições.
O mercado financeiro após as eleições
Antes de 2 de outubro, data do primeiro turno, fazia todo sentido esperar que a bolsa brasileira subisse depois das eleições, uma vez que a incerteza política sairia de cena.
As companhias brasileiras tinham boas performances, os demais emergentes estavam metidos em guerras (Rússia e Ucrânia entre si e China contra a covid) e o mundo desenvolvido se debatia tentando segurar a inflação, coisa que o Brasil já fizera.
No dia 4 de outubro, quando a vitória de Lula no primeiro turno estava descartada e o Congresso parecia muito mais à direita do que se imaginava, parecia ser questão de tempo para o rali chegar.
Houve quem dissesse que ele já havia começado no próprio dia 4, mas foi fogo de palha.
Leia Também
Os homens de Lula
Acontece que algo também muito previsível começou a se desenrolar depois do segundo turno: o Brasil começou a agir como o aluno medíocre que sempre foi, aquele que só se esforça por uma nota 5 quando está quase repetindo de ano.
Primeiro Lula começou a esconder o jogo dos ministros, o que ainda deixava alguns esperançosos de que, assim que um ministro da Fazenda simpático ao mercado e fiscalista fosse anunciado, o rali chegaria.
Mas o que o presidente eleito fez foi sepultar de vez essa hipótese ao abrir uma caixa de Pandora do Desenvolvimentismo com Mercadante no BNDES e Haddad na Fazenda (feita a ressalva de que Haddad foi responsável com as contas públicas na Prefeitura de São Paulo, reconheça-se que não é um nome do mercado como Paulo Guedes).
Enquanto isso, até os liberais do Congresso votaram a favor de uma emenda para mudar as leis das estatais patrocinada pelo próximo governo.
Fim do rali pós-eleições na bolsa
Hoje, quase Natal, o rali pós-eleições está morto e enterrado (do primeiro turno até hoje, o Ibovespa perdeu 7,8%, praticamente os mesmo 107 mil pontos de 30 de setembro) e está claro qual das previsões chegou mais perto da real.
Cabe ao investidor aprender com o que aconteceu e não cair na armadilha de esquecer que do presente, é muito fácil parecer que tudo era óbvio.
Não se esqueça que a profissão mais fácil do mundo é a de engenheiro de obra pronta.
Um abraço,
Renato Santiago
Não haverá ‘bala de prata’ — Galípolo destaca desafios nos canais de transmissão da política monetária
Na cerimônia de comemoração dos 60 anos do Banco Central, Gabriel Galípolo destacou a força da instituição, a necessidade de aprimorar os canais de transmissão da política monetária e a importância de se conectar com um público mais amplo
Genial/Quaest: Aprovação do governo Lula atinge pior nível desde janeiro de 2023 e cai inclusive no Nordeste e entre mulheres
As novas medidas anunciadas e o esforço de comunicação parecem não estar gerando os efeitos positivos esperados pelo governo
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
O Brasil pode ser atingido pelas tarifas de Trump? Veja os riscos que o País corre após o Dia da Libertação dos EUA
O presidente norte-americano deve anunciar nesta quarta-feira (2) as taxas contra parceiros comerciais; entenda os riscos que o Brasil corre com o tarifaço do republicano
O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China
A expectativa é de que a Casa Branca divulgue oficialmente os detalhes da taxação às 17h (de Brasília). O Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que está em jogo.
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Petrobras faz parceria com BNDES e busca rentabilidade no mercado de créditos de carbono
Protocolo de intenções prevê compra de créditos de carbono de projetos de reflorestamento na Amazônia financiados pelo Banco
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
SP–Arte 2025: ingressos, programação e os destaques da maior feira de arte da América Latina
Pavilhão da Bienal será ocupado com mostras de artistas brasileiros e estrangeiros contemporâneos e históricos dos séculos 20 e 21
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Últimos dias para se inscrever na Tenaris, Shopee, Ingredion, Dürr e Aon; confira essas e outras vagas para estágio e trainee com bolsa-auxílio de até R$ 7 mil
Os aprovados nos programas de estágio e trainee devem começar a atuar até o segundo semestre de 2025; as inscrições ocorrem durante todo o ano
Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações
O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março
A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%
Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3
A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”