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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

Segredos da Bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas internacionais reagem mal à disparada de inflação na China e caem pela manhã; Ibovespa acompanha ‘novo cálculo da rota’ do Banco Central

A temporada de balanços nos Estados Unidos começa esta semana e as movimentações políticas no Brasil agitam ainda mais os negócios

Renan Sousa
Renan Sousa
11 de abril de 2022
7:57 - atualizado às 8:04
Inflação
Acompanhe o que movimenta bolsa, dólar e Ibovespa esta semana.Imagem: Shuttertstock

A semana mais curta em virtude do feriado da Sexta-feira da Paixão começa com as bolsas internacionais de olho nas falas de diversos dirigentes do Federal Reserve, o Banco Central americano. Por aqui, o Ibovespa também aguarda palestra do presidente do nosso BC, Roberto Campos Neto. 

Depois que o IBGE divulgou que a inflação de março acelerou o passo, a autoridade monetária local deve realizar um aperto monetário ainda maior para conter a alta nos preços.

De acordo com o instituto, o IPCA de março subiu 1,62%, acima das projeções; por sua vez, o ciclo de aumento dos juros básicos não deve acabar nos 12,75%, como eram os planos do BC.

Enquanto isso, o clima eleitoral começa a esquentar antes do pleito em outubro. Os candidatos da chamada terceira via buscam um nome para orbitar, enquanto o atual presidente, Jair Bolsonaro, e seu principal opositor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lideram as pesquisas.

Com isso, o Ibovespa encerrou o pregão da última sexta-feira (08) em queda de 0,45%, aos 118.322 pontos, um recuo acumulado de 2,67% na semana. Por sua vez, o dólar à vista fechou aquele dia em baixa de 0,67%, a R$ 4,7089, revertendo o comportamento que havia exibido ao longo da manhã e acumulando uma alta de 0,89% na semana. 

Saiba o que movimenta a bolsa, o dólar e o Ibovespa hoje:

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Bolsas pelo mundo pressionadas

Os índices asiáticos encerraram o pregão desta segunda-feira em queda, com o avanço da covid-19 na maior economia da região. A China ainda divulgou os dados inflacionários, que também vieram acima das projeções.

O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 1,5%, acima das projeções de 1,2%, enquanto o indicador de preços ao produtor (PPI) aumentou 8,3% em março, superior às projeções de 8,0%. 

Já no Velho Continente, as eleições na França colocaram o atual presidente, Emmanuel Macron, e sua principal opositora de extrema-direita, Marine Le Pen, no segundo turno das votações. Com isso, a cautela derrubou as bolsas por lá nesta manhã.

Por fim, os futuros de Nova York também permanecem pressionados e apontam para uma abertura no vermelho antes de uma semana recheada de eventos importantes. 

Commodities em queda

A principal commodity energética do mundo sofreu uma descompressão na manhã desta segunda-feira. Com a injeção de reservas internacionais e perspectivas de baixa demanda da China, o petróleo recua nas primeiras horas de hoje. 

O barril do Brent, utilizado como referência internacional, caiu 2,47%, negociado a US$ 100,22; enquanto isso, o WTI caía 2,67%, cotado a US$ 95,62.

Na próxima terça-feira (12), o relatório da Opep pode trazer novidades sobre a produção de petróleo, o que pode trazer surpresas ao investidor. 

O que movimenta as bolsas no exterior

As falas de dirigentes do Fed ao longo da semana devem colocar os negócios em compasso de espera nos próximos dias. A inflação galopante em todos os países do mundo deve alterar os planos de grandes Bancos Centrais, enquanto os investidores tentam se antecipar ao aperto monetário. 

Além disso, nesta semana começa a temporada de balanços nos EUA. Nomes como Black Rock, JP Morgan, Wells Fargo e Goldman Sachs divulgam seus resultados do último trimestre nos próximos dias. 

Ainda nesta semana os Estados Unidos divulgam o índice preços ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) de março. Por último, a semana mais curta pode reduzir a liquidez dos negócios. 

Ibovespa contra a inflação

Após o dado de março romper com o teto de 1,44% das estimativas, diversas instituições financeiras recalibraram o ritmo de aperto monetário para o Brasil. 

As previsões menos otimistas do Bank of America estimam que a inflação deve terminar o ano em 4,5%, enquanto o Itaú espera que o ciclo da Selic acabe em 13,25% — e não mais em 12,75%, como esperava o BC. 

No entanto, o índice de preços pode ter atingido seu pico neste mês, como defende o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que discursa em evento nesta segunda-feira.

O Brasil deve sentir uma deflação nos próximos meses, com o alívio da conta de luz e do dólar. Por outro lado, a guerra na Ucrânia pode continuar pressionando as cotações do petróleo — consequentemente dos combustíveis, principal vilão da inflação nos últimos meses.

Greve dos servidores suspende divulgação de indicadores

A continuidade da greve dos servidores do Banco Central adiou a divulgação do Boletim Focus desta segunda-feira. Somado a isso, a publicação da prévia do PIB, o IBC-Br, que estava marcada para esta semana, também foi suspensa. 

A elite do funcionalismo público, encabeçada pelo Banco Central e pelos funcionários da Receita Federal, exigem um reajuste que recomponha as perdas inflacionárias do governo Bolsonaro. 

Por sua vez, o presidente prometeu um reajuste apenas aos policiais federais, tidos como base eleitoral do governo. A disputa por aumento de salários culminou na greve que já caminha para sua segunda semana. 

Petrobras no foco do Ibovespa

Está marcada para quarta-feira (13) a assembleia que decidirá o novo nome da presidência da estatal de petróleo brasileira — e uma das maiores empresas da bolsa.

José Mauro Coelho é o nome que deve chefiar a Petrobras (PETR4), enquanto Márcio Weber foi o escolhido pelo governo para o cargo de presidente do conselho de administração da empresa. Ambos precisam ser aprovados pela Assembleia da quarta-feira. 

A perspectiva é de que os nomes sejam aprovados, tendo em vista que ambos foram elogiados por entidades do mercado. 

E os indicadores que mexem com o Ibov

Nesta semana, o volume de serviços do IBGE deve dar início à semana de divulgação de indicadores. Com o IBC-Br — que estava marcado para a quinta-feira (14) — suspenso, permanecem em foco os dados do varejo na quarta-feira (13). 

Somado a isso, as movimentações políticas ficam no radar do investidor nos próximos dias. 

Agenda da semana

Segunda-feira (11)

  • FGV: IPC-S Capitais de abril (8h)
  • Estados Unidos: Presidente do Fed de Atlanta participa de evento (10h30)
  • Estados Unidos: Presidente do Fed de Chicago participa de evento (12h30)
  • Estados Unidos: Presidente do Fed de Nova York participa de evento (13h)
  • Secex: Balança comercial semanal (15h)

Terça-feira (12)

  • IBGE: Volume de serviços em fevereiro (9h)
  • Estados Unidos: CPI e Núcleo do CPI de março (9h30)
  • Estados Unidos: Lael Brainard, diretora do Fed, discursa na Wall Street Journal Jobs Summit (13h10)
  • Estados Unidos: Presidente do Fed da Filadélfia participa de evento (14h)
  • Áustria: Relatório mensal da Opep (sem horário específico)

Quarta-feira (13)

  • China: Balança comercial de março (0h)
  • IBGE: Varejo ampliado e restrito em fevereiro (9h)
  • Estados Unidos: PPI e Núcleo do PPI de março (9h30)
  • Estados Unidos: Estoques de petróleo (11h30)

Quinta-feira (14)

  • Estados Unidos: Vendas no varejo de março (9h30)
  • Estados Unidos: Pedidos de auxílio desemprego (9h30)
  • Estados Unidos: Sentimento do consumidor em abril (11h)
  • Estados Unidos: Presidente do Fed de Cleveland participa de evento (15h30)
  • Estados Unidos: Presidente do Fed da Filadélfia participa de evento (19h)

Sexta-feira (15)

  • Feriado da Sexta-Feira da Paixão mantém mercados financeiros fechados no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Itália
  • Estados Unidos: Índice de atividade industrial Empire State de abril (9h30)
  • Estados Unidos: Produção industrial de março (10h15)

Balanços da semana

Confira o calendário completo de balanços aqui.

Quarta-feira (13)

  • BlackRock (Estados Unidos)
  • JP Morgan (Estados Unidos)

Quinta-feira (14)

  • Citigroup (Estados Unidos)
  • Wells Fargo (Estados Unidos)
  • Goldman Sachs (Estados Unidos)
  • Morgan Stanley (Estados Unidos)

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