Por que a Petrobras (PETR4) cai forte hoje mesmo com o petróleo nas alturas?
Com o temor de que o governo faça uma intervenção na política de preços da Petrobras, as ações da estatal caem forte

Não existe uma forma de medir no ar a escalada de tensão entre a Rússia e a Ucrânia, mas observar o comportamento do mercado de petróleo dá uma boa ideia do que ocorreu nos últimos meses. A possibilidade de uma queda na oferta russa – uma das maiores do mundo – tem impacto direto no preço do barril da commodity e também na movimentação das ações da Petrobras (PETR4).
Nos últimos três meses os atritos que se arrastam há anos se intensificaram e culminaram na invasão da Ucrânia pelas tropas russas. No mesmo período,o barril do petróleo tipo Brent, utilizado pela Petrobras como referência na sua política de preços, saltou da faixa dos US$ 70 para os US$ 120, uma alta de mais de 70% nos preços – e no descontentamento do governo brasileiro com o preço dos combustíveis.

A origem desse desagrado não vem do leste europeu. Desde o início da pandemia do coronavírus, a alta do preço da commodity tem sido assunto delicado em todo o mundo, já que o aumento dos preços dos combustíveis pressiona a inflação e pesa no bolso do consumidor.
Em momentos assim, os investidores brasileiros sempre voltam o olhar para a Petrobras, temendo que o governo adote medidas intervencionistas para impedir que a estatal acompanhe a paridade internacional dos preços e repasse o aumento do barril do petróleo e do dólar para o consumidor.
Você deve se lembrar que nos últimos meses o governo tentou reverter a situação por meio de propostas de emendas à Constituição (PEC) que viabilizariam a isenção de impostos, mas os textos não foram bem recebidos no Congresso e acabaram sendo escanteados, mas isso pode estar perto de mudar.
A guerra na Ucrânia e a possibilidade de que a oferta de petróleo russo seja fortemente impactada por sanções econômicas em todo o mundo fez com que a cotação do barril de petróleo atingisse máximas de mais de dez anos nos últimos dias.
Leia Também
Se por um lado isso significa que as ações da petroleiras surfam um bom momento com a perspectiva de ganhos maiores, o descontentamento do presidente Jair Bolsonaro e a perspectiva de que mudanças na Petrobras e outros subsídios ao setor voltem à pauta pressionam as ações da estatal.
Nesta segunda-feira (07), por volta das 17h, o Brent operava em alta de quase 5%, mas, no mesmo horário, as ações da Petrobras recuavam fortemente. As ações de PETR4 caiam 6,75%, a R$ 31,87, e as de PETR3 tinham queda de 8,09%, a R$ 33,90. Acompanhe a nossa cobertura de mercados.
Por que as ações da Petrobras caem?
Com o petróleo nas alturas, a pressão sobre o nível atual dos preços dos combustíveis volta a gerar incômodo na classe política.
Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que irá discutir o salto dos preços do petróleo em uma nova reunião com os ministros da Economia e Minas e Energia, e a própria Petrobras. Nas palavras do presidente, a política de preços da estatal não pode continuar. “Se for repassar isso tudo para o preço dos combustíveis, tem que dar aumento de 50% e não é admissível”.
A crise na Ucrânia traz de volta as conversas sobre a possibilidade de subsídios, mas a equipe econômica acredita que mudanças na forma de tributação dos combustíveis podem ser suficientes para aliviar a pressão para os consumidores em uma forma de aliviar a popularidade do presidente.
No fim de semana, o executivo Luiz Rodolfo Landim foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a presidência do conselho de administração da Petrobras. Landim já foi presidente da BR Distribuidora (atual Vibra) entre 2003 e 2006. A aprovação do nome de Landim deve acontecer na Assembleia Geral Ordinária do dia 13 de abril.
Para Régis Chinchila, analista de investimentos da Terra Investimentos, a mudança no conselho está ligada a essa pressão que tem sido feita à gestão da estatal e traz preocupação ao mercado. A equipe da Ajax Investimentos tem um posicionamento semelhante e aponta que a escolha seja técnica e Landim tenha conhecimento sobre o mercado de petróleo, o momento é delicado e o questionamento da política de preços adiciona pressão à mudança.
O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar
Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
Brava (BRAV3) despenca 10% em meio à guerra comercial de Trump e Goldman Sachs rebaixa as ações — mas não é a única a perder o brilho na visão do bancão
Ações das petroleiras caem em bloco nesta quinta-feira (3) com impacto do tarifaço de Donald Trump. Goldman Sachs também muda recomendação de outra empresa do segmento e indica que é hora de proteção
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Petrobras faz parceria com BNDES e busca rentabilidade no mercado de créditos de carbono
Protocolo de intenções prevê compra de créditos de carbono de projetos de reflorestamento na Amazônia financiados pelo Banco
Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3
A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como