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Flavia Alemi

Flavia Alemi

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.

Fã ou hater?

O Nubank (NUBR33) vai calar a boca dos críticos? Saiba o que esperar dos resultados do 1T22 do banco digital

Nubank é um daqueles papéis que costumam gerar um comportamento binário dos investidores, a exemplo de Oi (OIBR3) e IRB (IRBR3): ou você é fã, ou é hater.

Flavia Alemi
Flavia Alemi
16 de maio de 2022
6:10 - atualizado às 9:28
Tela de celular mostra abertura de aplicativo do banco digital Nubank (NUBR33)
Imagem: Shutterstock

No clube dos arrependidos de colocar dinheiro na oferta pública (IPO) do Nubank (NUBR33), certamente existe uma maioria que torce pela recuperação das ações. Seja para vender assim que recuperar o investimento, seja porque realmente acredita no banco digital.

De uma maneira ou de outra, todos assistem estarrecidos à desvalorização de um papel que chegou a ser o banco mais valioso da América Latina e hoje vale a metade do Itaú. Apenas neste ano, a ação do Nubank acumula queda de 52%, com o preço bem distante das cotações máximas logo após o IPO.

Mas será que tem volta? É para responder a essa pergunta que os analistas vão se debruçar sobre os resultados da fintech no primeiro trimestre deste ano. A publicação aconteceu na noite de segunda-feira e você pode conferir todos os detalhes aqui.

Vamos detalhar o que os analistas estão esperando para o resultado e o que pode mexer com a ação.

Nubank: fã ou hater?

O Nubank é um daqueles papéis que costumam gerar um comportamento binário dos investidores, a exemplo de Oi (OIBR3) e IRB (IRBR3): ou você é fã, ou é hater.

Quando estreou na Nasdaq, em dezembro do ano passado, o Nubank teve enorme espaço no noticiário de negócios. Todos estavam interessados no roxinho, principalmente porque o negócio deu lucro pela primeira vez às vésperas do IPO.

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A ação do Nubank chegou valendo US$ 9 na Bolsa de Nova York (Nyse), enquanto o BDR (Brazilian Depositary Receipt) negociado na B3 saiu a R$ 8,38. Na época, a fintech foi avaliada em exuberantes US$ 41,4 bilhões. .

O frenesi era geral.

Enquanto todos estavam ouriçados com o Nubank, eu me lembrava de uma frase, atribuída a Nelson Rodrigues, que meu irmão tinha colada no vidro do carro muitos anos atrás: toda unanimidade é burra.

Não demorou muito para que o entusiasmo com a fintech minguasse.

É banco ou tech?

Será que a euforia acabou porque o Nubank é, de fato, uma empresa ruim? Não é o que pensam os analistas que cobrem a companhia.

Uma das contas que deve seguir em alta é o número de clientes. Nas contas do Itaú BBA, o Nubank deve ter ganhado mais de 5 milhões de clientes no primeiro trimestre e fechado o período com 59,25 milhões.

Assim, de acordo com a Bloomberg, de 18 bancos e casas de análise, 10 recomendam compra do papel e apenas quatro recomendam vender. Os outros quatro indicam manutenção.

O Goldman Sachs, por exemplo, notou que as ações do Nubank estão mais correlacionadas com as empresas americanas de tecnologia do que com as empresas brasileiras refletidas no EWZ, o fundo de ações  brasileiras negociado em dólar na bolsa de valores dos Estados Unidos.

Além disso, o banco também vê pouca relação entre o Nubank e os títulos públicos brasileiros (bonds).

“Portanto, o preço da ação parece ser mais afetado pela aversão a risco a nomes de tecnologia/crescimento do que com preocupações com a macroeconomia brasileira”, apontou o Goldman Sachs em relatório.

Até mesmo os analistas que recomendam a venda das ações reconhecem que os méritos do Nubank ao desafiar os grandes bancos e criar um produto amado pelos clientes.

Mas nada disso muda o fato de que o Nubank é uma instituição financeira que dá prejuízo.

Como se não bastasse, a empresa se viu envolvida em uma série de polêmicas recentes, incluindo a remuneração quase bilionária para o CEO e fundador, David Vélez.

O Nubank vai dar lucro?

Não no primeiro trimestre de 2022, de acordo com os analistas ouvidos pela FactSet. A estimativa é de que o Nubank tenha prejuízo de US$ 77 milhões no período.

Caso a projeção se confirme, o resultado representaria um aumento de 16,6% no prejuízo em relação ao quarto trimestre. Como o Nubank não publicou os balanços anteriores ao IPO, não temos como fazer a comparação anual.

Com a mediana do FactSet apontando para prejuízo de US$ 77 milhões, é importante ressaltar que há quem estime resultado pior e também melhor.

O UBS BB, por exemplo, estima prejuízo maior que a mediana, de US$ 106 milhões. 

Já o Goldman Sachs prevê redução do prejuízo para US$ 51 milhões. Parte da melhora seria sustentada pela desvalorização do dólar no primeiro trimestre. Vale lembrar que a maior parte das receitas e gastos do Nubank está em real, mas a moeda utilizada para o balanço é o dólar.

Não parece que o Nubank seja comparável aos bancões brasileiros, ao menos na linha do lucro.

No primeiro trimestre, Santander (SANB11), Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) reportaram lucro líquido somado de R$ 24,76 bilhões. Isso significa uma alta de 13,57% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Mas se o lucro não é uma métrica comparável, podemos, então, colocar uma lupa sobre o índice de inadimplência.

Inadimplência deve subir

Mesmo com uma exposição grande a clientes de baixa renda, notadamente os que têm maior risco de atrasar contas, o Nubank tem um índice de inadimplência melhor que a média do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

No quarto trimestre, enquanto a média do SFN foi de 5,0%, a inadimplência no Nubank atingiu 3,5%.

Não há um motivo único que explique porque a inadimplência do Nubank é baixa.

Parte disso se deve, segundo analistas, ao crescimento do portfólio. No entanto, competidores como o Inter (BIDI11) têm crescimento similar e inadimplência mais alta.

Ao mesmo tempo, o Nubank tem uma parcela muito maior de recebíveis de cartão sem juros que o SFN. Eles têm um índice de inadimplência zero e, portanto, reduzem o índice geral de inadimplência.

Além disso, o UBS BB acredita que o baixo nível de empréstimos rotativos no Nubank tem a ver com a abordagem de crédito diferenciada, que consiste em conceder um limite de crédito muito baixo e que vai aumentando com o tempo.

“Observe que o Nubank menciona em seu site que uma das maneiras de obter um limite de crédito maior é pagar todo o saldo do cartão de crédito em dia. Isso provavelmente desencoraja o uso de empréstimos rotativos por clientes que estão tentando aumentar seu limite de crédito”, diz o UBS BB.

Mas isso não significa que o Nubank vai passar ileso a um aumento da inadimplência no primeiro trimestre. 

A linha foi o destaque negativo entre janeiro e março nos bancos tradicionais, com todos vendo os atrasos de mais de 90 dias aumentarem. Segmentando entre empresas e clientes pessoas físicas, nota-se uma alta mais forte da inadimplência no segundo grupo.

Para o Itaú BBA, o índice de inadimplência do Nubank deve subir 0,6 ponto percentual , para 4,1%. O Goldman Sachs vê crescimento mais modesto, para 3,8%. Já o UBS BB acredita em redução, para 3,1%

A divulgação do balanço, portanto, pode ser a oportunidade que o Nubank tanto precisa para calar — pelo menos temporariamente — os críticos do negócio da fintech. Isso, é claro, se os números que saírem logo após o fechamento dos mercados vierem favoráveis.

Recomendação dos analistas para ações do Nubank

BancoRecomendaçãoPreço-alvoPotencial de alta
UBS BBCompraUS$ 11,50+138,6%
Goldman SachsCompraUS$ 12,00+148,9%
BTG PactualVendaUS$ 8,50+76,3%
Itaú BBAUnderperform (venda)US$ 6,60+36,9%
JP MorganNeutroUS$ 8,00+65,9%
Fonte: UBS BB, Goldman Sachs, BTG Pactual, Itaú BBA, JP Morgan

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