Magazine Luiza (MGLU3) chega a cair quase 10% após balanço fraco do 4º tri. O que aconteceu com a queridinha da bolsa?
Os analistas apontam que não existem gatilhos no curto prazo que possam fazer com que o Magazine Luiza tenha uma recuperação significativa

Parece que os dias de grande queridinha da bolsa brasileira acabaram para as ações do Magazine Luiza (MGLU3), e os números referentes ao quarto trimestre de 2021 vieram para confirmar o cenário que já se desenhava.
Inflação em alta, juros cada vez mais elevados, problemas logísticos causados pela pandemia do coronavírus e o aumento da concorrência já estavam contidos nas expectativas dos investidores para o balanço do Magalu.
Mesmo assim, a realidade se mostrou ainda pior do que o esperado, e os analistas não veem espaço para melhora no curto prazo.
A comparação com os melhores trimestres da história da empresa deixa o sabor da realidade ainda mais amargo, e o efeito dos números podem ser vistos no pregão desta terça-feira.
Desde o início do dia, os papéis de MGLU3 lideraram o movimento de queda do Ibovespa. Depois de cair quase 10%, as ações encerraram o dia com baixa de 8,63%, a R$ 4,87.
Na noite de ontem, o Magazine Luiza anunciou um prejuízo ajustado de R$ 79 milhões no quarto trimestre, contra lucro líquido ajustado de R$ 232 milhões do mesmo período do ano anterior.
Leia Também
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu mais de 50%, a R$ 243 milhões, pressionado pela queda da margem bruta e pelo aumento das despesas operacionais. Em 2021, o lucro líquido ajustado foi de R$ 114 milhões, uma queda de 70% em relação ao ano anterior.
MGLU3: Entendendo os números
Para os analistas do Itaú BBA, a lucratividade da companhia foi afetada principalmente pela provisão de estoque de R$ 395 milhões feita no trimestre anterior – antecipando o efeito futuro dos custos elevados de logística e produção na margem da empresa –, e por efeitos não recorrentes derivados de processos de sinergias e reajuste para integrar as diversas companhias adquiridas pelo Magalu, com um impacto de R$ 251 milhões.
O volume total de vendas (GMV) teve um crescimento de 17% quando comparado com o ano anterior, com o marketplace liderando o movimento de alta. O crescimento no oferecimento de serviços financeiros por meio da fintech LuizaCred pressionou as margens.
- Magazine Luiza já era? Confira a análise no vídeo:
E agora?
Em grande parte, os relatórios divulgados após o balanço do quarto trimestre mostram que os analistas estão mais cautelosos quanto ao potencial “explosivo” de crescimento do Magazine Luiza.
O Itaú BBA lembra que nos últimos dois anos a empresa foi favorecida por uma série de fatores atípicos que permitiram um grande crescimento de receita e qualidade de resultados.
“Agora que o cenário está sendo normalizado, vemos a companhia sofrendo com os impactos de uma comparação dura e a necessidade de reajustar as expectativas.
Os analistas do banco brasileiro apontam que não existem gatilhos no curto prazo que possam fazer com que a companhia tenha uma recuperação significativa.
O BTG espera que os papéis se mantenham pressionados nos próximos meses, mesmo com a queda de quase 80% desde o pico registrado em novembro de 2020.
Ainda assim, os analistas do BTG destacam que e-commerce é uma tese de investimento que segue em alta, mesmo com a inflação e a elevação de juros em escala global.
Para eles, a fórmula do sucesso pode estar na forma como o Magazine Luiza lidará com a desaceleração da venda de eletroeletrônicos, a competição acirrada que obriga descontos mais agressivos e a manutenção de sua margem de lucros.
De acordo com a plataforma Trademap, 10 casas possuem recomendação de compra para os papéis e quatro delas mantêm a posição neutra.
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação
A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita
Tarifas de Trump derrubam montadoras mundo afora — Tesla se dá bem e ações sobem mais de 3%
O presidente norte-americano anunciou taxas de 25% sobre todos os carros importados pelos EUA; entenda os motivos que fazem os papéis de companhias na América do Norte, na Europa e na Ásia recuarem hoje
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Rodolfo Amstalden: Buy the dip, e leve um hedge de brinde
Para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta
Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump
Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair
Dólar atinge o menor patamar desde novembro de 2024: veja como buscar lucros com a oscilação da moeda
A recente queda do dólar pode abrir oportunidades estratégicas para investidores atentos; descubra uma forma inteligente de expor seu capital neste momento
É hora de comprar a líder do Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) dispara mais de 17% após dados do 4T24 e banco diz que ação está barata
A companhia apresentou os primeiros resultados trimestrais após a cisão dos negócios de locação e concessionária e apresenta lucro acima das projeções
Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar
Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo
Felipe Miranda: Dedo no gatilho
Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.
Eles perderam a fofura? Ibovespa luta contra agenda movimentada para continuar renovando as máximas do ano
Ata do Copom, balanços e prévia da inflação disputam espaço com números sobre a economia dos EUA nos próximos dias
Sem OPA na Oncoclínicas (ONCO3): Empresa descarta necessidade de oferta pelas ações dos minoritários após reestruturação societária
Minoritários pediram esclarecimentos sobre a falta de convocação de uma OPA após o Fundo Centaurus passar a deter uma fatia de 16,05% na empresa em novembro de 2024
Juros nas alturas têm data para acabar, prevê economista-chefe do BMG. O que esperar do fim do ciclo de alta da Selic?
Para Flávio Serrano, o Banco Central deve absorver informações que gerarão confiança em relação à desaceleração da atividade, que deve resultar em um arrefecimento da inflação nos próximos meses
Ação da Petz (PETZ3) acumula queda de mais de 7% na semana e prejuízo do 4T24 não ajuda. Vender o papel é a solução?
De acordo com analistas, o grande foco agora é a fusão com a Cobasi, anunciada no ano passado e que pode ser um gatilho para as ações