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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Petrobras (PETR4) penaliza o Ibovespa, mas saldo semanal é positivo; dólar vai a R$ 4,73

Mesmo com a semana sendo marcada por tensão na Petrobras, o Ibovespa conseguiu sair com ganhos

Jasmine Olga
Jasmine Olga
27 de maio de 2022
18:47 - atualizado às 18:59
Petrobras, Ibovespa, queda, mercados
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa tinha tudo para sextar com estilo neste último pregão da semana (27) – bolsas em Nova York renovando máximas ao longo do dia, commodities e setor financeiro em alta e sinais de que a inflação americana está reagindo ao aperto monetário. 

Longe dos fortes ganhos vistos em Nova York, onde o Nasdaq subiu mais de 3%, o principal índice da bolsa brasileira conseguiu apenas o suficiente para não ficar no vermelho – uma leve alta de 0,05%, aos 111.941 pontos, levando os ganhos da semana a 3,18%.

Para entender exatamente o que deixou o Ibovespa de fora da festa é preciso retornar à noite de segunda-feira (24), momento em que o Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a demissão de mais um presidente da Petrobras. 

Se nos dias subsequentes à dança das cadeiras a reação dos papéis da petroleira não foi tão intensa, a ressaca da decisão chegou com algum atraso na bolsa – hoje PETR3 e PETR4 cederam cerca de 4%, segurando o voo do Ibovespa. 

O feriado que deixa as bolsas americanas fechadas na próxima segunda-feira (30) engatilhou um desmonte de posições de investidores estrangeiros – diante de tanta turbulência e incerteza, pode ser arriscado passar os próximos três dias com os papéis na carteira. 

No câmbio, o apetite por risco prevaleceu. Ainda repercutindo a possibilidade de uma alta de juros menor nos Estados Unidos, o dólar à vista encerrou a sessão em queda de 0,49%, aos R$ 4,7382. Na semana, o recuo foi de 2,73%.

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Confira também o fechamento do mercado de juros. 

CÓDIGONOMEULT FEC 
DI1F23DI jan/2313,34%13,36%
DI1F25DI Jan/2512,17%12,10%
DI1F26DI Jan/2611,99%11,94%
DI1F27DI Jan/2711,96%11,92%

Vende-se: Eletrobras

A provável única privatização bem-sucedida do governo de Jair Bolsonaro finalmente vai à mercado

A Eletrobras divulgou nesta sexta-feira (27) os detalhes para a oferta de ações que tirará a União do bloco controlador da companhia.

A operação poderá movimentar até R$ 35 bilhões, com base nas cotações de fechamento das ações ontem e caso sejam vendidos todos os lotes.

Inicialmente, serão ofertadas 697.476.856 ações. A maioria dos recursos (R$ 26,7 bilhões) irá para o caixa da companhia e outros R$ 3 bilhões irão para o governo, que venderá 69.801.516 papéis da BNDESPar.

Nova dança das cadeiras

Na segunda-feira (23), o Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a demissão de  Mauro Ferreira Coelho do cargo de CEO da Petrobras e indicou um desconhecido do mercado para o cargo –  Caio Mario Paes de Andrade, chefe da Secretaria Especial de Desburocratização e membro do conselho de administração da EMBRAPA e da Pré-Sal Petróleo (PPSA).

Se eleito pelo conselho – e existem dúvidas que colocam sua nomeação em risco –, Paes de Andrade será o terceiro presidente a ocupar a cadeira em 2022. 

Nas mãos do Fed

A ata da reunião de 3 e 4 de maio mostrou que os dirigentes do Fed devem continuar aumentando a Selic em 0,50 ponto percentual (pp) também nos próximos encontros. 

Os dirigentes do BC americano enxergam a necessidade de aumentar a taxa de juros rapidamente — e possivelmente mais do que os mercados antecipam —, uma forma de tentar brigar com a inflação.

Além disso, a política monetária pode ter que superar a chamada postura neutra, um sinal que já havia sido dado por Jerome Powell em outras ocasiões.

Embora essa seja uma postura dura e que entra em conflito com a preferência do mercado, os dirigentes do Fed não mencionaram nenhuma vez  a possibilidade de uma alta de 0,75 ponto percentual, um dos maiores temores dos investidores no momento.

Os dados da semana

  • O PIB americano apresentou queda de 1,5% no primeiro trimestre do ano, mais do que o esperado pelo mercado;
  • A inflação ao consumidor nos Estados Unidos, medida pelo PCE, avançou 0,2% em abril em relação a março, em linha com as projeções;
  • A prévia do PMI composto dos Estados Unidos, medido pela S&P Global, mostrou um recuo a 53,8, enquanto o PMI de serviços caiu a 53,5, abaixo da previsão de 55. O PMI industrial foi a 57,5 em maio, ante consenso de 57,4;
  • O IPCA-15, considerado a prévia da inflação,subiu 0,59% em maio, acima das expectativas dos investidores;

Sobe e desce do Ibovespa

As ações da Cosan foram o principal destaque do Ibovespa nesta semana, repercutindo o otimismo dos investidores com as projeções e números apresentados pela companhia em seu Investor Day. 

Já a 3R Petroleum e a PetroRio tiveram dois catalisadores importantes que explicam a alta desta semana – a valorização do petróleo no mercado internacional e a crise na Petrobras, que levou muitos investidores a se reposicionarem no setor. 

Confira as maiores altas da semana do Ibovespa:

CÓDIGONOMEULTVARSEM
CSAN3Cosan ONR$ 21,5915,95%
RRRP33R Petroleum ONR$ 49,2315,67%
PRIO3PetroRio ONR$ 28,6912,60%
BRFS3BRF ONR$ 15,2712,53%
RADL3Raia Drogasil ONR$ 20,5912,51%

Confira também as maiores quedas do período:

CÓDIGONOMEULTVARSEM
BIDI11Banco Inter unitR$ 13,14-14,23%
CVCB3CVC ONR$ 11,34-8,84%
AMER3Americanas S.AR$ 21,57-8,10%
QUAL3Qualicorp ONR$ 11,31-6,53%
CPFE3CPFL Energia ONR$ 34,50-5,30%

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