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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa supera tensão com Petrobras (PETR4) e Wall Street e fecha o dia no azul; dólar volta a subir

A troca de comando na Petrobras e dados ruins da economia americana pesaram sobre o Ibovespa, mas os investidores aliviaram o humor no fim do dia

Jasmine Olga
Jasmine Olga
24 de maio de 2022
18:49 - atualizado às 18:56
O presidente Jair Bolsonaro, em montagem ao lado do logotipo da Petrobras
O presidente Jair Bolsonaro, em montagem ao lado do logotipo da Petrobras - Imagem: Montagem Andrei Morais/Shutterstock

O mercado financeiro frequentemente prega algumas peças nos analistas e no Ibovespa. Isso porque muitas vezes o humor dos investidores é uma variável igualmente importante para determinar o rumo dos dias. 

Quer um exemplo? O cenário que se desenhava nas primeiras horas da manhã era, no mínimo, caótico e antecipava um dia de fortes perdas – na B3 e em Wall Street. 

No Brasil, uma das empresas mais valiosas da bolsa, a Petrobras (PETR4), viu o seu presidente ser trocado pelo acionista controlador pela segunda vez em menos de dois meses, em uma clara tentativa de promover mudanças na política de preços da companhia, que hoje segue os padrões internacionais. 

Além disso, a inflação voltou a mostrar que ainda está longe de ser um problema resolvido e a prévia de maio fez a curva de juros inclinar ao longo de todos os principais vencimentos. 

No exterior a coisa não estava muito melhor. A covid-19 ainda gera preocupação, mas outra doença começa a ganhar as manchetes dos jornais, gerando incerteza. Isso sem falar nos indicadores nada animadores da economia americana, que reacenderam o temor de recessão. 

A preocupação com a necessidade de juros mais altos nos Estados Unidos já seria suficiente para pressionar o Nasdaq, mas as empresas de tecnologia tiveram outra pedra para engolir – os sinais de que o mercado de redes sociais e venda de publicidade digital não é mais uma terra de lucro fácil e crescimento ilimitado, um alerta dado pela gestão do Snapchat, app que caiu em desgraça nos últimos anos. 

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Ainda assim, o Ibovespa fechou o dia no azul e Nova York viu o Dow Jones reverter as perdas, com os demais índices se afastando das mínimas. 

No final, o que importou mesmo foi o humor dos investidores. O que era caótico e inaceitável pela manhã já era mais palatável e contornável no fim da tarde, abrindo espaço para a correção de excessos. 

A volatilidade deve seguir na Petrobras, mas o governo pode não conseguir realizar a tão temida mudança nos preços. Já na economia americana, os sinais mais lentos de recuperação podem forçar o Federal Reserve a segurar a alta de juros. 

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,14%, a R$ 4,8123, ainda repercutindo a cautela no ar, mas o Ibovespa encerrou o dia em leve alta de 0,21%, aos 110.580 pontos.

Inflação segue salgada

Segundo dados do IBGE divulgados nesta manhã, a inflação brasileira segue mostrando força maior do que o esperado, mesmo com o Banco Central brasileiro se aproximando do fim do ciclo de alta da Selic.

 O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, veio acima do esperado e avançou 0,59% em maio, elevando as apostas para o índice cheio e também para os próximos passos do BC. A curva de juros fechou em alta. Essa é a maior alta do IPCA-15 desde maio de 2016, quando o mesmo indicador avançou 0,86%.

CÓDIGONOMEULT FEC 
DI1F23DI jan/2313,42%13,27%
DI1F25DI Jan/2512,30%12,04%
DI1F26DI Jan/2612,10%11,83%
DI1F27DI Jan/2712,06%11,80%

Sinais vacilantes

Os dados econômicos que foram digeridos ao longo do dia foram os índices de gerente de compras (PMI), indicadores que medem o desempenho da atividade econômica. 

A prévia do PMI composto medido pela S&P Global mostrou um recuo a 53,8, enquanto o PMI de serviços caiu a 53,5, abaixo da previsão de 55. O PMI industrial foi a 57,5 em maio, ante consenso de 57,4.

Se em um primeiro momento os números aumentaram o receio de recessão na maior economia do mundo, os investidores passaram a apostar que o espaço de manobra do Federal Reserve para elevar a taxa de juros é mais limitado.

O novo comandante da Petrobras

Mudanças no comando de uma estatal sempre são delicadas, principalmente quando os interesses do controlador esbarram com os dos acionistas minoritários da companhia, o que leva a uma reação negativa do mercado.

Na noite de ontem, o Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a demissão de  Mauro Ferreira Coelho do cargo de CEO da estatal e indicou um desconhecido do mercado para o cargo –  Caio Mario Paes de Andrade, chefe da Secretaria Especial de Desburocratização e membro do conselho de administração da EMBRAPA e da Pré-Sal Petróleo (PPSA).

Se eleito pelo conselho – e existem dúvidas que colocam sua nomeação em risco –, Paes de Andrade será o terceiro presidente a ocupar a cadeira em 2022. 

Hoje, as ações de PETR3 e PETR4, negociadas na B3, operaram em forte queda. Um recuo dessa magnitude incomoda, mas mostra que o mercado já se encontra um pouco menos sensibilizado com as trocas de comando constantes promovidas pelo governo de Jair Bolsonaro. 

Quando Roberto Castello Branco foi o primeiro presidente da estatal a ser demitido pela gestão Bolsonaro, em fevereiro de 2021, os papéis da companhia recuaram cerca de 20%.Dessa vez, a reação no Ibovespa foi bem menos negativa, mas o mercado segue atento ao rumo que a estatal deve seguir.

Sobe e desce do Ibovespa

A queda da Petrobras originada de dúvidas com relação ao compromisso do governo com a governança da companhia favoreceu outras empresas do setor de óleo e gás, como a PRIO (ex-PetroRio) e 3R Petroleum. 

As empresas do setor de energia, considerado um segmento resiliente e defensivo da bolsa, também brilharam ao longo de todo o dia. Confira as maiores altas do dia no Ibovespa:

CÓDIGONOMEVALORVAR
PRIO3PRIO ONR$ 27,103,55%
EQTL3Equatorial ONR$ 24,073,13%
RRRP33R Petroleum ONR$ 44,992,90%
ENGI11Engie unitsR$ 46,172,85%
CPFE3CPFL Energia ONR$ 36,582,44%

O cenário mais adverso ao risco que perdurou ao longo de todo o dia também pressionou o setor aéreo, mais sensível às projeções de recessão e possibilidade de novas pandemias. Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOMEVALORVAR
CVCB3CVC ONR$ 11,30-6,30%
AZUL4Azul PNR$ 20,68-5,83%
EMBR3Embraer ONR$ 12,13-5,46%
AMER3Americanas S.AR$ 22,88-4,94%
BPAN4Banco Pan PNR$ 8,10-4,71%

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