Com commodities em alta e exterior positivo, Ibovespa avança 1,7% e retoma os 115 mil pontos; dólar recua
O Ibovespa digere o desempenho dos mercados internacionais nos dias de folia e as últimas novidades sobre o conflito na Ucrânia

Seguindo o costume brasileiro de deixar as pendências para serem resolvidas após o Carnaval, o Ibovespa volta do feriado nesta quarta-feira (2) reagindo às últimas notícias do conflito militar entre Rússia e Ucrânia e às movimentações dos mercados internacionais nos últimos dias.
Por volta das 17h, o principal índice acionário da bolsa brasileira avança 1,77%, aos 115.140 pontos. A performance reflete os índices norte-americanos e europeus, que voltaram a operar em alta hoje com a expectativa de uma nova rodada de negociações entre os dois países, e também o bom desempenho das ações ligadas a commodities como o petróleo e o minério de ferro.
Em Nova York, o discurso de Jerome Powell também dá o tom dos negócios. “Fazer uma política monetária adequada neste ambiente [incerto] requer conhecimento de que a economia evolui de forma inesperada”, indicam as falas publicados antes do discurso.
Apesar da alta dos juros de março já contratada, Powell não deu maiores detalhes sobre o futuro da política monetária. Veja como operam os principais índices de Wall Street:
- Dow Jones: 1,75%
- S&P 500: 1,69%
- Nasdaq: 1,82%
O dólar, por sua vez, abriu o dia com um ajuste inicial de forte alta após os acontecimentos do feriado, mas inverteu o sinal ao longo do dia e fechou em queda de 0,94%, a R$ 5,1073.
Apesar da expectativa pelo diálogo, a invasão da Ucrânia pela Rússia entrou hoje em seu sétimo dia sem sinais de uma trégua iminente e com os preços do petróleo em disparada. Nem mesmo a promessa de liberação de reservas estratégicas da commodity aliviou a pressão sobre os preços.
Leia Também
O barril do Brent, usado como referência internacional, subia 8,94%, na casa dos US$ 114,35.
Sanções
Após a pausa para o feriado de carnaval, o Ibovespa digere o noticiário dos dias de folia. O desligamento do principal sistema de transferências internacionais chamado swift da Rússia é uma faca de dois gumes na geopolítica internacional.
A Rússia deve ficar economicamente isolada com o corte na transmissão de pagamentos. Entretanto, esse desligamento também corta a importação e exportação do país.
Em outras palavras, o Brasil, que depende dos fertilizantes russos, pode ser afetado, além da variação no preço mundial de petróleo e gás natural.
Sobe e desce
Apesar das consequências da alta dos preços de energia para níveis de inflação já difíceis de serem controlados, a alta do Brent beneficia as ações da PetroRio (PRIO3), Petrobras (PETR4) e outras petroleiras da B3. Outras commodities, como o minério de ferro, também registram ganhos significativos e impulsionam os papéis da Vale (VALE3).
Confira as maiores altas do dia:
ATIVO | Nome | Ult | Var |
RRRP3 | 3R PETROLEUMON NM | R$ 37,89 | 11,84% |
CSNA3 | SID NACIONALON | R$ 27,12 | 8,05% |
PRIO3 | PETRORIO ON NM | R$ 27,64 | 7,05% |
GGBR4 | GERDAU PN N1 | R$ 27,24 | 6,99% |
VALE3 | VALE ON NM | R$ 98,46 | 6,70% |
Veja também as maiores baixas:
ATIVO | Nome | Ult | Var |
ABEV3 | AMBEV S/A ON | R$ 14,63 | -3,75% |
NTCO3 | GRUPO NATURAON NM | R$ 22,36 | -3,41% |
ENGI11 | ENERGISA UNT N2 | R$ 42,67 | -3,22% |
CIEL3 | CIELO ON NM | R$ 2,49 | -3,11% |
GOLL4 | GOL PN N2 | R$ 16,78 | -2,89% |
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3
A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares
Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos
No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tony Volpon: Buy the dip
Já que o pessimismo virou o consenso, vou aqui argumentar por que de fato uma recessão é ainda improvável (com uma importante qualificação final)
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Itaú BBA revela as ações com baixa volatilidade que superam o retorno do Ibovespa — e indica seis papéis favoritos
O levantamento revelou que, durante 13 anos, as carteiras que incluíam ações com baixa volatilidade superaram a rentabilidade do principal índice da bolsa brasileira
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real