Dólar recua mais de 2% e Ibovespa volta aos 100 mil pontos com commodities em alta e agenda cheia nos próximos dias
Com o avanço do petróleo e do minério, o Ibovespa ignorou o clima misto em Wall Street e retomou a importante marca psicológica

Vai ser difícil encontrar espaço na agenda dos investidores nos próximos dias.
A temporada de balanços do segundo trimestre sozinha já é capaz de deixar todo mundo com as mãos cheias, mas a semana ainda reserva uma decisão de política monetária nos Estados Unidos e novos indicadores de inflação e de atividade econômica.
Com tantos eventos a serem digeridos e precificados, o ideal é não queimar a largada.
O ritmo mais lento dos negócios deixou as bolsas em Wall Street com sinais mistos. Na B3, no entanto, a história foi outra.
Os sinais de que a China pretende ampliar o seu apoio ao setor imobiliário, aliado ao constante temor de uma recessão global, elevaram o preço das commodities, favorecendo o Ibovespa e trazendo alívio ao câmbio.
Por aqui, duas marcas importantes foram reconquistadas — o dólar à vista voltou a ser negociado na casa dos R$ 5,36 e o principal índice da bolsa reconquistou o patamar dos 100 mil pontos. A curva de juros também teve um dia de alívio.
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CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
DI1F23 | DI jan/23 | 13,85% | 13,84% |
DI1F25 | DI Jan/25 | 13,21% | 13,23% |
DI1F26 | DI Jan/26 | 13,13% | 13,16% |
DI1F27 | DI Jan/27 | 13,16% | 13,20% |
Apesar do movimento visto hoje, Victor Benndorf, da Benndorf Research, não acredita que a divisa esteja entrando em um movimento de forte correção. O mais provável é que a tendência desta segunda-feira tenha sido apenas uma realização de lucro após os fortes ganhos recentes.
Puxado pela Petrobras (PETR4) o Ibovespa avançou 1,36%, aos 100.269 pontos. Já a moeda americana registrou um forte recuo de R$ 2,35%, a R$ 5,3697.
Tensão pré-resultados
Além da decisão de política monetária, o mercado financeiro americano também aguarda ansiosamente mais resultados da temporada de balanços do segundo trimestre.
Nos próximos dias, diversas Big Techs divulgarão os seus números, o que promete ditar o humor dos investidores.
Sem grandes dados a serem digeridos hoje, as bolsas americanas operaram mistas. Enquanto o Nasdaq recuou 0,43%, o S&P 500 e o Dow Jones tiveram leve alta de 0,13% e 0,28%, respectivamente.
RECESSÃO global à vista: hora de investir na BOLSA?
Sobe e desce do Ibovespa
Se na parte da manhã as ações de Rede D’Or (RDOR3) e SulAmérica (SULA11) lideraram os ganhos após uma melhora de recomendação para os papéis por parte de algumas casas, na parte da tarde somente o setor de commodities teve espaço para reinar.
As preocupações com o ritmo de crescimento global e o dia de dólar fraco favoreceram a cotação do barril do petróleo. Ao fim da sessão, o preço do Brent — utilizado como referência no mercado global — teve alta de 1,84%, a US$ 100,19.
No Brasil, as petroleiras aproveitaram para subir forte, ficando com os maiores ganhos do dia. Confira as principais altas do Ibovespa:
CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
PETR4 | Petrobras PN | R$ 30,65 | 4,50% |
PETR3 | Petrobras ON | R$ 33,29 | 4,26% |
PRIO3 | PetroRio ON | R$ 23,62 | 4,19% |
ENGI11 | Engie units | R$ 42,09 | 3,54% |
JBSS3 | JBS ON | R$ 31,72 | 3,22% |
Confira também as maiores quedas do dia na bolsa:
CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
PCAR3 | GPA ON | R$ 15,78 | -6,63% |
IRBR3 | IRB ON | R$ 1,89 | -5,50% |
PETZ3 | Petz ON | R$ 9,39 | -4,86% |
POSI3 | Positivo Tecnologia ON | R$ 6,36 | -4,22% |
QUAL3 | Qualicorp ON | R$ 10,00 | -4,12% |
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