Fundo Verde enfim ganha com alta da bolsa e garante mais uma vez retorno acima do CDI em julho
No Brasil, o Verde destaca que o ruído local diminuiu conforme os políticos focam suas energias na campanha eleitoral

Depois de ganhar muito dinheiro com investimento em renda fixa e sofrer com as posições em bolsa no primeiro semestre de 2022, o estrelado fundo Verde inverteu a mão no mês de julho.
O fundo pilotado pela equipe de Luis Stuhlberger encerrou o mês com alta de 1,54% — contra 1,03% do CDI, o indicador de referência.
A diferença é que desta vez o retorno foi puxado justamente pelos investimentos em ações. Eles tiveram, sozinhos, alta de 1,88%, ao passo que as posições em renda fixa caíram 1,08%.
A melhora do mercado de renda variável foi atribuída a dois fatores:
Em primeiro lugar, a um posicionamento de mercado “extremamente exacerbado do lado negativo”, o que fez com que uma pequena melhora provocasse uma corrida desproporcional à mudança de fundamentos.
E, em segundo, a uma percepção de que as taxas de juros de longo prazo nos EUA já atingiram o pico.
Leia Também
“A combinação de taxas de desconto mais comportadas e sentimento exageradamente pessimista causou um movimento bastante forte de melhora dos mercados”, informou o Verde em relatório mensal.
Leia também:
- Para Stuhlberger, da Verde Asset, risco da eleição binária entre Lula e Bolsonaro ‘não existe mais’
- Weg (WEGE3) na carteira: Itaú BBA traz cinco razões para comprar ações da companhia
Posições em renda fixa agora pesaram contra o Verde
Destrinchando o livro de renda fixa, a maior queda veio das posições tomadas em juros em mercados internacionais, justamente as principais propulsoras do resultado do Verde na primeira metade do ano.
Ainda que a renda fixa tenha caído no mês de julho, o Verde aumentou as posições tomadas em juro nos Estados Unidos, ou seja, apostando na alta das taxas.
Vale lembrar que o Federal Reserve foi responsável por um burburinho no mercado de juros na semana passada.
Dirigentes deram declarações de tom mais favorável à alta das taxas, numa tentativa de consertar o que o presidente da entidade, Jerome Powell, disse na semana anterior sobre os juros terem atingido patamar neutro no EUA.
Brasil: calmaria antes da tempestade
No Brasil, o Verde destaca que o ruído local diminuiu conforme os políticos focam suas energias na campanha eleitoral.
A gestora enxerga uma redução da diferença entre os candidatos líderes das pesquisas de intenção de voto - Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva - até as eleições.
O Verde acumula alta de 9,25% neste ano, contra 6,49% do CDI. Desde a criação, o Verde tem alta de mais de 20.000%, quase 10 vezes mais que o indicador de referência.
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária