Conseguiu! S&P 500 quebra sequência de sete semanas de queda; veja o que ajudou as bolsas nos EUA
O setor de tecnologia também ganhou embalo, com destaque para as ações da Dell Technologies, que chegaram a dar um salto de 13% em Nova York

Tudo acaba bem quando termina bem. E foi assim que a sexta-feira (27) e a semana terminaram para o S&P 500, para o Nasdaq e para o Dow Jones.
As preocupações com a pressão inflacionária nos EUA deram uma trégua para os três principais índices de ações de Nova York, impulsionando também fortes ganhos entre as ações de tecnologia.
A grande responsável pelo movimento positivo em Wall Street hoje foi a divulgação do índice de preços para gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) — a medida preferida do Federal Reserve (Fed) para a inflação.
O núcleo do PCE, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu 4,9% nos 12 meses até abril, abaixo dos 5,2% do mês anterior.
Além da desaceleração da inflação, dados que mostram que os gastos do consumidor norte-americano permanecem resilientes renovaram o otimismo dos investidores após resultados trimestrais mistos dos varejistas.
Alguns especialistas, no entanto, alertaram que, embora a força dos gastos mantenha a economia dos EUA em boa forma, a inflação segue desafiadora — o que mantém a pressão sobre o Fed no aumento da taxa de juros.
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Com o alívio vindo do PCE, o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq fecharam a semana com ganhos de cerca de 5%, quebrando uma sequência de pelo menos sete semanas seguidas de perdas.
Confira a variação e a pontuação dos três principais índices de ações dos EUA no fechamento:
- Dow Jones: +1,77%, 33.213,62 pontos
- S&P 500: +2,48%, 4.158,27 pontos
- Nasdaq: +3,33%, 12.131,13 pontos
Os destaques do S&P 500
As ações de tecnologia estavam entre as que mais subiram no S&P 500. A empresa de software Autodesk avançou 7,4% após divulgar fortes ganhos no trimestre.
A Dell Technologies chegou a saltar mais de 13% e a fabricante de chips Marvell avançou 3%. Crowdstrike e Datadog também estiveram em destaque, cada alta de mais de 5%.
Os movimentos ocorreram quando os investidores avaliaram a sustentabilidade do rali desta semana — se o avanço é um salto de alívio ou o fundo da longa liquidação.
E as bolsas na Europa?
Assim como o S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones, as bolsas europeias fecharam em alta hoje, marcando uma semana positiva.
Assim como aconteceu em Wall Street, o principal impulsionador dos ganhos no velho continente foi a diminuição dos temores sobre o aperto da política monetária.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 1,5%, com as ações de tecnologia subindo 3,2% para liderar os ganhos.
- Londres: +0,27%
- Paris: +1,64%
- Frankfurt: +1,62%
Os ganhos de hoje deram sequência à alta de ontem, quando os mercados na Europa subiram recebendo um impulso do Reino Unido.
Na ocasião, o ministro das Finanças britânico, Rishi Sunak, anunciou uma série de medidas para enfrentar a crise do custo de vida, incluindo um chamado “imposto inesperado” sobre os lucros das gigantes de petróleo e gás.
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Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.
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