S&P 500 sobe, mas não consegue recuperar terreno perdido para a inflação; veja com as bolsas se comportaram lá fora
Os três principais índices da bolsa de Nova York encerraram a semana com perdas pela sexta vez seguida; na Europa o dia foi de ganhos

O S&P 500 encerrou em alta a última sessão de uma semana marcada por perdas provocadas por preocupações dos investidores com a inflação. O Dow Jones e o Nasdaq também pegaram carona no movimento positivo e terminaram a sexta-feira (13) com ganhos.
A recuperação do setor de tecnologia e de consumo discricionário ajudou Wall Street a subir hoje. Essas ações prosperaram durante a pandemia de covid-19 — período marcado por taxa de juros quase zero e uma política monetária frouxa.
No entanto, nas últimas sessões, esses papéis foram vendidos em massa, ajudando a aumentar a pressão sobre os principais índices da bolsa de Nova York.
Apesar dos ganhos de hoje, o S&P 500 e o Nasdaq registraram a sexta perda semanal consecutiva — a mais longa sequência de perdas para o S&P 500 desde o segundo semestre de 2012 e para o Nasdaq desde o segundo trimestre de 2011.
O destaque do dia lá fora foi o Twitter. Apesar da recuperação do setor de tecnologia, as ações da plataforma chegaram a cair quase 10%.
O gatilho das perdas foi uma postagem de Elon Musk afirmando que ele havia suspendido o acordo de compra de US$ 44 bilhões, enquanto espera que a empresa de mídia social forneça dados sobre contas falsas.
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Poucas horas depois, o bilionário disse que ainda estava comprometido com a aquisição.
Confira a variação e a pontuação dos três índices de ações dos EUA no fechamento:
- Dow Jones: +1,47%, 32.195,94 pontos;
- S&P 500: +2,39%, 4.023,86 pontos
- Nasdaq: +3,82%, 11.805,00 pontos
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A inflação no caminho do S&P 500
Nos últimos meses, o S&P 500 e os demais índices em Nova York vêm lutando contra a disparada da inflação e as iniciativas do Federal Reserve (Fed) para conter os preços aumentando a taxa de juros.
O banco central norte-americano já sinalizou com pelo menos mais duas elevações de 0,50 ponto percentual (pp). Mas o mercado teme que o Fed possa apertar o passo e aumentar a taxa em 0,75 pp ou mais, jogando a economia dos EUA em uma recessão.
Na quinta-feira (12), o presidente do Fed, Jerome Powell, não ajudou muito a abrandar essas preocupações. Ele tenha dito que é capaz de controlar a inflação, indicou que não poderia garantir uma aterrissagem suave sem causar efeitos colaterais na economia.
Bolsas na Europa
As bolsas europeias subiram nesta sexta-feira (13), seguindo os mercados globais que tentaram recuperar algum terreno após uma semana de perdas.
O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 2%, com as ações de viagens e lazer saltando 4,7% para liderar os ganhos.
- Londres: +2,55%
- Paris: +2,52%
- Frankfurt: +2,10%
Os mercados europeus caíram na quinta-feira (12), com os investidores preocupados com a desaceleração econômica, aumentos das taxas de juros e dados de inflação de abril dos EUA.
Os investidores também monitoraram o cenário da guerra na Ucrânia. A Rússia ameaçou na quinta-feira (12) uma retaliação contra a Finlândia depois que líderes do país nórdico disseram que se inscreveriam para ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) “sem demora”.
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Felipe Miranda: Dedo no gatilho
Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.
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