Mercado segue com o freio de mão puxado antes da eleição e Ibovespa cai mais de 1%; dólar vai a R$ 5,31
O Ibovespa segue sendo assombrado pela cautela pré-eleitoral. Repercussão negativa de produção da Petrobras (PETR4) também contribuiu para o resultado

Enquanto a nuvem da cautela pré-eleitoral paira sobre os negócios na B3, as bolsas em Nova York emplacaram mais um dia de alta firme — com o Nasdaq registrando ganhos acima da casa dos 2% antes da divulgação dos balanços das ‘big techs'.
Em Nova York, o recuo maior do que o esperado da confiança dos consumidores aumentou a percepção de que a desaceleração da economia americana já é uma realidade. A aposta agora é que o Federal Reserve reduza o ritmo da alta dos juros já na reunião de dezembro.
No Brasil, é o cenário político que segue dando as cartas, já que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central amanhã não deve trazer grandes surpresas para o mercado e a prévia da inflação trouxe sinais de melhora na composição do índice.
Com as últimas pesquisas eleitorais ainda mostrando vantagem do candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva e a campanha do presidente Jair Bolsonaro entrando em novo atrito com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os investidores seguem pisando no freio após o rali da semana passada.
A Petrobras (PETR4), que entregou um resultado operacional morno no último trimestre, contribuiu com o clima negativo. Em alguns momentos do dia, o Ibovespa até esboçou uma reação, mas encerrou a sessão nas mínimas do dia, em queda de 1,20%, em 114.625,59 pontos. O dólar à vista avançou 0,26%, a R$ 5,3168.
Recalibrando as expectativas
As bolsas em Wall Street tiveram o terceiro dia consecutivo de alta, repercutindo a percepção de que Federal Reserve pode ser obrigado a reduzir o seu ritmo de ajuste monetário na reunião marcada para dezembro.
Leia Também
Discursos de dirigentes do banco central americano não estão programados para os próximos dias, já que o BC está em período de silêncio antes da próxima reunião, mas dados divulgados mais cedo mostram que a maior economia do mundo pode ter pouco fôlego para aguentar atuações mais rígidas do Fed.
Nesta manhã, a queda do índice de confiança do consumidor dos EUA em outubro, a 102,5, foi bem mais expressiva que o previsto, indicando o nível da desaceleração econômica do país.
Com o número, a ferramenta de análise do CME Group para a próxima reunião do Fed mostra que cresceram as apostas em uma alta de 0,5 ponto percentual em dezembro, quase igualando as projeções para um aumento de 0,75 pp. A leitura mais positiva reflete na curva de juros brasileira, que operou em queda.
CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
DI1F23 | DI Jan/23 | 13,68% | 13,69% |
DI1F24 | DI Jan/24 | 12,95% | 12,91% |
DI1F25 | DI Jan/25 | 11,84% | 11,84% |
DI1F26 | DI Jan/26 | 11,69% | 11,72% |
DI1F27 | DI Jan/27 | 11,69% | 11,73% |
Já as bolsas americanas encerraram a sessão com fortes ganhos, também aguardando os balanços das grandes empresas de tecnologia. Confira:
- Nasdaq: +2,25%
- Dow Jones: +1,07%
- S&P 500: +1,62%
Inflação
O IPCA-15, prévia da inflação oficial que observa o comportamento dos preços entre o dia 16 de um mês e o dia 15 do mês seguinte, avançou 0,16% em outubro, acima das projeções do mercado.
Os analistas ouvidos pela Broadcast previam uma alta de 0,09% em outubro após queda de 0,37% em setembro. No acumulado de 12 meses, o índice avança 6,85%.
Apesar da surpresa negativa, analistas apontam que a composição do índice está mais favorável, mostrando que a inflação segue perdendo força nos principais núcleos e mostra reação de itens antes deflacionários por pressões externas.
Sobe e desce do Ibovespa
O alívio da curva de juros favoreceu o avanço de empresas mais sensíveis aos movimentos das taxas — como o varejo e as companhias de crescimento. Confira as maiores altas do dia:
CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 4,29 | 5,15% |
YDUQ3 | Yduqs ON | R$ 13,16 | 4,69% |
EMBR3 | Embraer ON | R$ 13,17 | 4,36% |
CASH3 | Méliuz ON | R$ 1,11 | 3,74% |
COGN3 | Cogna ON | R$ 2,97 | 3,13% |
Pelo segundo dia consecutivo, a BRF (BRFS3) acabou ficando com um dos piores desempenhos da sessão. A companhia ainda repercute a necessidade de fazer recall de sua linha pet, preocupações do mercado com a alavancagem futura após a nova joint venture de produtos Halal anunciada no início da semana e o corte de recomendação por parte de dois bancos de investimento. Confira também as maiores quedas do Ibovespa:
CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
BRFS3 | BRF ON | R$ 12,27 | -11,02% |
AZUL4 | Azul PN | R$ 15,17 | -6,93% |
IRBR3 | IRB ON | R$ 0,91 | -6,19% |
CRFB3 | Carrefour Brasil ON | R$ 18,31 | -6,10% |
GOLL4 | Gol PN | R$ 8,86 | -5,44% |
O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar
Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano
Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump
Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos
A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade