Ibovespa fecha no azul ‘de raspão’ e supera os 113 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,14
Nos Estados Unidos, o setor varejista alimentou o apetite dos investidores e o Ibovespa acabou se beneficiando

Mais da metade de agosto já se passou e, até o momento, o “mês do desgosto” ainda não deu as caras pela B3.
Até agora, o Ibovespa coleciona apenas dois pregões no vermelho. Em uma sessão hiper volátil, o índice até flertou com o campo negativo diversas vezes, mas o fluxo de capital estrangeiro levou a Petrobras (PETR4) e a Vale (VALE3) a ignorarem a queda das commodities no exterior.
O avanço nesta tarde foi de 0,43%, aos 113.512 pontos. O dólar à vista perdeu força, mas também subiu 0,96%, a R$ 5,1405.
Embora em uma escala completamente diferente, a lembra aquela que vimos nos primeiros meses do ano — enquanto o mundo ainda tateia em busca dos sinais que indiquem realmente uma recessão global, os investidores aproveitam o pouco apetite por risco para se posicionarem no setor de commodities, favorecendo a bolsa local.
Em Wall Street, o dia também foi volátil, mas contrariando o que ocorreu no fim de julho — quando o Walmart revisou suas projeções para o ano — a varejista entregou bons resultados trimestrais e puxou os ganhos do dia. Apenas o Nasdaq fechou em queda, com um recuo de 0,19%.
Na expectativa
Os movimentos mais contidos dos investidores hoje foram também uma espécie de modo de espera. Amanhã será divulgada a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, com mais indormações sobre o modo que os diretores da instituição enxergam a economia.
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Com isso, o mercado de juros futuros operou em alta na maior parte do dia, contrariando o alívio visto após a divulgação dos dados de inflação mais recentes.
CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
DI1F23 | DI jan/23 | 13,71% | 13,72% |
DI1F25 | DI Jan/25 | 11,71% | 11,64% |
DI1F26 | DI Jan/26 | 11,46% | 11,39% |
DI1F27 | DI Jan/27 | 11,43% | 11,38% |
Sobe e desce do Ibovespa
Dentre os piores desempenhos do dia, um misto de tendências — repercussão de balanços, realização de lucros e forte queda do petróleo no exterior.
O petróleo teve mais um dia de forte queda, monitorando o acordo nuclear entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de que a ata do Federal Reserve, marcada para ser divulgada na tarde desta quarta-feira, dê sinais mais claros de uma forte desaceleração na economia. Hoje, novos dados do setor de construção acabaram decepcionando o mercado.
No pregão de ontem, a Méliuz (CASH3) foi um dos principais destaques do dia, em forte alta de mais de 1%, mas devolveu parte dos ganhos nesta terça-feira. Confira também as maiores quedas:
CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
YDUQ3 | Yduqs ON | R$ 14,03 | -11,76% |
CASH3 | Meliuz ON | R$ 1,38 | -9,80% |
PRIO3 | PetroRio ON | R$ 24,32 | -3,99% |
RDOR3 | Rede D'Or ON | R$ 37,45 | -3,97% |
SOMA3 | Grupo Soma | R$ 12,50 | -3,85% |
Confira também as maiores altas do dia na bolsa:
CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
BRFS3 | BRF ON | R$ 17,62 | 6,53% |
POSI3 | Positivo Tecnologia ON | R$ 10,84 | 4,94% |
JBSS3 | JBS ON | R$ 31,52 | 4,89% |
MRFG3 | Marfrig ON | R$ 15,35 | 4,78% |
IRBR3 | IRB ON | R$ 2,16 | 3,85% |
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Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.
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