🔴 ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES DE GRAÇA – ACESSE AQUI

Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: na expectativa do Fed e ainda de olho na Ucrânia, mercados prometem volatilidade para esta terça

Bolsas pelo mundo têm sinais mistos na véspera da reunião do Fed, e dia promete cautela

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
25 de janeiro de 2022
8:29 - atualizado às 8:30
Ata Fed
Temor dos mercados é de que Fed seja ainda mais duro na reunião da próxima quarta. Imagem: Shutterstock

Depois do banho de sangue nas bolsas ontem, seria de se esperar alguma recuperação nesta terça-feira (25), ao menos parcial. Mas a julgar pelo desempenho dos mercados nesta manhã, fica difícil cravar.

Com a reunião do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve, o banco central americano, marcada para a próxima quarta-feira (26), e ainda com as tensões entre Ucrânia e Rússia no radar, os mercados prometem volatilidade no pregão de hoje.

As bolsas da Ásia fecharam com fortes baixas, ajustando-se ao clima de aversão a risco visto ontem no resto do mundo; já as bolsas europeias veem ligeira recuperação nesta quarta, mas nem de longe suficiente para apagar as perdas de ontem, quando o índice Stoxx 600, que reúne as principais empresas do continente, fechou em queda de 3,81%.

Os índices futuros de Nova York, por sua vez, operam em queda, após uma surpreendente recuperação e fechamento no azul na reta final do pregão de ontem. Mais cedo, o Dow Jones e o S&P 500 haviam chegado a cair mais de 3%, enquanto o Nasdaq chegou a perder mais de 4%.

O Ibovespa fechou em baixa de 0,92% na segunda-feira, aos 107.937 pontos, após ter chegado a perder os 107 mil pontos, com uma queda de mais de 2% no pior momento do dia.

Já o dólar à vista fechou em alta de 0,88%, retornando ao patamar de R$ 5,50, com a corrida dos investidores para ativos considerados seguros, como a própria moeda americana e os títulos do Tesouro dos EUA, que viram seus preços subirem e seus juros recuarem. Com isso, os juros futuros também caíram por aqui.

Leia Também

O principal índice da B3 seguiu as bolsas internacionais, que já estavam no clima de aversão a risco com a expectativa com a reunião do Fed e pioraram com as sinalizações de escalada nas tensões entre Ucrânia e Rússia na fronteira entre os dois países.

Durante o fim de semana, o governo americano ordenou a saída de seu corpo diplomático de Kiev, a capital ucraniana, e recomendou que todos os seus cidadãos no país considerassem deixá-lo; o Reino Unido seguiu a decisão. Já a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) enviou reforços militares à fronteira entre Rússia e Ucrânia.

O temor do mercado é de que Moscou ordene uma invasão ao vizinho, mas o Kremlin nega que tenha essa intenção. Ontem, as preocupações do mercado só tiveram alívio depois que o presidente americano, Joe Biden, esclareceu que a reunião que faria com líderes europeus para discutir uma eventual invasão se destinava a debater medidas diplomáticas para evitar o conflito.

Saiba o que esperar do pregão de hoje: 

Volatilidade

É possível que hoje o Ibovespa veja alguma recuperação após a forte queda de ontem, mas os sinais negativos vindos de Nova York põem dúvida quanto a essa possibilidade.

A bolsa brasileira tem estado muito dependente do fluxo estrangeiro neste início de ano, e por se tratar da véspera de uma importante reunião do Fed, é de se esperar que o clima no mundo seja de bastante cautela hoje.

O mercado espera que o banco central americano esclareça os próximos passos da sua política monetária e já contrate uma alta de juros para a reunião de março, mas teme que as sinalizações do Fed sejam ainda mais duras.

Além disso, hoje é feriado em São Paulo, onde está localizada a B3, em razão da comemoração do aniversário da cidade. Embora a bolsa agora funcione normalmente nos feriados, pode ser que este fato tenha algum impacto sobre os volumes negociados.

Agenda esvaziada

O dia é de agenda esvaziada no cenário doméstico, o que deve deixar os investidores ainda mais voltados para o exterior. Por aqui, temos apenas a divulgação do Índice de Confiança do Consumidor em janeiro, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) - que caiu 1,4 ponto ante dezembro, para 74,1 pontos - e o resultado fiscal da Receita Federal no mês de dezembro.

Mesmo lá fora, porém, o dia tem poucos indicadores. Na Alemanha foi divulgado o Índice de Sentimento das Empresas (Ifo) referente ao mês de janeiro, que surpreendeu positivamente.

O indicador subiu de 94,8 em dezembro para 95,7 em janeiro, após seis meses consecutivos de queda. A expectativa dos analistas consultados pelo The Wall Street Journal era de 94,7.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) também divulga a atualização das suas projeções de crescimento para os países, e nos Estados Unidos ocorre a divulgação do índice de confiança do consumidor de janeiro e os estoques de petróleo da semana terminada em 21 de janeiro.

Há ainda a divulgação dos balanços de 3M, General Electric, Johnson & Johnson, Verizon e Microsoft.

Bolsas pelo mundo

As principais bolsas da Ásia fecharam em queda nesta terça, com o Nikkei caindo 1,66% em Tóquio, o Hang Seng recuando 1,67% em Hong Kong, o chinês Xangai Composto em baixa de 2,58% e o Shenzhen Composto, também na China, tombando 3,31%.

Na Europa, as bolsas operam no azul, em dia de recuperação e também em reação positiva ao Ifo, na Alemanha. Há pouco, o índice Stoxx 600 subia 0,75%.

Já nos EUA, os futuros operam em baixa. O do Dow Jones caía 0,57%, enquanto o do S&P 500 recuava 0,93%, e o do Nasdaq tinha baixa de 1,40%.

Risco fiscal permanece no radar

O risco fiscal local tem estado eclipsado pelo noticiário internacional, mas permanece no radar dos investidores domésticos.

Isso inclui a aprovação do Orçamento de 2022 ignorando a recomendação da equipe econômica de corte de R$ 9 bilhões e com proteção às emendas do orçamento secreto, ao fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões (que ainda pode ser elevado para R$ 5,7 bilhões) e com a destinação de R$ 1,7 bilhão para reajustes a servidores, que o presidente Jair Bolsonaro já se comprometeu a destinar às forças policiais, sua base de apoio.

Também inclui a possibilidade de aprovação de um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) para reduzir os preços dos combustíveis por meio do corte dos impostos federais, com grande renúncia fiscal por parte da União.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DIA 72

Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA

1 de abril de 2025 - 19:32

Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas

AÇÕES EM QUEDA FORTE

Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano

1 de abril de 2025 - 17:29

No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa

QUEM ENTRA E QUEM SAI

Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3

1 de abril de 2025 - 14:47

A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares

TOUROS E URSOS #217

Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos

1 de abril de 2025 - 14:05

No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira

conteúdo EQI

Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário

1 de abril de 2025 - 12:00

O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump

1 de abril de 2025 - 8:13

Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump

BALANÇO DO MÊS

Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio

31 de março de 2025 - 19:08

Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam

LUCRAR MAIS COM MENOS RISCO?

Itaú BBA revela as ações com baixa volatilidade que superam o retorno do Ibovespa — e indica seis papéis favoritos

31 de março de 2025 - 19:01

O levantamento revelou que, durante 13 anos, as carteiras que incluíam ações com baixa volatilidade superaram a rentabilidade do principal índice da bolsa brasileira

BULL & BRISKET MARKET

Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado

31 de março de 2025 - 18:50

Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump

31 de março de 2025 - 8:18

O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”

CALENDÁRIO DE DIVULGAÇÕES

Agenda econômica: últimos balanços e dados dos Estados Unidos mobilizam o mercado esta semana

30 de março de 2025 - 16:39

No Brasil, ciclo de divulgação de balanços do 4T24 termina na segunda-feira; informações sobre o mercado de trabalho norte-americano estarão no foco dos analistas nos primeiros dias de abril.

MERCADOS HOJE

Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump

28 de março de 2025 - 14:15

Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA

28 de março de 2025 - 8:04

O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária

SEXTOU COM O RUY

Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação

28 de março de 2025 - 6:11

A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita

EFEITO COLATERAL

Tarifas de Trump derrubam montadoras mundo afora — Tesla se dá bem e ações sobem mais de 3%

27 de março de 2025 - 16:38

O presidente norte-americano anunciou taxas de 25% sobre todos os carros importados pelos EUA; entenda os motivos que fazem os papéis de companhias na América do Norte, na Europa e na Ásia recuarem hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo

27 de março de 2025 - 8:20

Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Buy the dip, e leve um hedge de brinde

26 de março de 2025 - 19:58

Para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump

26 de março de 2025 - 8:22

Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair

conteúdo EQI

Dólar atinge o menor patamar desde novembro de 2024: veja como buscar lucros com a oscilação da moeda

26 de março de 2025 - 8:00

A recente queda do dólar pode abrir oportunidades estratégicas para investidores atentos; descubra uma forma inteligente de expor seu capital neste momento

DESTAQUES DA BOLSA

É hora de comprar a líder do Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) dispara mais de 17% após dados do 4T24 e banco diz que ação está barata

25 de março de 2025 - 12:42

A companhia apresentou os primeiros resultados trimestrais após a cisão dos negócios de locação e concessionária e apresenta lucro acima das projeções

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar