Dólar volta a registrar forte alta, de 4% e fecha a semana de volta aos R$ 4,80. confira o que movimentou o câmbio nesta sexta-feira
Para tentar controlar a disparada, o Banco Central fez um leilão de dólar a vista entre as 16h00 e as 16h05, onde foram vendidos US$ 571 milhões

A sexta-feira (22) que sucedeu o feriado de Tiradentes e fechou a semana nos mercados ficou marcada pela disparada do dólar, que registrou forte alta, de 4% e fechou o dia negociado a R$ 4,8051. Na semana, o avanço é de 3,38%.
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No Brasil, na teoria a semana seria mais calma, já que não haviam tantos dados no radar dos investidores e a semana foi cortada por um feriado. Contudo, a sexta-feira deixou muita gente sem entender bem o que estava acontecendo, já que o dia acabou sendo um dos mais agitados nas últimas semanas.
Não foi só o dólar que registrou alta importante, o Ibovespa também apresentou forte queda, chegando a ficar abaixo do patamar dos 110 mil pontos. E se a maioria dos fatores que explicam este desempenho são externos, não podemos esquecer que neste feriado também disparou o risco político no Brasil.
Isso porque Jair Bolsonaro parece apostar em escalar o conflito entre os poderes ao não só conceder a graça presidencial a Daniel Silveira, condenado por ameaçar ministros do STF, como também prometer fazer o com outros réus em situação semelhante.
Para tentar controlar a variação, o Banco Central fez um leilão de dólar a vista entre as 16h00 e as 16h05, onde foram vendidos US$ 571 milhões.
Durante o dia, o dólar foi negociado no intervalo entre R$ 4,6724 e R$ 4,8390
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Parte considerável do movimento, contudo, começou a se formar ontem nos Estados Unidos quando Jerome Powell afirmou que o conflito entre Rússia e Ucrânia deve seguir pressionando a inflação, nesse cenário a autoridade monetária teria de empreender um aperto monetário com mais velocidade do que o inicialmente previsto.
Sendo assim, fica cada vez mais provável que o Fomc, comitê do Federal Reserve responsável pelas decisões de taxa de juros, opte por uma alta de 50 pontos base em seu próximo encontro, previsto para maio.
Christine Lagarde, presidente do BCE (Banco Central Europeu) e Janet Yellen, secretária do tesouro norte-americano, também demonstraram preocupação com a alta dos preços e expectativa de que a inflação deva persistir.
O DXY, índice que compara o dólar aos seus pares, passou o dia no território positivo, indicando que a moeda norte-americana ganha força.
Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados para acompanhar o desempenho de bolsa, dólar e juros hoje. Confira também o fechamento dos principais contratos de DI:
- DI Jan 23: 13,04% (13,068% no ajuste anterior)
- DI Jan/24: 12,70% (12,667% no ajuste anterior)
- DI Jan/25: 12,14% (12,101% no ajuste anterior)
- DI Jan/27: 11,98% (11,795% no ajuste anterior)
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Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.