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Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

RESILIÊNCIA É O NOME DO JOGO

Divisão de energia é destaque no balanço da Weg (WEGE3), mas elevação dos custos pressiona margens — e ações

Para analistas, resultados da fabricante de motores Weg (WEGE3) são sólidos e vieram em linha com as expectativas

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
20 de julho de 2022
14:05 - atualizado às 14:31
Fábrica com objeto com logo da WEG (WEGE3)
Imagem: Divulgação

Inaugurando a temporada brasileira de balanços, a Weg (WEGE3) informou mais cedo seu resultado referente ao segundo trimestre do ano. Para analistas, os dados são sólidos e vieram dentro das expectativas, inclusive aquelas que davam conta de que a empresa, por mais resiliente que seja, sofreria os efeitos dos desafios macroeconômicos globais de alguma maneira.

Ainda assim, alguns focos de preocupação parecem rondar a cabeça dos investidores após a divulgação do balanço. E, como resultado, as ações WEGE3 recuam mais de 3% nesta quarta-feira (20), sendo negociadas perto da faixa dos R$ 26,00 — os papéis estão entre as maiores quedas do Ibovespa hoje.

Os analistas do Credit Suisse destacam as operações dos mercados internacionais, responsáveis por 51% da receita líquida operacional da empresa, que chegou a R$ 7,2 bilhões — alta de 5,2% na comparação com o trimestre anterior e de 25% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

Em relatório, a equipe reforça que esse número pode ser mais expressivo nos meses próximos trimestres, uma vez que a Weg está aumentando sua capacidade de produção nos Estados Unidos com uma nova fábrica de transformadores no país.

Outro destaque do relatório é a divisão de geração de energia renovável e transmissão & distribuição de energia, que representa 39,5% da receita da empresa. O balanço divulgado hoje traz o aumento na demanda pela geração distribuída solar (GD) no país e o volume de entrega relevante de aerogeradores como fatores importantes para o desempenho do trimestre.

Na divisão de transmissão e distribuição, o alto volume de entregas foi impulsionado pelos transformadores de grande porte e subestações para projetos ligados aos leilões de transmissão, em conjunto com as vendas de transformadores para redes de distribuição e indústrias.

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"Esperamos que a Weg continue entregando bons resultados daqui para frente, com bons ventos a favor. A demanda permaneceu forte graças aos produtos de ciclos curtos e longos, com atuação em vários setores de negócios e uma forte carteira de pedidos", escrevem os analistas do Credit Suisse.

Atualmente, o banco mantém uma recomendação "outperform" (acima da média do mercado) para as ações da Weg (WEGE3), com preço-alvo de R$ 43,00 — um potencial de valorização de 59,4% de acordo com o fechamento de ontem.

A reação dos papéis da Weg (WEGE3)

Hoje os investidores parecem cumprir aquela máxima do mercado de que uma ação sobe no boato e cai no fato — as baixas vistas hoje nas ações da Weg (WEGE3) sucedem o avanço de 3,22% visto no pregão de ontem.

Segundo um compilado elaborado pela plataforma Trade Map, das 13 recomendações para as ações da Weg, seis são de compra, cinco são de manutenção e duas são de venda.

Mais uma amostra de resiliência

Na avaliação de Fernando Ferrer, analistas da Empiricus, "resiliênia é o nome do jogo". Ele destaca a boa atuação global da Weg (WEGE3) e sua capacidade de atravessar um período macroeconômico tão desafiador quanto o atual.

"A capacidade da companhia de atuar em diversos setores globalmente e em todos os segmentos desses setores a torna bastante resiliente e abre grandes avenidas de crescimento, como a joint venture recentemente anunciada com o Grupo Cevital, conglomerado com sede na Argélia", escreveu o analista.

Em seus cálculos, a Weg negocia hoje com um múltiplo preço/lucro de 30 vezes, contra uma média histórica de 51,37 vezes dos últimos três anos, um ajuste razoável diante de um valuation tido como muito caro pelos profissionais do mercado.

Após a divulgação dos resultados, o Itaú BBA também divulgou comentários a respeito dos números da Weg. Para os analistas do banco, os dados vieram até um pouco acima das expectativas, mas eles observam uma tendência de estabilização trimestral da receita líquida, Ebitda e lucro líquido.

Um ponto que chamou a atenção dos analistas foi a margem Ebitda de 17,5% no segundo trimestre, uma queda de 6,7 pontos porcentuais (p.p.). Nos seis primeiros meses do ano, o Ebitda da companhia somou R$ 2,489 bilhões, aumento de 3,3%.

"Isso marca o terceiro trimestre consecutivo de margens caminhando de lado, sinalizando que a empresa conseguiu sustentar uma boa lucratividade, mas provavelmente não retornará aos altos níveis vistos no final de 2020 e início de 2021, pelo menos no curto prazo, devido a um pior mix de produtos vendidos e inflação de custos de matérias-primas", escreveram os analistas.

Atualmente, o Itaú BBA tem recomendação neutra para as ações da Weg, com preço-alvo de R$ 46,00 — um potencial de alta de 70,6%.

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