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MERCADOS AGORA

Bolsa agora: Ibovespa volta a acelerar alta com aprovação da PEC da Transição na CCJ; dólar cai

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6 de dezembro de 2022
7:09 - atualizado às 17:51

RESUMO DO DIA: Com a agenda esvaziada no exterior, as atenções dos investidores ficam concentradas no cenário doméstico. Pela manhã, a CCJ do Senado deve analisar o texto da PEC da transição, com a previsão de quase R$ 200 bilhões fora do teto. Hoje também é o primeiro dia da reunião do Copom, que deve divulgar a decisão sobre a Selic amanhã (7).

FECHAMENTO

O Ibovespa encerrou a sessão em alta de 0,72%, aos 110.188 pontos.

FECHAMENTO EM NOVA YORK
  • Nasdaq: -2,00%
  • S&P 500: -1,44%
  • Dow Jones: -1,03%

A aprovação da PEC da Transição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado fez com que o Ibovespa ampliasse o ritmo de alta antes do fechamento. Os senadores reduziram em R$ 30 bilhões o valor pedido pelo governo e decidiram que uma nova regra fiscal deve ser apresentada até agosto de 2023.

FECHAMENTO

O dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,25%, a R$ 5,2697

S&P REBAIXA RATING DO IRB (IRBR3)

A oferta de ações bilionária garantiu uma sobrevida de alguns meses para o IRB Brasil (IRBR3) quando o assunto é risco de crédito, mas não foi suficiente para salvar a resseguradora de rebaixamento neste ano.

A agência de classificação S&P mudou de “brAAA” — a nota mais alta em escala nacional — para “brAA+” o rating do IRB e de suas emissões de debêntures nesta terça-feira (6). 

Segundo a S&P, a alteração reflete a “expectativa de que o desempenho operacional persistentemente fraco da resseguradora não é mais consistente com o nível de rating” anterior.

O prejuízo líquido do IRB disparou no terceiro trimestre de 2022, passando de R$ 155,8 milhões entre julho e setembro de 2021 para R$ 298,7 milhões no mesmo intervalo deste ano.

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FECHAMENTO

Pelo segundo dia consecutivo, o petróleo teve um dia de forte queda. O mercado ainda repercute o início do teto de preço ao barril russo e a manutenção da produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

O Brent, utilizado como referência na definição de políticas de preço de combustíveis, recuou 4,03%, a US$ 79,35

EM BUSCA DE UM CAMINHO

Para que o texto da PEC da Transição passe pelo Senado, o senador Jaques Wagner disse que o PT pode aceitar uma redução de R$ 30 bilhões no volume total de gastos para que a pauta seja aprovada.

A forte queda dos índices em Nova York tem pressionado o Ibovespa nesta tarde. Com o recuo firme dos setores de tecnologia e financeiro, o Ibovespa passou a oscilar próximo da estabilidade. Por aqui, os investidores seguem de olho na tramitação da PEC da Transição.

FECHAMENTO NA EUROPA
  • Frankfurt: -0,70%
  • Londres: -0,56%
  • Paris: -0,14%
  • Stoxx-600: -0,61%
O QUE ACONTECEU ATÉ AGORA

Enquanto no exterior pesa a percepção de que o Federal Reserve deverá alongar o período de aperto monetário e a expectativa pela definição do segundo turno para o Senado, no Brasil a bolsa repercute notícias que chegam da China e a tramitação da PEC da Transição.

Na segunda maior economia do mundo, o governo começa a desfazer algumas das restrições impostas pelo coronavírus, o que empolga o mercado de commodities pelo segundo dia consecutivo.

Por aqui, os investidores aguardam uma definição sobre o futuro da PEC da Transição. Há pouco, o relatório do texto foi entregue, com um gasto de R$ 175 bilhões acima do teto por dois anos e um custo total de R$ 198 bilhões. O texto da PEC também prevê um dispositivo que permite a criação de um novo regime fiscal por lei complementar.

A sessão que analisa o texto está suspensa por duas horas, mas corre o risco de não votar o tema hoje, já que há divergências entre os senadores.

EMBRAER (EMBR3): JP MORGAN PREVÊ VALORIZAÇÃO DE ATÉ 159%

Um raio de sol surge em meio aos céus nublados da Embraer (EMBR3). Após a forte queda das ações no ano e o prejuízo líquido de R$ 160,4 milhões reportado no terceiro trimestre, a fabricante brasileira de aeronaves deve viver dias melhores no próximo ano, na visão do JP Morgan. 

Em relatório, o banco prevê um cenário macroeconômico mais difícil em 2023, mas espera que os resultados do quarto trimestre deste ano sejam suficientes para levantar voo e melhorar as receitas da companhia. 

O JP Morgan manteve a recomendação de compra dos papéis da Embraer e aumentou o preço-alvo de R$ 34,00 para R$ 35,00 para 2023. Ou seja, trata-se de um potencial de valorização de 159% em relação ao fechamento anterior do Ibovespa. 

Por volta das 12h50, as ações da Embraer (EMBR3) operavam em alta de 1,55%, negociadas a R$ 13,75.

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PEC DA TRANSIÇÃO: LULA PEDE LICENÇA PARA GASTAR R$ 175 BI FORA DO TETO

O relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, apresentado nesta terça-feira (6) pelo senador Alexandre Silveira (PSD-MG), foi aprovado em votação simbólica na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O texto de Silveira amplia o teto de gastos — a regra que limita o crescimento das despesas do governo à variação da inflação — em R$ 175 bilhões por um período de dois anos. Mas passou por ajustes na CCJ: o valor total foi reduzido em R$ 30 bilhões e está condicionado à apresentação de uma nova regra fiscal até agosto do próximo ano.

A medida original deixa um impacto fiscal de R$ 198 bilhões, e retira do teto até 6,5% de receitas extraordinárias do governo, em um valor de até R$ 23 bilhões — o que deve garantir o pagamento do orçamento secreto, uma demanda levada ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva pelo comandante da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). 

Na tentativa de um acordo para aprovar a PEC, Silveira fez um "mix" da proposta do novo governo, ao considerar o valor sugerido para o Bolsa Família, com a proposta apresentada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). A proposta de Jereissati tinha um valor considerado baixo, mas previa apenas a ampliação dentro da regra fiscal, o que agrada o mercado.

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PETROBRAS (PETR4) CORTA PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

A nova queda do petróleo já vai chegar às bombas brasileiras? Parece que sim, pois a Petrobras (PETR4) acaba de anunciar um corte de 6,10% no valor cobrado pela gasolina A. O preço médio de venda do composto passará de R$ 3,28 para R$ 2,08 por litro a partir da próxima quarta-feira (7).

"Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,25 a cada litro vendido na bomba", destaca a estatal em comunicado enviado ao mercado.

A notícia provocou uma inversão no sinal das ações ordinárias da companhia nesta terça-feira (6). Por volta das 14h05, os papéis PETR3 recuavam 0,03%, a R$ 29,22, enquanto as ações PETR4 subiam 0,12%, a R$ 25,65.

O preço do diesel também vai baixar de R$ 4,89 para R$ 4,49 o litro. Aqui a queda é ainda maior, de cerca de 8,80%. Assim como para o gasolina, o cálculo do valor final deve considerar a composição do combustível que chega aos motoristas brasileiros; nesse caso, a parcela da Petrobras passou para R$ 2,25 a cada litro vendido.

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PEC DA TRANSIÇÃO

A sessão da CCJ que analisa o texto da PEC da Transição foi interrompida por duas horas para discussão dos termos propostos. Segundo informações da Broadcast, há discordâncias sobre o valor além-teto do Bolsa Família.

NAS MÁXIMAS

Enquanto Nova York lida com a cautela falando mais alto, o Ibovespa veio renovando máximas nos últimos minutos, em alta superior a 1%.

Por aqui, os investidores estão de olho na PEC da Transição, apresentada na CCJ do Senado pela manhã, e que trouxe um prazo menor do que o inicialmente desejado. Além disso, existe a expectativa por uma desidratação para que o texto siga caminho e seja aprovado.

ABERTURA EM NOVA YORK

As bolsas nos Estados Unidos seguem atentas aos próximos passos do Federal Reserve, com um temor renovado de que o aperto monetário se prolongue, mas hoje as atenções se voltam para o cenário político.

Isso porque o segundo turno para a definição de vagas para o Senado deve definir qual partido terá a maioria na Casa para os próximos dois anos.

Confira a abertura das bolsas em Wall Street:

  • Dow Jones: 0,05%
  • S&P 500: 0,01%
  • Nasdaq: -0,10%

Apesar de ter iniciado o dia em alta mais robusta, o Ibovespa vem moderando o movimento na primeira hora do pregão. Além do sinal misto que chega dos índices futuros em Nova York, os investidores locais também estão atentos ao debate da PEC da Transição no Senado.

Há pouco, o relatório do texto foi entregue, com um gasto de R$ 175 bilhões acima do teto por dois anos e um custo total de R$ 198 bilhões. O texto da PEC também prevê um dispositivo que permite a criação de um novo regime fiscal por lei complementar.

Em antecipação, os juros futuros operam em alta:

CÓDIGONOME ULT  FEC 
DI1F23DI Jan/2313,67%13,66%
DI1F24DI Jan/2414,08%14,00%
DI1F25DI Jan/2513,21%13,13%
DI1F26DI Jan/2612,92%12,85%
DI1F27DI Jan/2712,81%12,76%
PEC DA TRANSIÇÃO

O relatório da PEC da Transição será discutido nesta terça-feira (06), mas é pouco provável que um consenso seja atingido.

O texto será debatido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e propõe que o teto de gastos seja ampliado em R$ 175 bilhões pelos próximos dois anos. O custo total da PEC fica em R$ 198 bilhões, conforme o inicialmente proposto pelo governo eleito.

GOL (GOLL4) AVANÇA

Os papéis da Gol (GOLL4) opera em alta acima de 2% e está entre as maiores ganhos do Ibovespa.

As ações da companhia aérea sobem 2,38%, a R$ 7,74 após a divulgação do relatório de atividade de novembro. A empresa registrou aumento de 28,5% em novembro ante a base anual. A oferta total (ASK) cresceu 29,7% e o número de decolagens evoluiu 26,5%.

*Com informações de Broadcast

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

O Ibovespa opera em alta de 0,53%, aos 109.978 pontos, acompanhando o exterior.

Os investidores acompanham o início das discussões sobre a PEC da Transição, durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado Federal. Está previsto que a proposta seja aprovada hoje na Comissão; caso isso aconteça, a matéria deve ser submetida a apreciação dos senadores no plenários ainda nesta semana.

Confira as maiores altas:

CÓDIGONOMEULTVAR
IRBR3IRB ONR$ 0,683,03%
NTCO3Natura ONR$ 12,422,99%
LREN3Lojas Renner ONR$ 21,182,97%
VIIA3Via ONR$ 2,102,94%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 3,152,27%

E as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
BEEF3Minerva ONR$ 11,63-1,86%
EMBR3Embraer ONR$ 13,39-1,11%
FLRY3Fleury ONR$ 17,05-0,93%
PRIO3PetroRio ONR$ 35,70-0,89%
CASH3Meliuz ONR$ 1,16-0,85%
ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa abriu em alta de 0,48%, aos 109.920 ponto; e acompanha o movimento positivo do exterior. Neste momento, inicia-se a análise da PEC da Transição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado Federal.

Na bolsa, apenas oito ações caem.

O dólar à vista cai 1,04%, negociada a R$ 5,2280.

MINÉRIO DE FERRO FECHA EM QUEDA

Após a forte valorização em razão do alívio na política de 'Covid-zero', o minério de ferro negociado em Dalian, na China, encerrou o dia em queda de 0,64%, com a tonelada cotada a US$ 111,42.

A baixa faz parte de um movimento de realização sobre a commodity, acompanhada de maior cautela dos investidores sobre os juros básicos americanos.

O Ibovespa futuro renova máxima a 110.330 pontos, em alta de 0,68%, com a melhora do humor do exterior.

O dólar à vista acelera queda e cai 0,95%, a R$ 5,2307.

FUTUROS EM NOVA YORK

Os índices futuros de Nova York operam em leve alta, ainda em meio à cautela com a economia americana e movimentações do alívio na política de 'Covid-zero' na China.

  • Dow Jones futuro: +0,09%;
  • S&P 500 futuro: +0,14%;
  • Nasdaq futuro: +0,27%.
ELETROBRAS (ELET3) DEFINE CONDIÇÕES PARA INCORPORAR AÇÕES E SUBSIDIÁRIAS

A Eletrobras (ELET3) definiu as condições do processo de resgate das ações preferenciais classe A (PNA) e da incorporação de ações das subsidiárias. A holding convocou uma assembleia de acionistas para o dia 5 de janeiro para discutir as operações.

Tanto o resgate das ações PNA como a incorporação das subsidiárias fazem parte do plano de simplificar a estrutura após a oferta de ações que marcou a privatização da gigante do setor elétrico.

A Eletrobras também pretendia discutir a conversão de todas as ações em ordinárias (com direito a voto) e a migração para o Novo Mercado da B3. Mas a empresa decidiu adiar o projeto de listagem no segmento com práticas de governança mais rigorosas da bolsa.

A Eletrobras possui hoje dois tipos de ações preferenciais (sem direito a voto). Os papéis PNB, que possuem ampla liquidez e inclusive fazem parte da carteira do Ibovespa, e os PNA, que representam apenas 0,006384% do capital social da companhia.

Leia mais.

ADRS DE VALE E PETROBRAS EM NOVA YORK

Os ADRs  recibos de ações em bolsas estrangeiros  da Petrobras e da Vale, empresas com maior peso no Ibovespa, operam em leve alta no pré-mercado em Nova York, com a realização das commodities e a maior cautela do exterior na terça-feira (6).

O ADR da Petrobras sobe 0,09%, a US$ 11,09. Já o recibo de ações da Vale avança 0,12%, a US$ 16,48.

MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

UM PASSO DE CADA VEZ

Lá fora, os mercados asiáticos fecharam predominantemente em baixa nesta terça-feira (6), seguindo as movimentações negativas de Wall Street durante o pregão de ontem (5), já que os investidores voltaram a ficar preocupados com os próximos passos de política monetária eventualmente ainda bem agressivos do Fed, principalmente depois que os dados mostraram uma aceleração inesperada na atividade do setor de serviços dos EUA no mês de novembro (a ideia vinha ganhando força desde sexta-feira passada).

Enquanto isso, os futuros americanos até conseguem se recuperar, pelo menos por enquanto nesta manhã, e mercados europeus não possuem uma só direção (o tom é predominantemente negativo). Mesmo com a inflação dando sinais de arrefecimento, a manutenção da atividade em patamares elevados acaba funcionando na dinâmica de que "uma boa notícia acaba virando uma má notícia". O Brasil acompanha a tendência internacional, principalmente depois das novas notícias negativas no âmbito fiscal. 

A ver…

00:42 — Um mercado atento à Copa do Mundo

Depois de um dia com menor liquidez por conta do jogo da seleção, os investidores voltam nesta terça-feira (alguns de ressaca) para acompanhar o início da reunião do Copom, que será concluída amanhã e deverá manter inalterada a taxa Selic em 13,75% ao ano), e os trabalhos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deve aprovar hoje a PEC da Transição. 

O mau humor local derivou muito do fato de que proposta apresentada, ainda que tenha reduzido o prazo do texto por dois anos, manteve o gasto fora do teto de R$ 175 bilhões, além dos R$ 23 bilhões de receitas extraordinárias. Ou seja, mesmo que o texto passe por ajustes, a ideia entra na CCJ de modo desagradável, muito porque boa parte dos agentes já acreditava em uma desidratação para algo como R$ 150 bilhões.

Além da votação na comissão, o texto já pode seguir para a votação em plenário do Senado já amanhã, onde Lula acredita ter os votos necessários para aprovar a proposta — sua moeda de troca vem sendo seus ministérios, que podem chegar a 35, sendo que algo como 20 deles deve ficar com aliados (como União Brasil, PSD e MDB). Enquanto houver ruído fiscal sobre a curva, os ativos locais vão sofrer.

01:45 — Parece que vivemos mais um bear market rally

Ontem (5), nos EUA, os rendimentos dos títulos voltaram a subir, muito por conta de um relatório sugerindo que os funcionários do Federal Reserve poderiam sinalizar um pico mais alto nas taxas de juros no próximo ano. Ou seja, mesmo quando o banco central parece determinado a desacelerar o ritmo dos aumentos em sua reunião da próxima semana, os mercados internacionais foram lembrados que o ciclo de aperto continuará e a taxa de juros permanecerá em patamares elevados por mais tempo.

Os futuros estão fixados em um aumento de 50 pontos-base na próxima quarta-feira, para uma faixa de 4,25% a 4,50%, após quatro altas consecutivas de 75 pontos — a desaceleração foi praticamente confirmada pelo presidente Jerome Powell em seus comentários na última quarta-feira. Ou seja, mais importante do que a decisão em si é o relatório com o Resumo das Projeções Econômicas, ou o chamado "gráfico de pontos". Os futuros apontam para uma taxa terminal superior a 5% no ano que vem.

02:33 — A reabertura chinesa sob os holofotes

O que deu resiliência aos mercados asiáticos foi a flexibilização adicional das restrições derivadas da política de "zero-COVID" na China. Agora, os requisitos de teste para locais públicos foram facilitados e há relatos de que as pessoas detidas por quarentena possam ficar em casa. Se as medidas mais flexíveis reduzirem o medo dos consumidores em relação às políticas, a demanda chinesa pode voltar com força.

Os mercados asiáticos vêm refletindo bem o movimento. O índice de Hong Kong, por exemplo, me manteve próximo da estabilidade hoje, tendo subido cerca de 15% na semana passada com a flexibilização da China. Ou seja, por lá o clima continua amplamente positivo. Contudo, é sempre bom lembrar que os chineses não verão o fim completo da política de 'Covid-zero' por vários meses.

03:12 — O preço do brasil

Na semana passada, os preços do petróleo caíram brevemente abaixo do nível em que começaram o ano. Lembre-se que os preços da energia estavam subindo no início do ano, quando a economia global emergiu da pandemia de Covid-19 (as cadeias de abastecimento não estavam funcionando bem após dois anos de lockdown) e a Rússia invadiu a Ucrânia (medo de que fornecimento de um dos maiores produtores do mundo pudesse ser cortado). Agora, porém, a história é diferente.

As taxas de juros mais altas em todo o mundo são um veneno para o crescimento e manterão as necessidades globais de energia contidas por um tempo ainda. Em outras palavras, os recuos recentes, como o de ontem, são frutos de uma precificação de recessão que vai acontecer muito em breve. Ou seja, depois de toda a preocupação com uma crise de energia no início deste ano, os preços mais baixos podem parecer um alívio. Ainda assim, entendo que haja espaço para que os preços se mantenham elevados no longo prazo devido às restrições de oferta para os próximos anos.

04:05 — A universalização da democracia

No Ocidente, há uma leitura de que a universalização da democracia, apesar de positiva para as sociedades, aumentou a classe política dos países, elevando a necessidade de se viver de promessa. O problema é que promessas geram despesas. 

Em um primeiro momento, mais e mais impostos foram criados ao longo do século XX. Depois, quando só os impostos não bastavam, as economias começaram a se endividar. Agora as dívidas são enormes e deflacionárias.

E hoje, qual é a solução? Provavelmente, a saída vai se dar em parte tomando dinheiro de quem tem e passando para quem não tem. Na última década isso foi feito parcialmente com juros negativos, o que não existe mais.

Ou seja, não só via transferências, mas também com o empobrecimento relativo de quem se beneficiou com a desigualdade. Em outras palavras, impostos inflacionários também devem entrar na conta. Portanto, a nova era que entramos será de mais inflação.

ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

Os contratos de Depósitos Interfinanceiro (DIs) iniciaram as negociações em leve baixa nesta terça-feira (6), de maior aversão ao risco no exterior e com investidores atentos ao andamento da PEC da Transição no Senado Federal — a proposta é submetida a primeira análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa legislativa.

Os juros futuros, de forma geral, operam estáveis:

NOME ULT  FEC 
DI Jan/2313,66%13,66%
DI Jan/2413,97%14,00%
DI Jan/2513,05%13,13%
DI Jan/2612,78%12,85%
DI Jan/2712,68%12,76%

ABERTURA DO DÓLAR

O dólar à vista iniciou as negociações em leve baixa de 0,08%, a R$ 5,2789.

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO

O Ibovespa futuro abriu em alta de 0,49%, aos 109.975 pontos, na contramão do exterior.

MERCADOS HOJE

A terça-feira (6) começa com as bolsas internacionais operando sem direção definida. No exterior, com a agenda esvaziada, os investidores seguem mais cautelosos com dados econômicos dos EUA acima do esperado e na expectativa de uma nova alta nos juros americanos pelo Federal Reserve (Fed).

No Brasil, o Ibovespa deve operar com mais cautela, com as atenções voltadas à votação do primeiro parecer da PEC de Transição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Além disso, o baixo desempenho das commodities, que caem no mercado internacional, pode refletir negativamente na bolsa brasileira.

Por fim, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começa hoje. O colegiado deve divulgar a manutenção da taxa de juros básicos (Selic) amanhã (7) após o fechamento dos mercados.

COMMODITIES EM QUEDA

O minério de ferro negociado em Dalian, na China, recua 0,64%, com a tonelada cotada a US$ 111,55, em ajuste após dias seguidos de forte alta com a flexibilização da política de 'Covid-zero' no país asiático.

O petróleo tipo Brent opera em queda de 1,23%, com o barril a US$ 81,66.

Os investidores seguem mais cautelosos após dados acima do esperado da economia americana, divulgados ontem (5).

DAY TRADE NA B3

Após o fechamento do último pregão, identifiquei uma oportunidade de swing trade baseada na análise quant - compra dos papéis da Metalúrgica Gerdau (GOAU4).

GOAU4: [Entrada] R$ 13.47; [Alvo parcial] R$ 13.74; [Alvo] R$ 14.14; [Stop] R$ 13.02

"O desempenho do ativo em diversas janelas temporais indica continuação da tendência predominante e oferece uma oportunidade de ganhos no curto prazo."

Recomendo a entrada na operação em R$ 13.47, um alvo parcial em R$ 13.74 e o alvo principal em R$ 14.14, objetivando ganhos de 5%.

Leia mais.

CORRIDA POR BARGANHAS SUSTENTA LEVE ALTA EM NOVA YORK

Os índices futuros de Nova York operam em leve alta na manhã desta terça-feira. Os investidores estão à caça de pechinchas nas bolsas norte-americanas depois da forte queda registrada na véspera.

Apesar do alívio observado hoje, os investidores seguem preocupados com a postura do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Nos últimos dias, novos indicadores econômicos sugerem que a economia norte-americana segue mais aquecida do que o esperado.

O Fed tenta evitar, por meio de um agressivo aperto monetário, que a situação conduza a economia dos Estados Unidos a um cenário de descontrole inflacionário.

A próxima reunião do Fomc, o comitê de política monetária do Fed, está marcada para a semana que vem.

Confira:

  • Dow Jones futuro: +0,03%;
  • S&P 500 futuro: +0,06%;
  • Nasdaq futuro: +0,11%.
BOLSAS EUROPEIAS ABREM EM QUEDA DE OLHO EM DADOS DOS EUA E FED

As bolsas de valores da Europa abriram em queda hoje, mas rapidamente acomodaram-se em níveis próximos da estabilidade.

Os investidores temem que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mantenham uma postura mais agressiva em seu aperto monetário.

O Fed tenta evitar que a economia aquecida conduza a economia dos Estados Unidos a um cenário de descontrole inflacionário.

Mas os dados recentes mostram que a atividade estadunidense segue resistente ao aperto monetário — o que pode dar espaço para mais altas no juro. O que deve corroborar com essa teoria são os dados de hoje da balança comercial do país

Confira:

  • Euro Stoxx 50: -0,15%
  • DAX (Alemanha): -0,11%
  • CAC 40 (França): -0,22%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,19%
BOLSAS ASIÁTICAS FECHAM SEM DIREÇÃO COM CHINA E FED NO RADAR

As bolsas de valores da Ásia fecharam sem direção clara nesta terça-feira.

Os investidores estão divididos entre temores de um Fed mais agressivo na condução da política monetária nos Estados Unidos e o relaxamento das restrições impostas pela China no âmbito de sua estratégia de covid zero.

O mercado de da Coreia do Sul registrou uma das quedas mais acentuadas do dia, mas não foi por causa da eliminação para o Brasil na Copa do Mundo.

A terça-feira foi um dia particularmente ruim para as empresas de tecnologia da região, afetando principalmente as bolsas da Coreia do Sul e de Taiwan.

Confira:

  • Xangai (China): +0,02%
  • Nikkei (Japão): +0,24%
  • Kospi (Coreia do Sul): -1,08%

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Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados

DÓLAR HOJE

Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte

3 de abril de 2025 - 13:13

A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação

ENTREGAS DE AVIÕES

Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump 

3 de abril de 2025 - 12:31

A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado

O DIA DEPOIS DE AMANHÃ

O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%

3 de abril de 2025 - 10:50

O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais

3 de abril de 2025 - 8:14

Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA

DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?

2 de abril de 2025 - 20:00

As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?

PERDEU, DÓLAR

Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência 

2 de abril de 2025 - 13:35

Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade

NOVA CHAPA

Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho

2 de abril de 2025 - 11:21

Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa

2 de abril de 2025 - 8:13

Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA

DIA 72

Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA

1 de abril de 2025 - 19:32

Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas

AÇÕES EM QUEDA FORTE

Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano

1 de abril de 2025 - 17:29

No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa

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