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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

MAIORES BAIXAS

IRB (IRBR3) lidera queda do Ibovespa no ano, mas não é o maior tombo da bolsa — descubra qual foi a ação que mais caiu na B3 em 2022

Inflação, aumento da taxa de juros, incertezas fiscais — não foram poucos os motivos que fizeram mais da metade das empresas da B3 amargarem perdas que beiram 100% este ano

Ana Carolina Neira
28 de dezembro de 2022
6:25 - atualizado às 19:42
brasil

No futuro, quando alguém quiser saber e pesquisar como foi o desempenho da bolsa em 2022, inicialmente não vai achar que o resultado foi de todo ruim. Afinal, o Ibovespa, o principal índice de ações da B3, acumula um ganho modesto de 4,65% no ano até o fechamento do dia 23 de dezembro.

Mas a variação do Ibovespa, formado principalmente por papéis de empresas de commodities, acaba mascarando o que foi realmente o ano de 2022 para a renda variável.

Uma fotografia mais precisa é representada quando se pega o universo de todas as 400 empresas listadas da B3. Nesse caso, temos mais da metade das ações no vermelho, com baixas que beiram os 100% nas que tiveram pior desempenho.

Afinal, o que explica esse resultado?

Inflação fora do controle, aumento da taxa de juro, eleição, incertezas sobre o quadro fiscal com o novo governo. Não foram poucos os motivos para a queda da bolsa — muitos deles velhos conhecidos do investidor brasileiro. 

No exterior, a guerra entre Rússia e Ucrânia contribuiu para o desequilíbrio de forças no cenário geopolítico e pesou sobre os preços, especialmente de commodities como o petróleo, alimentando ainda mais a espiral inflacionária aqui e lá fora. 

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Para completar, os bancos centrais das maiores economias do mundo — a começar pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) — enxugaram a liquidez dos mercados e iniciaram um ciclo de aperto monetário agressivo, atingindo em cheio o fluxo de capital para emergentes como o Brasil.

Para boa parte das ações, essa combinação explosiva caiu como uma verdadeira bomba. Além do cenário macro, cada companhia que registrou perdas expressivas na bolsa também viveu seu inferno particular. Com base em dados da B3 até 23 de dezembro, o Seu Dinheiro listou as maiores perdas da Bolsa em 2022. 

Vale lembrar que o último pregão do ano é no dia 29 de dezembro, portanto, esse ranking pode sofrer alterações. Além disso, algumas empresas que não costumam ter negociações diárias na B3 foram excluídas da lista. 

Confira as dez maiores quedas da B3 em 2022 até 23 de dezembro:

EmpresaTickerAcumulado do ano*
PDG Realty ON NMPDGR3-91,18%
Aeris ON NMAERI3-84,07%
Espaço Laser ON NMESPA3-83,31%
Recrusul ONRCSL3-83,30%
Kora Saúde ON NMKRSA3-81,89%
IRB Brasil ON NMIRBR3-77,36%
Infracommerce ON NMIFCM3-76,71%
Sequoia ON NMSEQL3-75,32%
Oi ON N1OIBR3-75%
Recrusul PNRCSL4-73,94%
Fonte: B3
*Acumulado do ano até 23 de dezembro de 2022

PDG Realty (PDGR3)

Após o processo de recuperação judicial que começou em 2017 e acabou no final de 2021, a PDG Realty voltou ao mercado imobiliário este ano com um reposicionamento estratégico: mudou o nome de subsidiárias, realizou aumento de capital e conseguiu voltar a lucrar.

No entanto, a reestruturação ainda deixa marcas nas ações da companhia: em abril, por exemplo, um empreendimento teve a falência decretada por falta de pagamento do condomínio, com uma dívida de R$ 4 milhões. A companhia ainda encerra 2022 organizando um grupamento na proporção de 40 para 1. 

Aeris (AERI3)

A empresa do segmento de pás para geradores de energia eólica sentiu os efeitos de margens justas e prejuízo, levando a aumento nos preços dos equipamentos. Mas vê na possibilidade da chinesa Goldwind instalar uma planta no Ceará como uma potencial fonte de negócio.

Neste mês, a companhia anunciou a compra da unidade de Internet das Coisas (IoT) da Ericsson — o negócio ajudou a anular parte das perdas da companhia em dezembro, mas não foi o suficiente para retirar a empresa da lista de maiores quedas da B3 em 2022. 

Espaçoaser (ESPA3)

Assim como a Aeris, a Espaçolaser faz parte do grupo de empresas que abriu capital nos últimos dois anos, mas não tem muito a comemorar. A rede de lojas de depilação que tem a apresentadora Xuxa como sócia e garota-propaganda seguiu com o plano de expansão, comprando lojas de franqueados e abrindo novas unidades, mas o resultado não veio.

Em meio a vendas abaixo do esperado, aluguéis e custos maiores com pessoal, a companhia precisou chamar os acionistas para colocar mais dinheiro no negócio e reduzir o peso da dívida no balanço.

Recrusul (RCSL4)

A empresa dedicada principalmente à produção de semirreboques e tanques chegou à metade de 2022 liderando a ponta negativa das small caps, com uma queda de 49,83% — e não conseguiu se recuperar ao longo do segundo semestre.

Na semana passada, a Recrusul anunciou um aumento de capital mediante a emissão e subscrição privada de ações no valor de R$ 129,9 milhões para tentar reduzir passivos e reforçar o capital de giro. 

Kora Saúde (KRSA3)

Dinâmica de preços fraca, custos trabalhistas mais altos, inflação de custos, mix de hospitalização menos favorável. Todos esses fatores marcaram o setor de saúde brasileiro como um ano. E a Kora Saúde não conseguiu escapar muito disso. Embora o ano da operadora tenha sido marcado por uma série de aquisições — muitas delas bem vistas pelo mercados — a empresa também sofreu com a deterioração da sinistralidade do setor ao longo de 2022.

IRB (IRBR3): perdas na Bolsa e no Ibovespa

Se a PDG Realty é a rainha das perdas da Bolsa em 2022, o IRB (IRBR3) levou a coroa quando se trata do Ibovespa

Desde fevereiro de 2020, quando a gestora Squadra denunciou inconsistências contábeis na companhia e abriu caminho para a descoberta de fraudes milionárias no balanço, a resseguradora enfrenta dificuldades. 

De lá para cá, a empresa foi obrigada a trocar todo o alto escalão e, neste ano, levantou R$ 1,2 bilhão em uma oferta de ações, mas ainda luta para se reerguer e reconquistar a confiança do mercado.

Confira as dez maiores perdas do Ibovespa no ano até 23 de dezembro de 2022 — vale lembrar que o último pregão do ano é no dia 29 de dezembro, portanto, esse ranking pode sofrer alterações:

EmpresaTickerAcumulado do ano*
IRB Brasil RE ON NMIRBR3-77,61%
Americanas ON NMAMER3-69,75%
BRF SA ON ATZ NMBRFS3-66,96%
CVC Brasil ON NMCVCB3-64,83%
Qualicorp ON NMQUAL3-63,43%
Magazine Luiza ON NMMGLU3-63,16%
Méliuz ON NMCASH3-61,42%
Alpargatas PN N1ALPA4-60,20%
PETZ ON EJ NMPETZ3-60,07%
Braskem  PNA N1BRKM5-57,96%
Fonte: B3
*Acumulado do ano até 23 de dezembro de 2022

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