Havaianas: todo mundo usa, mas todo mundo tem? Saiba se comprar ações da Alpargatas (ALPA4) é uma boa ideia
Segundo o Bank of America, a empresa deve contar com volumes resilientes, aumentos de preços e estabilização dos custos de insumos para ajudar na recuperação dos negócios durante o segundo semestre deste ano

A Havaianas é um dos maiores casos de sucesso de reposicionamento de marca. De uma empresa que corria o risco de desaparecer, virou a queridinha dos brasileiros e conquistou até os gringos. Mas será que a Alpargatas (ALPA4), sua controladora, deve sair dos pés para ir para as carteiras dos investidores?
Segundo o Bank of America (BofA), a empresa tem boas oportunidades de mix, segmentação e produtividade no Brasil, espaço para crescimento internacional substancial e a Rothy's, uma marca norte-americana de bolsas e sapatos da qual tem 49%.
A Alpargatas ainda deve contar com volumes resilientes, aumentos de preços e estabilização dos custos de insumos — fatores que devem ajudar na recuperação da companhia durante o segundo semestre deste ano.
Ainda assim, o BofA iniciou a cobertura da Alpargatas com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 24, o que representa um potencial de valorização de 21,5% em relação ao fechamento de segunda-feira (11).
Por volta de 13h15, as ações ALPA4 caíam 1,72%, cotadas a R$ 19,74.
Alpargatas (ALPA4) e seus pares
As ações da Alpargartas (ALPA4) são preferenciais, sem direito a voto. Os papéis também não têm direito de tag along, mas recebem um prêmio de dividendo de 10%.
Leia Também
As únicas ações que estão se salvando do banho de sangue no Ibovespa hoje — e o que está por trás disso
O tag along é uma proteção concedida aos acionistas minoritários que possuem ações ordinárias (ON) em operações de venda do controle de uma empresa.
Ou seja, quando a empresa é vendida, o novo controlador deverá oferecer aos minoritários ON pelo menos 80% do valor pago para comprar as ações do bloco de controle.
Nos cálculos do Bank of America, ALPA4 é negociada a 22x/18x o lucro por ação para 2022 e 2023 — um prêmio para pares domésticos e produtores de calçados como Crocs ou Steven Madden, mas um desconto para as principais marcas de calçados esportivos.
Além disso, o preço-alvo de R$ 24 baseia-se em um preço/lucro (P/E) de 15x em 2024 para Havaianas e R$ 2,77 por ação para Rothy's.
Já os riscos incluem demanda mais fraca, custos de insumos mais altos, concorrência, investimento internacional e execução da Rothy's, segundo o banco.
Veja também: Ganhar 1% ao mês ficou fácil? A renda fixa é a campeã do primeiro semestre — sabia onde investir no segundo semestre
Havaianas: uma marca aspiracional de 60 anos
A Havaianas, principal marca da Alpargatas (ALPA4), é conhecida pela qualidade, longevidade e, mais recentemente, pela moda e inovação.
O forte patrimônio da marca permitiu que ela passasse para uma série de chinelos e sandálias de valor agregado e calçados com preços cada vez mais altos.
O Bank of America diz que percebe oportunidades de longo prazo em gerenciamento de categorias, otimização de canais, dados demográficos com pouca penetração, categorias de estilo de vida adjacentes e expansão internacional.
A Alpargatas (ALPA4) não é só Havaianas
A participação de 49,9% da Alpargatas (ALPA4) na Rothy's agrega potencial para geração de valor fora do mercado do Brasil, segundo o Bank of America.
A marca norte-americana nasceu na internet, com modelo verticalmente integrado que produz uma ampla gama de calçados, bolsas e acessórios nos EUA.
Os produtos vendidos pela Rothy's são feitos a partir de PET reciclado, os processos minimizam o desperdício e a marca tem forte apelo entre os consumidores ambientalmente conscientes.
A Rothy's, embora deficitária, cresceu rapidamente e o BofA espera que a injeção de capital de US$ 200 milhões da Alpargatas ajude a acelerar o crescimento da empresa.
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação
A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita
Tarifas de Trump derrubam montadoras mundo afora — Tesla se dá bem e ações sobem mais de 3%
O presidente norte-americano anunciou taxas de 25% sobre todos os carros importados pelos EUA; entenda os motivos que fazem os papéis de companhias na América do Norte, na Europa e na Ásia recuarem hoje